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O termo medicalização surgiu no final da década de 1960 para se referir à crescente apropriação dos modos de vida humana pela medicina e se tornou campo de estudo, sobretudo pelo filósofo e historiador francês Michel Foucault. Para este filósofo a história da espécie humana está intimamente ligada à medicalização, ou seja, a construção de uma bio-história que diz respeito aos efeitos das incessantes intervenções médicas realizadas em todo o corpo da população (FOUCAULT, 2011). São modulações que se apresentam desde o Século XVIII e que na atualidade ganha proporção por meio da generalização dos saberes médicos em diferentes espaços de vida, atuando sobre as questões econômicas, políticas, sociais, culturais e emocionais – que atingem a vida das pessoas (GAUDENZI, ORTEGA, 2012).
No contexto da pandemia que estamos vivenciando o evento se propõe a refletir sobre a exclusão de uma parcela significativa da população das condições básicas de saneamento, cuidados preventivos de saúde e acesso à alimentação suficiente e de qualidade e quantidade, bem como das promessas de avanços da ciência e tecnologia modernas de saúde, embora existam e representem as possibilidades de intervenção também não podem ser acessados de forma igualitária. Em meio a angústia da população brasileira o Governo Federal não vem investindo de fato em políticas públicas para reverter essa situação.
Esse cenário vem denunciar os mecanismos de poder coercitivos utilizados pela equipe do atual governo que demonstram a marca do fascismo contemporâneo em nosso país. Encorajadas por essas situações a assumir um manifesto político contrário a essa governamentalidade fascista, nós do Círculo de Estudos Feministas e do Grupo de Estudos e Ação Política Zoé's realizaremos essa conversa e convidamos a todas e a todos a contribuírem conosco!
FOUCAULT, MICHEL. Crise da Medicina ou crise da Antimedicina. In.: Arte, epistemologia, Filosofia e História da Medicina. Coleção: Rio de Janeiro: Forense Universitária. (Ditos e Escritos VII), 2011.
GAUDENZI, Paula; ORTEGA, Francisco. O estatuto da medicalização e as interpretações de Ivan Illich e Michel Foucault como ferramentas conceituais para o estudo da desmedicalização. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 16, n. 40, p. 21-34, 2012.
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