Em novembro, o professor, violeiro e pesquisador Ivan Vilela, artista residente do Programa "Hilda Hilst" do Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IdEA), promove uma programação dedicada à história, à memória e à influência do Clube da Esquina na música brasileira.
Surgido em Minas Gerais, no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, o movimento reuniu diferentes referências musicais, como a MPB, o jazz, o rock e as sonoridades regionais, desenvolvendo uma linguagem própria que marcou a música brasileira e conquistou reconhecimento internacional.
A atividade integra a residência de Ivan Vilela no IdEA e propõe três encontros presenciais de escuta, contextualização histórica e debate, com a participação de professores, pesquisadores, músicos e convidados.
Serviço | Mês "Clube da Esquina": história e escuta
- 📅 Data: 05, 12 e 19 de novembro
- 🕖 Horário: 14h às 17h
- 📍 Local: Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IdEA) | Av. Oswaldo Cruz, 301, na Unicamp
Sobre Ivan Vilela
Ivan Vilela é livre-docente em Etnomusicologia, doutor em Psicologia Social pela USP, mestre e graduado em Composição Musical pela Unicamp onde foi aluno de Almeida Prado. É professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo onde leciona História da Música Popular Brasileira, Percepção Musical, Etnomusicologia e Viola Brasileira.
Seus escritos e pesquisas transitam entre a música popular e a cultura popular brasileira. É autor dos livros Cantando a Própria História - Música Caipira e Enraizamento (2013) Edusp; e História e Cultura no Som da Viola - Ensaios e Relatos sobre Cultura Popular (2024) Ateliê Editorial.
Exerce intensa atividade como instrumentista, compositor e arranjador atuando como solista e junto a grupos e orquestras.
Tem 20 discos gravados com os quais foi indicado a prêmios voltados à Cultura e à Música Brasileira. Ganhou o Prêmio Movimento de Música Popular Brasileira, Interações Estéticas – FUNARTE, Medalha Carlos Gomes da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo e Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e o Prêmio Inezita Barroso, da ALESP. Foi indicado como finalista ao Prêmio IBAC (Instituto Brasileiro de Arte e Cultura), Prêmio Rival BR de Música Popular Brasileira, Prêmio Sharp, Prêmio da Música Brasileira. Recebeu uma Comenda da ALESP pelos trabalhos realizados em prol da cultura caipira (livros, discos, pesquisas, cursos e uma ópera caipira).
Atua como arranjador e diretor musical em discos de diversos artistas, além dos seus próprios. Realiza apresentações e conferências no Brasil e em países da Europa e das Américas.