A coordenação do curso de licenciatura em Computação em conjunto com o diretório acadêmico de Computação, tem a honra de divulgar a “Jornada Educultural: imersão em São Paulo”, um evento presencial, constituindo-se como a primeira atividade de campo do curso de Licenciatura em Computação da UTFPR e se apresenta como uma experiência formativa complementar voltada à integração entre educação, cultura, ciência e tecnologia.
A proposta é dividida em duas etapas e tem como objetivo ampliar a formação acadêmica dos estudantes por meio de vivências presenciais em espaços culturais, científicos e educacionais de relevância nacional que possam contribuir com a formação docente, possibilitando o contato direto com ambientes de produção do conhecimento e com práticas que dialogam com a formação docente em Computação.
Ao reconhecer a cidade como espaço educativo, a atividade promove o desenvolvimento do pensamento crítico, a interdisciplinaridade e a compreensão do papel social da educação tecnológica.
As inscrições são pagas, no valor de R$ 190,00 (cento e noventa reais) com transporte, translado, ingressos e duas refeições durante a jornada, além de caminhada pela Av. Paulista, visita guiada ao MASP, visita guiada ao Museu do Ipiranga, participação em duas oficinas no Parque Tecnológico USP e apreciação de espetáculo teatral no Theatro Municipal de São Paulo.
PRIMEIRA ETAPA
A primeira etapa da Jornada Educultural consiste na atividade de campo realizada na cidade de São Paulo, configurando-se como uma imersão presencial em espaços culturais, científicos e tecnológicos de relevância nacional. Durante essa fase, os estudantes participam de visitas guiadas ao MASP e ao Museu do Ipiranga, realizam caminhada formativa pela Avenida Paulista, integram oficinas no Parque Tecnológico da USP e assistem a espetáculo no Theatro Municipal.
Essa etapa tem como finalidade proporcionar vivências práticas que ampliem a formação docente em Computação, promovendo a articulação entre educação, cultura, ciência e tecnologia. Ao reconhecer a cidade como espaço educativo, a atividade estimula o pensamento crítico, a interdisciplinaridade e a compreensão do papel social da educação tecnológica.
O evento fundamenta-se nos princípios da metodologia ativa inspirada no filósofo e educador Paulo Freire, especialmente na perspectiva da educação como prática da liberdade e do diálogo como eixo central do processo formativo. Mais do que uma atividade expositiva ou meramente contemplativa, a Jornada propõe uma experiência em que o estudante assume papel protagonista na construção do conhecimento.
Ao reconhecer a cidade como espaço educativo, a proposta dialoga com a concepção freireana de que a aprendizagem ocorre na relação crítica com o mundo. Os espaços culturais, científicos e tecnológicos visitados deixam de ser apenas locais de observação e passam a constituir-se como territórios de problematização, investigação e reflexão. Assim, a experiência concreta vivenciada pelos estudantes torna-se ponto de partida para a elaboração teórica e para a construção de novos sentidos.
A metodologia adotada valoriza a vivência, a escuta, o diálogo coletivo e a reflexão crítica posterior, especialmente na etapa de produção do relato de experiência. Nesse momento, teoria e prática se articulam, permitindo que o estudante não apenas descreva o que viu, mas analise, questione e interprete os fenômenos observados à luz da educação, da tecnologia e da sociedade.
Dessa forma, o evento materializa princípios freireanos como a autonomia, a conscientização, a práxis (ação-reflexão-ação) e a educação problematizadora, fortalecendo uma formação docente crítica, ética e socialmente comprometida.
SEGUNDA ETAPA
Correspondente à atividade de campo realizada em São Paulo, inicia-se um momento fundamental de consolidação da aprendizagem: a sistematização das experiências vivenciadas. Esse período não se limita a uma formalidade acadêmica, mas representa a continuidade do processo formativo, no qual a observação, a escuta, o diálogo e a participação nas atividades culturais e tecnológicas serão transformados em reflexão crítica e produção de conhecimento.
Os estudantes terão o prazo de 15 (quinze) dias para elaborar e submeter um relato de experiência, articulando as vivências realizadas com referenciais teóricos discutidos ao longo do curso. Espera-se que o texto evidencie a capacidade de análise, a integração entre prática e teoria e a compreensão do papel social da educação tecnológica nos diferentes espaços visitados.
O relato poderá ser submetido em uma das seguintes linhas de pesquisa: (1) Computação e Educação; (2) Tecnologia, Educação e Sociedade; ou (3) Ensino, Computação e Cultura. A proposta é incentivar a produção acadêmica autoral, estimulando o pensamento crítico, a interdisciplinaridade e a formação docente reflexiva.
Além de constituir parte integrante da atividade formativa, os relatos poderão ser selecionados para publicação, fortalecendo a iniciação científica e valorizando o protagonismo estudantil na construção do saber. Dessa forma, a jornada não se encerra na experiência presencial, mas se prolonga na escrita, na reflexão e na socialização do conhecimento produzido.
Cordialmente,
Coordenação LCOMP / UTFPR
Prof. Dr. Rogério Ranthum
Prof. Dr. Mário José Van Thienen da Silva
Dicomp / UTFPR
Samuel Girão Fonteles
Rosilene Erlaine da Silva Bittencourt
Andressa de Fátima Andrade
Zeneide de Oliveira
Andreia Vasconcelos