Fruto de uma pesquisa de doutorado, o livro traz uma contribuição aos estudos do rock dos anos 1960 como um campo cultural estruturado por práticas masculinas, presentes tanto na indústria musical quanto nas dinâmicas das bandas.
A partir da segunda metade da década, observa-se um processo gradual que envolve não apenas a ampliação da presença feminina no rock, mas também a feminilização dele. Esse movimento ocorre no auge do rock, impulsionado pela projeção dos The Beatles, pelo sucesso de festivais como Monterey, Woodstock e Newport, e pela ascensão das bandas psicodélicas de São Francisco, em diálogo com a contracultura e o fortalecimento do feminismo.
Assim, o presente trabalho buscou conhecer e compreender o processo de feminilização do rock, à luz da presença da Yoko Ono neste meio musical, compreendida entre o período em que se aproxima dos Beatles, após iniciar um relacionamento amoroso com John Lennon, em meados dos anos 1960 até metade dos anos 1970, quando o casal abandona suas carreiras artísticas para se dedicar à família, especialmente ao filho Sean Lennon, nascido em 1975. Período que compreende também o momento de ascensão e queda da contracultura, assim como o de consolidação do rock, tanto na indústria da música quanto entre os jovens.
