“Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.”
Datas: 18 (Sala 2) e 19 (Sala 3) de novembro de 2025 Hora: 9h às 12h
O processo de pesquisa e de elaboração histórica em torno dos “Territórios Afroindígenas Soterrados – do Arraial dos Pretos à cidade dos brancos: Largo do Rosário, Alto da Estação, Alto da Boa Vista, Alto da Cruz, Fazenda do Leitão”. O mini-curso será gratuito e aberto ao público em geral. As aulas serão gravadas e disponibilizadas na Internet, com legendas e interpretação de libras, para favorecer a democratização e a acessibilidade do conteúdo.
Objetivos: Compreender os processos históricos e urbanos que resultaram no apagamento dos territórios afroindígenas na origem de Belo Horizonte; Desenvolver uma leitura crítica sobre a construção da “cidade dos brancos” e os mecanismos de exclusão e resistência; Exercitar metodologias de pesquisa histórica, mapeamento simbólico e reconstrução da memória social. Identificar os principais territórios afroindígenas que compunham o antigo Arraial do Curral del Rey; Analisar o caso do Largo do Rosário como símbolo de apagamento e resistência da população negra; Compreender o papel do projeto urbanístico de Belo Horizonte na invisibilização de comunidades afrodescendentes; Reconhecer as práticas de resistência, memória e reexistência nos territórios soterrados; Desenvolver propostas simbólicas de reconstrução da memória urbana.
Aula 1 – Do Arraial dos Pretos à cidade dos brancos:
1. O Arraial do Curral del Rey e o Largo do Rosário: estrutura social, religiosidade e cotidiano.
2. O projeto urbanístico de Belo Horizonte e o apagamento dos territórios negros e indígenas.
3. Metodologias de pesquisa e arqueologia da memória: o caso do Projeto NegriCidade.
4. Oficina de leitura de fontes e análise documental.
5. Debate sobre mecanismos de exclusão e apagamento simbólico.
Aula 2 – Resistências e reexistências nos territórios soterrados:
1. Análise dos territórios: Alto da Estação, Alto da Boa Vista, Alto da Cruz e Fazenda do Leitão.
2. Deslocamentos, marginalização e reorganização comunitária.
3. Práticas de resistência: irmandades, religiosidade, cultura e oralidade.
4. Oficina de mapeamento simbólico dos territórios soterrados.
5. Produção coletiva de propostas de memória (roteiro urbano).
Aula 3 - Percurso AfroTurístico: Caminhos do Rosário
Data: 20 de novembro de 2025 Hora: 9h às 12h
Local: Largo do Rosário
Endereço: Rua dos Timbiras, esquina com Rua da Bahia
As pesquisas desenvolvidas pelo MUQUIFU e pelo Projeto NegriCidade trouxeram para o debate as questões relacionadas ao silenciamento imposto às comunidades negras na capital mineira, despertando a necessidade da criação do Projeto Caminhos do Rosário, para construir coletivamente políticas de valorização da memória e proteção deste patrimônio cultural soterrado debaixo do asfalto. Por séculos muito pouco foi feito para valorizar o potencial histórico e Afroturístico do Largo do Rosário. A proposta do Percurso Caminhos do Rosário é constituir uma política pública que possa acolher e atrair um número maior de pesquisadores, estudantes, turistas e moradores da cidade para esse debate e engajamento em torno das lutas antiracistas e contracoloniais, na construção de uma cidade pluricultural.
EQUIPE DA AULA-PERCURSO
Padre Mauro Luiz da Silva Coordenador e Professor
Rainha Isabel Casimira Guardiã da Tradição
Capitão Ricardo Gasparino Guardião da Tradição
Jana Janeiro Turismóloga
Cleiton Gos Arte-Educador
Referências bibliográficas e fontes sugeridas:
• MAURO, Pe. Mauro. Largo do Rosário: do Arraial dos Pretos à cidade dos brancos. Belo Horizonte: C/Arte, 2023.
• IPHAN. Relatórios do Projeto NegriCidade – Pesquisa Arqueológica no Largo do Rosário. Brasília, 2022–2024.
• Documentários: NegriCidade (IPHAN, 2023); Memórias Soterradas (UFMG, 2020).
• Arquivos e mapas: Arquivo Público Mineiro, Acervo Digital PBH, Museu Histórico Abílio Barreto, IPHAN e IEPHA.