Data: 04/12/2026
Horário: 09h às 18h
Local: Auditório Aurora Furtado - Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), Cidade Universitária, Campus Butantã
Transmissão ao vivo no canal do IPUSP no Youtube
O IX Seminário Internacional Ignacio Martín-Baró e a América Latina tem como objetivo reunir pesquisadoras, pesquisadores, estudantes e militantes sociais para refletir criticamente sobre a atualidade e os desdobramentos das contribuições de do pensamento de Martín-Baró em diálogo com a importância dos debates sobre a democratização do Estado e as lutas populares pela democracia. Busca-se fomentar um espaço de trocas, de aprofundamento teórico e de fortalecimento de redes de pesquisa, estudo e ação coletiva.
A realização da nona edição do Seminário reafirma a continuidade de uma trajetória de diálogo, memória e resistência em torno da obra de Ignácio Martín-Baró, figura importante na construção de uma Psicologia Social comprometida com a libertação das populações historicamente submetidas a processos de exclusão e marginalização social e econômica no contexto da sociedade de classes. Em um cenário marcado pelo avanço da extrema-direita na América Latina, pelas desigualdades estruturais e pelas violações de direitos humanos coletivos, sob a lógica do capital que produz, entre outros desdobramentos, a criminalização de determinadas populações e a culpabilização individual por condições de vulnerabilidade, torna-se necessário revisitar e atualizar o pensamento de Martín-Baró e de Paulo Freire. Reconhece-se, assim, sua relevância para compreender os desafios políticos e sociais contemporâneos e para orientar uma Psicologia aliada à superação das amarras opressoras da sociabilidade capitalista e comprometida com a libertação.
Este evento justifica-se, portanto, como espaço de articulação entre grupos de estudo e pesquisa, redes acadêmicas e movimentos sociais, com vistas à consolidação de ações conjuntas que dialoguem com as urgências do presente. Além de promover a produção e a circulação do conhecimento crítico, o encontro fortalece práticas coletivas de resistência e solidariedade, reafirmando o compromisso ético-político da Psicologia Social neste debate.