O intervalo de tempo em que vivemos nos leva à conclusão de que estamos submersos à lógica dos algoritmos - que organizam o trabalho e a vida, ditando até como nos devemos sentir. Ao mesmo tempo, as crises e suas guerras batem à porta em ciclos cada vez mais curtos e a riqueza socialmente produzida continua a se concentrar em poucas mãos. A tecnologia promete o paraíso e entrega devastação. Mas qual tecnologia? Que tipo de devastação? Aqui outra pergunta se insinua: Marx estava certo, não? Karl Marx e Friedrich Engels não nos prometeram o paraíso. Pelo contrário, nos apresentaram a árdua tarefa de enxergar a estrutura em que estamos inseridos. Eles nos sugerem que aquilo que costuma parecer “natural” - o movimento do mercado, as relações de trabalho, o abismo entre riqueza e muséria - é produto da história, da "ação recíproca dos seres humanos" e, portanto, pode ser reescrito pelos sujeitos que a concebem. A antologia organizada por Marcello Musto e publicada pela Boitempo tem esse sentido: abrir caminhos para refletir o tempo. A seleção de Musto deixa ver um Marx que nos faz pensar, nos corrige e nos possibilita amadurecer. Por isso importa - e urge - reler Marx hoje. Num mundo que insiste em gralhar que “não há alternativa”, suas palavras teimam em perguntar: quem paga a conta? Quem fica com o lucro? Há outra organização possível? O Essencial em Marx nos convida a visitar o tempo, repensar, reaprender e... transformar! Atenção! Em função do espaço físico do evento, informamos que nosso evento tem limite de 400 inscritos.