O IV ENEVI - Encontro de Negras Vivências e Indígenas, promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFPA Campus Abaetetuba, será realizado nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, tendo como tema:
“Mulheres negras e indígenas em protagonismo: ancestralidades, saberes, lutas e futuro”.
Em sua quarta edição, o ENEVI reafirma-se como espaço de formação, diálogo, reflexão e valorização das histórias, culturas, saberes e experiências das populações negras e indígenas, articulando a comunidade acadêmica do IFPA a pesquisadoras(es), educadoras(es), artistas, intelectuais, movimentos sociais, comunidades tradicionais e, sobretudo, mulheres negras e indígenas.
A edição de 2026 coloca essas mulheres no centro das discussões, reconhecendo-as não apenas como sujeitos de resistência, mas como produtoras de conhecimentos, guardiãs de memórias, educadoras, artistas, escritoras, pesquisadoras, lideranças e construtoras de outros futuros. A programação buscará estabelecer diálogos entre ancestralidades, saberes, lutas e perspectivas de futuro, considerando especialmente as experiências construídas nos territórios amazônicos.
O evento integra as ações institucionais de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) e contribui para a efetivação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, fortalecendo uma educação antirracista, intercultural e comprometida com o enfrentamento das diferentes formas de racismo e discriminação.
Ao reunir mesas de diálogo, atividades acadêmicas, apresentações estudantis, manifestações artísticas e culturais e espaços de troca de saberes, o IV ENEVI pretende fazer do IFPA Campus Abaetetuba um território de encontro entre universidade, escola, comunidades e movimentos sociais.
Mais que falar sobre mulheres negras e indígenas, esta edição assume como princípio construir espaços para escutá-las, reconhecê-las e aprender com elas, fazendo ecoar suas vozes, conhecimentos, memórias, lutas e projetos de mundo.
Ancestralidade é memória que permanece. Saber é território que se compartilha. Luta é caminho aberto. E futuro também se constrói com mulheres negras e indígenas em protagonismo.