Este encontro de 2025 do Grupo de Pesquisa Modernismos: heranças e horizontes tem por objetivo problematizar os diversos vetores que constroem o imaginário modernista e o atualizam no pensamento contemporâneo; indicando sua falência ou sobrevivência poética, estrutural e epistemológica. Ou de maneira mais ousada, a conjunção paradoxal de uma falência que sobrevive como rastro e impermanência.
Priorizaremos então as reflexões críticas contemporâneas e a divulgação de pensamentos transdisciplinares (artes, história, ciência política, sociedade), além do diálogo com a História e a Historiografia da Arte, considerando suas novas abordagens.
A primeira edição deste encontro aconteceu na UFRJ - Campus Praia Vermelha em 2023. E a segunda edição, em 2024, na Fundação Casa de Rui Barbosa.
Vertentes reflexivas
Para este evento trabalhamos com três vertentes não necessariamente separadas. São elas:
1. Condenado ao moderno? Tomado de empréstimo do artigo “Brasília, a cidade nova”, de Mário Pedrosa (1959), a frase nos interroga sobre os limites do moderno e seu legado de clausura. Sob esse prisma buscam-se discussões artísticas de amplo espectro aliadas a produções historiográficas em debate nacional. Indo além, busca-se também o que pode estar subjacente ao debate: críticas, pontos de vista e indagações.
2. Cidadanias inacabadas. Expressão devedora das reflexões presentes no livro de de Ynaê Lopes dos Santos (2022), Racismo brasileiro: uma história da formação do país, neste eixo buscamos propostas que versam sobre imaginários políticos, artísticos e culturais que, embora derrotados ou incompletos, propuseram alternativas para alargar o conceito de cidadania inaugurado pelo Estado Republicano. Os debates visam a fragmentação e a reinvenção de nação para pensar os 40 anos da abertura política e tematizar a violência de Estado ao longo do tempo.
3. Cada ribanceira é uma nação. No eixo homônimo ao colóquio, questionamos a democracia das cidades e a entropia de seus espaços. Trata-se de um espaço para análises sobre a ocupação e os usos das cidades, desde o carnaval, passando por ocupações artísticas (música, dança, teatro, capoeira, por exemplo), e o uso coletivo de espaços públicos. Buscamos também pensar as intervenções urbanas e humanas no meio ambiente e as relações com paisagens e o impacto na sociedade.
Submeta seu trabalho no Seminário de Processos de Pesquisas Artísticas do evento, orientado pelo seguinte edital: https://docs.google.com/document/d/1vmHjGAxAQgYC4Gu_ZT9w_KCJI_du_aYqToVyyQ8MeEQ/edit?usp=sharing