É obrigatória a impressão do material para a participação da oficina. https://drive.google.com/file/d/1W5ay9yrVBMYGOMVkC2Wvh7E5_Uoktakz/view?usp=sharing A oficina ocorrerá no AUDITÓRIO MAIOR do campus Jatobá, na Central de Aulas 1 (C1). Descrição da oficina A oniomania (i.e., o comprar
compulsivo) se caracteriza como um transtorno crônico ou recorrente, cuja
principal característica é a dificuldade de resistir aos impulsos ou tentações
de comprar, o que causa prejuízos psicossociais ao indivíduo e seu núcleo
social. A utilização do Behavioral Perspective Model (BPM) para entender as
contingências envolvidas no comportamento de compra compulsiva oferece uma
abordagem inovadora para intervenção na oniomania. Segundo o BPM o controle do
comportamento de compra se dá por reforços e punições utilitárias e
informativas. As utilitárias referem-se ao valor de utilidade que um produto ou
serviço possui. Portanto, facilitam a resolução de problemas práticos
enfrentados por uma pessoa, como por exemplo comprar um carro, que facilita a
locomoção e o transporte de objetos. Por sua vez, as informativas são de origem
social e mediadas por outras pessoas presentes na comunidade verbal do
indivíduo. As consequências que produzem atenção social positiva, como elogios
e valorização, tendem a reforçar o comportamento. Por outro lado, as
consequências que resultam em atenção social negativa, como críticas e
depreciação, tendem a ser punitivas. Os operantes de consumo são divididos em
quatro classes de resposta, a saber: manutenção (baixo informativo e baixo
utilitário), hedonismo (baixo informativo e alto utilitário), acumulação (alto
informativo e baixo utilitário) e realização (alto informativo e alto
utilitário). Assim posto, uma intervenção estruturada para o tratamento da
oniomania deveria ter quatro fases: a primeira visa aumentar operantes da
classe de Manutenção e diminuir operantes das outras três classes; a segunda
fase mantém operantes de Manutenção, aumenta os de Hedonismo e diminui as
outras duas; a terceira mantém Manutenção e Hedonismo, aumenta de Acumulação e
diminui os operantes de Realização; a quarta mantém Manutenção, Hedonismo e
Acumulação, e aumenta Realização. Ao longo de todo o processo, o cliente deve
desenvolver melhores respostas de autocontrole com o auxílio do terapeuta, e o
automonitoramento é uma ferramenta importante buscando esse objetivo. A
integração do BPM como modelo explicativo e de intervenção tornar-se-á mais
completo se paralelo a ele houver o desenvolvimento tecnológico que favoreça o
trabalho analítico do terapeuta. Para tanto, será apresentado um esboço de
ferramenta tecnológica focada em automonitoramento, que auxilia o clínico no
planejamento, análise e acompanhamento do progresso terapêutico em casos de
oniomania. Espera-se que essa integração teórico-técnico-metodológica
estabeleçam os pilares para a intervenção em casos de oniomania, na redução do
endividamento, e na manutenção da qualidade de vida dos indivíduos. |