O Conselho Federal de Economia (Cofecon) realiza no próximo 19 de março, às 17h, o evento “Letramento Racial: compreender para transformar”, iniciativa que integra a programação institucional do Mês da Mulher. O encontro ocorrerá em formato híbrido, com participação presencial na sede do Conselho, em Brasília, e transmissão on-line.
A atividade terá como palestrantes a economista e pesquisadora Beatriz Barros e a professora, pesquisadora e especialista em diversidade e inclusão Juliana Schneider Mesquita. Elas abordarão o papel do letramento racial na compreensão das desigualdades estruturais presentes na sociedade brasileira e na construção de ambientes mais inclusivos. A programação contará com a abertura da presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, e terá mediação da economista Teresinha de Jesus Ferreira da Silva, coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade do Cofecon.
A iniciativa busca ampliar o debate sobre equidade, diversidade e justiça social, temas fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a promoção da igualdade de oportunidades, e reforça o compromisso do Sistema Cofecon/Corecons com o debate qualificado e a valorização de pautas relacionadas à igualdade, diversidade e inclusão. Nesse contexto, o letramento racial é apresentado como ferramenta essencial para estimular reflexões críticas sobre o racismo estrutural e contribuir para práticas institucionais mais conscientes e inclusivas.
Letramento racial
O letramento racial tem se consolidado como instrumento importante para compreender as desigualdades históricas que marcam a desigualdade brasileira. O conceito envolve o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que permitem identificar como as relações raciais influenciam as oportunidades e trajetórias sociais, bem como o funcionamento das instituições.
No contexto brasileiro, marcado por profundas disparidades sociais e raciais, o letramento racial contribui para ampliar o entendimento de como fatores históricos moldaram a distribuição de oportunidades no país. Ao compreender estas dinâmicas, é possível estimular o debate qualificado e a formulação de políticas e práticas institucionais mais sensíveis às desigualdades.