Fronteiras Conectadas, Histórias Cruzadas: enfrentamentos da História no Ensino e na Pesquisa.
A
Universidade do Estado da Bahia/Departamento de Ciências Humanas (DCH-Campus
V)/Pós-Graduação em História Regional e Local (PPGHIS)/Colegiado
de História têm a satisfação de convidar a
comunidade de pesquisadores e demais interessados para o IX Simpósio de História Regional e Local
/ I Semana de História com a
temática Fronteiras conectadas, Histórias Cruzadas: enfrentamentos da História no Ensino e na Pesquisa, evento que ocorrerá de 14 a 16 de outubro de 2025 na UNEB/DCH-Campus
V, em Santo Antônio de Jesus-Bahia.
O IX
Simpósio de História Regional e Local/
I Semana de História tem o
objetivo de ampliar espaços de debates e interlocução entre
professores-pesquisadores, estudantes de graduação e Pós-Graduação, professores
do ensino básico e comunidade interessada nos âmbitos nacional, regional e
local, ao reunir estudos e pesquisas para a promoção e difusão do conhecimento
científico, através de apresentação de trabalhos inéditos e inovadores que
envolvem temáticas da história social, cultural, política e econômica, com base
na produção local, regional, brasileira e internacional. A temática desta edição está associada ao ano de celebração dos 18
anos do PPGHIS, de forma a evidenciar o significado da história regional
e local e seus resultados historiográficos produzidos a partir da ampliação das
correntes teóricas e metodológicas experimentadas por estudiosos/as no Brasil e
em outros países, considerando as diversas temáticas que se cruzam em
diferentes temporalidades e espaços históricos. Para
a historiografia, torna-se um tema de relevância, especialmente por garantir
outras perspectivas de análise, tendo o local, regional, nacional e mundo como
espaços conectados onde trajetórias individuais e coletivas, política,
sociedade, economia, cultura, integram o roteiro dos debates acadêmicos de
ontem e de hoje.
Este evento reunirá professores,
historiadores/as e demais pesquisadores das áreas das Ciências Humanas e afins
das diversas universidades da Bahia e de outros Estados brasileiros, além de
universidades estrangeiras, bem como de um público diversificado envolvido com
a educação, os movimentos sociais e culturais da região. Trata de um importante
espaço acadêmico, onde estudantes de graduação e pós-graduação, docentes de
diversas instituições de ensino do município e região próxima, bem como de todo
o estado da Bahia, têm a oportunidade de acessar e estabelecer trocas de
conhecimentos sobre temas variados de interesse nacional e regional, através
das atividades programadas.
Ementa: para construção da história acadêmica sobre o período em
que os territórios dos povos originários estavam sob o domínio da coroa
portuguesa é imprescindível a leitura de manuscritos. Os manuscritos são textos
escritos à mão de caráter oficial, político ou privado, constituindo uma das
fontes mais utilizadas pelas/os historiadoras/es para acessar testemunhos e
vestígios desse passado longínquo, mas que de nós se aproxima pelo tempo
histórico da longa duração.
Inúmeros arquivos públicos e privados espalhados pelos continentes preservam
manuscritos que interessam à História do Brasil. Neste minicurso apresentamos alguns
documentos que tratam das diversas dimensões da história da América portuguesa
seja no âmbito da sociedade e seu cotidiano, da política e administração
públicas, da economia... e que estão sob guarda dos três principais arquivos
públicos para a história do Atlântico, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e o
Arquivo Histórico Ultramarino, situados em Lisboa. No primeiro preservam-se,
dentre outros, a documentação produzida pelo Tribunal da Inquisição durante os
três séculos de sua atuação; no segundo disponibiliza-se vasta documentação
política e oficial como cartas, solicitações, registros de patentes, processos
de perfilhação, etc.; e o Arquivo Público do Estado da Bahia, um dos maiores
arquivos da América Latina, sediado em Salvador, com vasta documentação desde
escrituras públicas a processos cíveis e crimes, além dos testamentos e
inventários.
Desenvolvimento do curso: as
aulas desenvolver-se-ão com exposição participativa, quando cada inscrita/o
poderá trazer suas experiências e/ou documentos para serem discutidos além,
obvio, de fomentar o debate do tema apresentado. Utilizar-se-á diversos
recursos didático-tecnológicos como imagens digitalizadas de manuscritos
exibidas em aplicativos, trechos de documentários e filmes, material impresso;
dentre os demais recursos básicos de uma sala de aula (computador/notebook,
projetor/datashow, lousa – com apagadores e pincéis...)
Objetivos: a) estimular o
interesse pela pesquisa em fontes manuscritas sobre a história da América
portuguesa e nela, sobre a capitania da Bahia onde se encontrava a capital
desta colônia portuguesa a qual se tornou, no século XVIII, a segunda maior
cidade do império marítimo luso; b) capacitar o/a jovem investigador/a a ler
manuscritos dos séculos XVI ao XIX; c) instrui-los a interrogar tais documentos
históricos com maior domínio de suas natureza e conteúdo; d) apresentar as
possibilidades de pesquisas com fontes manuscritas; e) apresentar o projeto
Niemba (Col. Hist. DCH-5).
Programa:
Data
Conteúdo
15/10/25 – 9:00
– 11:40.
1 – Como
pesquisar em arquivos públicos
2 –
Características e tipologias do documento manuscrito
3 – A
leitura crítica do documento
16/10/25 - 9:00
– 11:40.
3 – Oficina
de leitura
Documentação inquisitorial
Livro de Notas
Testamentos de mulheres libertas na
Bahia (s. XVIII-XIX)
Equipamentosnecessários: a) computador ou
notebook com, pelo menos duas saídas de USB;
b) projetor de datashow;
c) tela para projeção;
d) caixa de som
e) ar-condicionado
f) sala em andar térreo, professora
com impossibilidade de subir escadas
Bibliografia:
Bloch, Marc. Apologia
da História ou O ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,
2001
Borges, Eduardo José S. O
Antigo Regime no Brasil colonial. Elites e poder na Bahia do século XVIII.
São Paulo: Alameda, 2017.
Boschi, Caio C. O
Brasil-colônia os arquivos históricos de Portugal. Roteiro sumário. São
Paulo: Alameda, 2011.
Faria, Sheila de Castro;
Reis, Adriana Dantas (org.). Mulheres negras em perspectiva: identidades
e experiências de escravidão e liberdade no espaço atlântico (séculos
XVII-XIX). Feira de Santana: UEFS Editora; Cantagalo, 2021.
Flexor, Maria Helena O. Abreviaturas:
manuscritos dos séculos XVI ao XIX. 3. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 2008
Le Goff, Jacques.
Documento/Monumento. In: História e memória. Campinas, SP.: Editora Unicamp,
2003.
Reis, Adriana D.; Adan,
Caio F. (org). Estudos em História colonial. A Baía de Todos os Santos e
outros espaços luso-americanos. Feira de Santana, Ba.: UEFS, 2018
Samara, Eni de Mesquita;
TUPY, Ismênia Spíndola S. T. História & documento e método de pesquisa.
Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
Severs, Suzana M. S.
Santos. Além da exclusão: a convivência entre cristãos-novos e
cristãos-velhos na Bahia setecentista. Salvador: Eduneb, 2016
Apresentação de Trabalho em Seminário Temático
ATENÇÃO: AS INSCRIÇÕES OCORRERÃO APENAS PELO EMAIL eventounebcampusv@gmail.com
No assunto do email, o/a proponente deverá detalhar sua opção preferencial de Seminário Temático que deseja se inscrever. E no corpo do email, deverá haver a indicação de outros dois Seminários Temáticos como opções alternativas de apresentação.
INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 29/09
Após avaliação e aprovação, o participante enviará o texto completo (10 a 15 páginas) que será publicado nos anais do evento. Nas apresentações orais, os/as expositores/as terão de 15 a 20 minutos para realizar a sua comunicação, que serão encerradas com a análise e avaliação do/a coordenador/a do Seminário Temático, que procederá o debate.
Para a apresentação de trabalho nos Seminários Temáticos, o/a proponente deverá ser, no mínimo, graduando com trabalho de conclusão de curso em andamento ou concluído, e/ou estar vinculado a projetos de iniciação científica, monitoria, extensão, PIBID, PIBIC, PET ou similares.
Proposta:
- Exige-se, no mínimo ser graduando/a.
- No momento da inscrição, deverão ser indicados três Seminários Temáticos, na ordem de sua preferência. Caso não seja aceita no primeiro, a comunicação será submetida à avaliação da opção seguinte.
- Além do título e do resumo expandido (título: 200 caracteres / resumo: entre 2200 e 2.800 caracteres - com espaço), é importante, mas não obrigatório, enviar o texto completo.
- O texto completo poderá ser enviado até o dia 19 de dezembro de 2025.
Avaliação das propostas de Apresentação de Trabalho:
- A avaliação, o aceite ou a eliminação de trabalhos são da responsabilidade das coordenadoras e dos coordenadores de cada Seminário Temático.
Observações gerais:
- Caso o Seminário Temático seja cancelado, as inscritas e os inscritos terão seus trabalhos avaliados (e sujeitos à aprovação ou à eliminação) nas opções seguintes de sua escolha.
- O certificado de Apresentação de Trabalho em Seminário Temático somente será disponibilizado mediante a apresentação oral do trabalho. A inscrição, assim, não garante o certificado, nem a inclusão do texto nos Anais do Evento, mesmo que o texto completo tenha sido enviado no momento da inscrição.
Normas para Envio de Trabalhos Completos Apresentado nos Seminários Temáticos
Aqui encontram-se as informações para envio de Resumo e Texto Completo para publicação dos Anais do IX Simpósio de História Regional e Local/ I Semana de História.
Informações para a elaboração dos resumos:
Título do resumo em CAIXA ALTA e em negrito (máx 200 caracteres com espaço); fonte Times New Roman, tamanho 12; com nome do autor alinhado à direita e as seguintes informações abaixo: titulação, instituição e e-mail do autor.
Texto do resumo (para publicação nos Anais do Evento): fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples; mín. 2200 máx. 2800 caracteres com espaços.
Instruções para a submissão dos trabalhos completos:
- Os arquivos devem ser em formato .doc (“documento de Word”) e enviados exclusivamente por meio da Área de Inscrição, aqui no site do IX SHRL/I Semana de História.
- O envio do texto completo para publicação nos anais deverá ocorrer até o dia 19 de dezembro de 2025.
Instruções sobre a forma do texto completo:
1. Formato: A4; 2. Fonte: Times New Roman; 3. Tamanho: 12; 4. Espaçamento: 1,5; 5. Número máximo de 15 laudas e mínimo de 10 laudas, incluindo as referências; 6. Margens: superior e inferior 2,5; esquerda e direita 3,0; 7. Alinhamento: justificado; 8. Título em maiúsculo, centralizado e em negrito; 9. Nome da(a) autora(s) ou do(s) autor(es) alinhado à direita depois de uma linha de espaço do título; 10. Vinculação institucional, logo abaixo da(a) autora(s) ou do(s) autor(es), também alinhado à direita; 11. Endereço eletrônico logo abaixo da vinculação institucional; 12. Citações com até 3 (três) linhas deverão vir no corpo do texto, sem itálico, com chamada autor-data entre parênteses. As citações com mais de 3 (três) linhas deverão vir fora do corpo do texto, tamanho 11, espaço simples, com recuo de 4 cm; 13. Caso o trabalho contenha imagens, estas deverão estar em 300 dpi no formato TIF ou JPEG e colocadas no próprio texto. 14. As indicações bibliográficas no corpo do texto, colocadas entre parênteses, deverão se resumir ao último sobrenome da autora ou do autor, à data de publicação da obra e à página, quando necessário (BURKE, 2005, p. 20). Se o nome da autora ou do autor estiver citado no corpo do texto, indicam-se, entre parênteses, apenas a data e a página. Notas de rodapé, apenas em caráter de explicação; 15. As referências bibliográficas finais devem seguir as recomendações da ABNT.
Seminário Temático 01: Mundos do trabalho: experiências de trabalhadores, identidades, associativismo, trabalho informal, sociabilidades e lutas por direitos
Este simpósio temático pretende ser um espaço
de interlocução e intercâmbio de novos estudos no campo da História Social do
Trabalho, acolhendo pesquisas, concluídos e em andamento, cujas abordagens
contemplem experiências de trabalhadores, suas diversidades e identidades,
sociabilidades e práticas de associativismo, sistemas gerenciais, hierarquias
funcionais, mediações legais e institucionais, lutas por direitos, culturas
operárias, intersecção entre classe, gênero e raça, o trabalhador rural,
trabalho informal e análogo à escravidão, uberização, biografias e trajetórias
operárias, em diferentes temporalidades e espaços.
Objetivos:
Proporcionar
a interlocução entre novas pesquisas da História Social do Trabalho,
viabilizando o intercâmbio de fontes, sujeitos, enfoques e abordagens;
Fomentar
o debate em torno do processo de renovação teórica e metodológica experimentado
pelo referido campo de estudos.
Justificativa:
Desde os anos 1990, a História Social do
Trabalho tem experimentado um importante processo de renovação teórica e
metodológica. A ampliação do universo cronológico e geográfico, bem como, do
leque de fontes têm permitido o surgimento de pesquisas inovadoras,
diversificando e redimensionando temáticas, enfoques e perspectivas de
abordagem. Os limites cronológicos tanto recuaram para o século XIX quanto
avançaram para o tempo presente. O universo geográfico transcendeu os limites
do Sudeste e expandiu-se para vários outros estados e regiões, além de
incorporar a perspectiva transnacional. Aos poucos, a história do trabalho
deixou de ser exclusivamente a história de uma classe operária branca,
masculina, urbana e fabril e das suas organizações para incorporar as múltiplas
experiências dos trabalhadores, suas diversidades e identidades, sociabilidades
e práticas de associativismo, sistemas gerenciais, hierarquias funcionais,
mediações legais e institucionais, estratégias de lutas por direitos nas
instâncias públicas e privadas, culturas operárias, a intersecção entre classe,
gênero e raça, o trabalhador rural, trabalho informal e análogo à escravidão, uberização,
biografias e trajetórias operárias, em diferentes temporalidades e espaços. A realização
desse Simpósio Temático justifica-se tanto por proporcionar a interlocução e o
intercâmbio entre novos estudos da História Social do Trabalho, quanto por
fomentar o debate acerca do processo de renovação teórica e
metodológica e das abordagens experimentado nesse campo de estudos.
Palavras-chaves:
Experiências de trabalhadores – associativismo – identidades – luta por
direitos
Referências:
ANTUNES, Ricardo (Org.). Uberização, Trabalho Digital e Indústria 4.0. São Paulo: Boitempo,
2020.
BATALHA, Cláudio. “História do Trabalho: um olhar sobre os anos 1990”.
São Paulo, Revista História, nº 21,
2002.
GOMES, Ângela C.;
SILVA, Fernando T. (org.). A Justiça do Trabalho e sua história: os direitos
dos trabalhadores no Brasil. Campinas, Unicamp, 2013.
SANTOS, Hamilton Rodrigues dos. Sementes
do Tempo, Colheitas da Vida: cultura e trabalho de feirantes do Recôncavo
Baiano – Santo Antônio de Jesus (1950-1970). Salvador: EDUNEB, 2924.
SOUZA, Edinaldo A. Oliveira. Trabalhadores,
sindicalismo e democratização (Bahia, 1945-1950). Salvador: Sagga, 2024.
SOUZA, Edinaldo Antonio Oliveira. “Herdeiro das gloriosas tradições de
luta dos homens e mulheres da sua raça”: trabalhadores, política, classe e raça
na Bahia no pós-Segunda Guerra Mundial. Revista Mundos do Trabalho,
Florianópolis, v. 15, 2023.
Seminário Temático 02: A EXPANSÃO PORTUGUESA NO PERÍODO MODERNO: AGENTES, FONTES E INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS.
História
Moderna – História do Brasil – Religiosidade
Ementa:
O
Simpósio Temático “Religião e expansão portuguesa no período moderno: agentes,
fontes e instituições”, pretende reunir trabalhos que abordem questões
relacionadas à expansão portuguesa no mundo atlântico moderno, com ênfase para
o papel da religião em sua interrelação com os desdobramentos políticos,
econômicos, culturais e sociais da colonização. Partindo da multiplicidade de
sujeitos participantes desses processos históricos, pretende-se destacar as
fontes, agentes e instituições associadas às diversas formas de religiosidades
e sociabilidades construídas no mundo português moderno, em especial a América
Portuguesa, desde expressões de ortodoxia às formas de religiosidade marcadas
pelas interconexões com as religiões de matrizes africana e indígena. O Catolicismo, legado pela
colonização, marcado pelas contradições inerentes àquele processo, adentrou o
século XIX se mantendo como uma dimensão importante das sociedades
contemporâneas, a despeito do crescimento de outras denominações religiosas e
da secularização. Sendo assim, também serão bem-vindos
trabalhos que abordem os desdobramentos da colonização no campo religioso
brasileiro contemporâneo, a exemplo dos estudos sobre a religiosidade popular e
sobre a presença de outras expressões de fé no interior dos espaços dominados
pelo Catolicismo.
Objetivos:
-
Divulgar pesquisas dedicadas ao estudo da história moderna ibérica em seu
processo de expansão e colonização de diferentes regiões ao redor do globo, mais
especificamente, da América Portuguesa, tendo como elemento constitutivo deste
processo o fenômeno da religião.
-
Promover debates sobre a história atlântica e a construção de conhecimento
entendendo os processos históricos de formação do Brasil como múltiplos e
conectados.
- Conhecer
pesquisas sobre os diversos agentes e instituições responsáveis por
promover a expansão do catolicismo no período moderno e no início da
modernidade, dedicadas a conhecer a sua atuação, interações e conflitos.
- Divulgar
pesquisas sobre a presença de outras expressões de fé no interior dos espaços
dominados pelo Catolicismo.
-
Aprofundar o debate em torno dos conceitos de religião, confessionalização,
disciplinamento social, intolerância religiosa, dentre outros.
Referências:
BETHENCOURT, Francisco. Racismos: Das
Cruzadas ao século XX. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2018.
FEITLER, Bruno; SOUZA, Evergton Sales
(org.). A Igreja no Brasil: normas e práticas durante a vigência das
Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. São Paulo: Unifesp, 2011.
SANTANA,
Tânia de; SANTOS, Fabrício; MACHADO, Emily. (Des)caminhos
da fé: religiões e religiosidades no mundo Atlântico. Salvador: SAGGA, 2020.
MACHADO,
Emily; SANTOS, Fabrício; Barreto, Gabriela, Santana, Tânia de. Fontes do
viver religioso na Bahia (séc. XVI-XIX). Jundiaí: Paco Editorial, 2024.
Seminário Temático 03: : História local, memória, ensino de História: desafios, possibilidades em tempos de negação e/ou relativização
Ementa: Analisar/discutir aspectos da história local, da memória
e do ensino de História em meio aos desafios no Brasil contemporâneo são mais
que necessários. Os significados da História local, as produções de memória na
pesquisa histórica revelam aspectos de uma história comprometida com as
demandas do presente. Além disso,
buscamos articular as relações com o ensino de história, refletindo sobre como
os discursos da sociedade e a escalada negacionista, atrelada ao liberalismo
criam aspectos que pormenorizam temas e visões do passado. O presente simpósio
agregará trabalhos que se proponham a refletir sobre as demandas contemporâneas
da prática histórica, (re) pensando a história local e o uso da memória em suas
múltiplas possibilidades. Nesse sentido, é fundamental também dialogar com as experiências
em sala de aula e que de alguma forma se articulem com o tema do simpósio.
Logo, pensar os usos públicos do passado como no caso da ditadura militar, nos
temas sensíveis, nas diversas possibilidades do trabalho com a memória e a
história local é demanda urgente do tempo presente.
Objetivos:
- Analisar as demandas do tempo presente e o lugar da
História;
- Discutir o lugar da história local e da memória na prática
do profissional de história;
-Ampliar o debate sobre os usos públicos do passado;
Dialogar com discentes e docentes sobre como o ensino de
história vem sendo afetado pela escalada negacionista.
Bibliografia:
BARROS, José d’ Assunção. História, região e espacialidade.
Revista de História Regional 10(1): 95-129, 2005.
CAIMI, Flávia. O que precisa saber um professor de história?
História & Ensino, Londrina, n. 21, vol. 2, p. 105-124, 2015
CAVALCANTI, Erinaldo. A história encastelada e o ensino
encurralado: reflexões sobre a formação docente dos professores de história.
Educar em Revista, Curitiba, vol. 34, n. 72, p. 249-267, 2018.
CAVALCANTI JUNIOR, Ary Albuquerque; LANGARO, Jiani Fernando.
A ditadura militar e o ensino de história regional e local: entre dilemas e
caminhos. Revista Trilhas da História, v. 13, n. 25, p. 371-395, 2023.
CAVALCANTI JUNIOR, Ary Albuquerque; BORGES, I. N. (Org.) .
Ditadura militar e ensino de história: práticas, fontes, experiências e
reflexões. 1. ed. Santa Maria: Arco Editores, 2023. v. 1. 365p .
CAVALCANTI JUNIOR, ARY ALBUQUERQUE. A Ditadura Militar no
Brasil e o ensino de história: problemáticas e possibilidades frente ao
negacionismo. In: Osvaldo Mariotto Cerezer; Osvaldo Rodrigues Junior; Renilson
Rosa Ribeiro. (Org.). Os saberes para a vida a formação e os afazeres dos
professores de História no Brasil contemporâneo. 1ed.Cuiabá: Paruna, 2023, v.
1, p. 29-42.
MONTEIRO, Ana Maria. Professores de história: entre saberes e
práticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007.
NAZARÉ. Manuella Mirna Enéas de. Construindo uma Região:
Imagem e Imaginário sobre o Nordeste brasileiro. Interfaces. Rio de Janeiro,
n.29,vol.1, jan-jun, 2019.
NETO, Regina Beatriz Guimarães. História oral, tempo presente
e narrativas de trabalhadoras e trabalhadores [recurso eletrônico]: diálogos
intermitentes. Recife: Ed. UFPE, 2024.(Ars Historica)
FARIAS, Sara Oliveira. A Voz da História: memória, relatos
orais e Tempo Presente. Cadernos do Tempo Presente, v. 1, p. 49-59, 2014.
_________________ Aprender a ler, para ensinar meus
camaradas: A luta por Direitos dos Trabalhadores Rurais do Brasil
Contemporâneo. In: LEAL, Maria das Graças Andrade; FARIAS, Sara Oliveira.
(Org.). História regional e local IV: liberdades, democracia e direitos
humanos: história e memória em tempos de incertezas. 1ed.Salvador: EDUNEB,
2024, v. 1, p. 119-139.
Seminário Temático 04: ENSINO DE HISTÓRIA E A LEI 10.639: PESQUISA, ENSINO E EXPERIMENTAÇÕES METODOLÓGICAS.
Prof.
Dr. Geraldo Barbosa Neto
UNEB-Campus
V
e-mail:
geraldoneto@uneb.br
Prof.ª
Ms. Silvia Karla Almeida dos Santos
UNEB – Campus V
skasantos@hotmail.com
Prof.ª
Dra. Silene Arcanja Franco
UNEB
– Campus V
e-mail:sfranco@uneb.br
EMENTA
O simpósio temático propõe-se a reunir pesquisas concluídas ou em andamento que
problematizam o ensino de História a partir da Lei 10.639/2003, discutindo sua
implementação nos currículos, as metodologias de ensino, as práticas escolares
e a formação inicial e continuada de professores/as. Pretende-se refletir sobre
os desafios e avanços na inserção da temática racial nos cursos de licenciatura
em História, bem como, sobre as formas pelas quais o debate racial tem se
configurado no cotidiano escolar. Além disso, busca-se discutir o papel das
redes sociais na construção de narrativas sobre relações raciais, considerando
tanto suas potencialidades pedagógicas quanto seus limites no enfrentamento do
racismo. O simpósio é aberto a professores/as da educação básica e superior,
estudantes de graduação e pós-graduação, além de integrantes de movimentos
sociais, interessados/as em contribuir para uma educação antirracista.
Palavras – Chave: Ensino de História; Ensino de História e a
Lei 10.639/03; Pesquisa e Ensino.
Objetivos:
Criar
um espaço de debate e socialização de pesquisas e experiências sobre o
ensino de História e a Lei 10.639/03.
Refletir
sobre a formação de professores/as de História e os desafios para a
efetiva implementação da Lei 10.639 na educação básica.
Discutir
como a temática racial vem sendo abordada no ensino de História e nas
práticas pedagógicas escolares.
Contribuir
para a produção de conhecimentos que subsidiem práticas educativas
comprometidas com a equidade racial.
Justificativa:
A Lei 10.639/2003 representa um marco fundamental no processo de construção de
uma educação antirracista no Brasil, ao tornar obrigatória a inserção da
história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. No
entanto, passadas duas décadas de sua promulgação, persistem lacunas entre o
prescrito legal e as práticas efetivas no ensino de História. A dificuldade de
implementação da lei está associada a diferentes fatores: ausência ou
insuficiência de abordagens nos cursos de licenciaturas, resistência
institucional, materiais didáticos pouco divulgados ou ausentes nas escolas da
educação básica e desafios metodológicos enfrentados por professores/as. Nesse
cenário, as pesquisas sobre ensino de História, aliadas às experiências
inovadoras de formação docente e as práticas pedagógicas em sala de aula,
tornam-se essenciais para compreender as potencialidades e os entraves da
aplicação da Lei 10.639. Além disso, o papel das redes sociais no debate
público contemporâneo, seja potencializando discursos antirracistas ou
reforçando práticas discriminatórias, abre novas dimensões de análise e ação
pedagógica. Assim, a proposta deste simpósio insere-se no esforço de articular
produção acadêmica, experiências formativas e práticas escolares em diálogo com
as demandas sociais por uma educação comprometida com a justiça racial.
REFERÊNCIA
GOMES, Nilma Lino. Educação,
identidade negra e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica,
2017.
MUNANGA, Kabengele. Superando
o racismo na escola. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de
Educação Fundamental, 2001
QUEIROZ, Martha Rosa Figueira. Inclusão
da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas Escolas Públicas de
Salvador: relato de uma experiência. In: LIMA, Maria Nazaré Mota de.
(org.). ESCOLA PLURAL: a diversidade está na sala: Formação de
Professores em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. – São Paulo:
Cortez; Brasília: UNICEF; Salvador, BA: CEAFRO, 2005. p. 77- 91. – (Série fazer
valer os direitos; v. 3)
SANTOS, Fabrício Lyrio; FILHO,
Sérgio Armando Diniz Guerra. (org.) Ensinar história no século XXI: dilemas
e perspectivas. Cruz das Almas/BA: UFRB. 2019.
SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. O
ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Brasília:
MEC/SECAD, 2005.
Seminário Temático 05: SUJEITOS DA HISTÓRIA: POPULAÇÕES NEGRAS, RESISTÊNCIAS E DIREITOS (SÉCULOS XIX E XX)
O
presente Simpósio Temático visa reunir pesquisadores/as interessados/as em
compartilhar e debater suas experiências de pesquisa sobre a diáspora africana
nas Américas, abordando os processos de emancipação e às lutas por liberdade e
cidadania, nos séculos XIX e XX. Assim, a intenção é aprofundar discussões
sobre os significados da liberdade, a formação de quilombos, os movimentos
abolicionistas, as lutas por direitos e cidadania, os arranjos sociais
protagonizados por negros/as no pós-abolição, evidenciando como as práticas
culturais – música, religiosidade, festas, artes e tradições orais –
constituíram-se em instrumentos de memória, coesão social e afirmação da
dignidade negra.
Palavras-chave:
Resistência.
Emancipação. Cidadania. Cultura Negra.
OBJETIVOS
·Discutir
os diferentes processos de emancipação e as múltiplas dimensões da luta pela
liberdade no Brasil e em regiões escravistas das Américas.
·Analisar
as múltiplas formas de resistência elaboradas por homens e mulheres negros/as
escravizados/as e libertos/as, como, por exemplo, quilombos, irmandades
religiosas, revoltas, fugas e ações jurídicas.
·Examinar
o papel dos movimentos abolicionistas e das articulações políticas na conquista
da abolição e na luta por cidadania.
·Compreender
como, nos contextos abolicionista e no pós-emancipação, as populações negras
organizaram arranjos sociais, associações e práticas comunitárias de apoio
mútuo.
·Promover
o intercâmbio de experiências e perspectivas entre pesquisadores/as sobre
diáspora africana, escravidão, pós-emancipação e cidadania.
JUSTIFICATIVA
A
produção historiográfica sobre escravidão e pós-emancipação no Brasil tem se
ampliado nos últimos anos, destacando trajetórias de luta e resistências das
populações negras, fundamentais para a construção da sociedade brasileira.
Longe de serem sujeitos passivos, homens e mulheres escravizados elaboraram
diversas formas de resistência, desde o cotidiano das senzalas até a formação
de quilombos, irmandades religiosas e associações de auxílio mútuo. A busca
pela liberdade assumiu múltiplas dimensões: fugas, alforrias, ações jurídicas,
participação em revoltas e articulações políticas que pressionaram pela
abolição. O Simpósio Temático pretende, assim, refletir sobre a diversidade das
experiências históricas que atravessam as vivências das pessoas negras, em
distintos contextos, reconhecendo seus papéis ativos na construção da história
do Brasil.
REFERÊNCIAS
ARRUTI, José Maurício. Mocambo:
antropologia e história do processo de formação quilombola. Bauru, SP: EDUSC,
2006.
CONCEIÇÃO, Alaíze dos
Santos. “Vai buscar no mato o que você enjeitou!": Práticas
religiosas e devoções negras no Vale do Iguape – Recôncavo Sul da Bahia
(c.1920-c.1980). [Tese de Doutorado]. Universidade do Estado da Bahia (UNIRIO),
Rio de Janeiro, 2020.
FRAGA FILHO, Walter. Encruzilhadas da liberdade:
histórias de escravos e libertos na Bahia (1870-1910). Campinas, SP: Editora da
UNICAMP, 2006.
OLIVERA, Igor Fonseca. Negros
dos matos. História de comunidades quilombolas de Sergipe Del Rey (Séc.
XIX). São Paulo: Alameda, 2024.
SOUZA, Jacó dos Santos. Outros
Sujeitos da Abolição: itinerários de abolicionistas no Recôncavo da Bahia
(Cachoeira, 1880-1891). [Tese de Doutorado]. Universidade Federal da Bahia
(UFBA), Salvador-BA, 2021.
Seminário Temático 06: Complexidades da Ditadura Militar: reflexões sobre o passado e usos no presente.
Profa. Drª Cristina Monteiro de Andrada Luna– UNEB
cluna@uneb.br
Prof. Dr. Ítalo Nelli Borges – UNEB
inborges@uneb.br
Ementa:
Considerando
o intenso movimento da historiografia em relação à Ditadura Militar brasileira,
este Simpósio Temático pretender reunir estudos que atravessam esta temática em
seus mais variados aspectos. Portanto, pretende-se o diálogo tanto com
pesquisas que realizam investigações sobre o próprio processo histórico
ditatorial em questão abordando aspectos socioculturais e políticos do regime,
quanto com aquelas que se propõem a refletir sobre os ecos desse processo na
atualidade, sobretudo se considerarmos nos últimos anos os avanços de grupos
saudosistas do período político vivido entre 1964 e 1985 e que nitidamente
advogam o negacionismo da Ditadura Militar brasileira.
Objetivos:
·Reunir pesquisas que investiguem os
aspectos socioculturais, políticos e econômicos do regime militar
·Fomentar o debate entre pesquisadoras/es
da Ditadura Militar brasileira
·Estimular análises críticas sobre os
desdobramentos contemporâneos da Ditadura
·Refletir sobre os usos públicos da memória
da Ditadura na atualidade.
Justificativa:
Face
ao esquecimento de grande parte da sociedade em relação ao passado recente de
ditadura vivido no país, torna-se necessário a contínua discussão de questões
ligadas ao período e ao uso distorcido do seu passado por parte de grupos
políticos que negam o golpe de 1964 e a ditadura.
Referências:
DREIFUSS,
René Armand. 1964:A Conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de
Classe. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1981.
FERREIRA,
Jorge. DELGADO, Lucília de Almeida Neves (orgs). O Brasil Republicano, volume 4.
O Tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
MOTTA,
Rodrigo Patto Sá. Passados Presentes. O golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio
de Janeiro: Zahar, 2021.
STARLING,
Heloisa M. M. A máquina do golpe: 1964: como foi desmontada a democracia no
Brasil, volume 1: engrenagens militares e apoio externo. São Paulo: Todavia,
2024. 320 p
ZACHARIADES,
Grimaldo Carneiro (org). Ditadura Militar na Bahia, volumes 1 e 2. Salvador:
EDUFBA, 2009 e 2014.
Seminário Temático 07: ESTUDOS AFRICANOS: Pesquisa, ensino, cooperação e perspectivas de consolidação
Este Simpósio Temático pretende reunir investigações e práticas de
ensino centradas nas experiências dos povos negros em contextos africanos e
diaspóricos, adotando abordagens disciplinares e interdisciplinares para
debater racismos, antirracismos, colonialismos, tradições críticas negras,
produções artísticas e culturais, memórias, identidades, dinâmicas de poder e
lutas de resistência. Busca socializar pesquisas e práticas pedagógicas — com
particular interesse em mídias digitais e recursos virtuais —, fomentando o
diálogo entre pesquisadores, docentes e extensionistas sobre metodologias,
desafios e impactos na difusão do conhecimento histórico africano e
afro-brasileiro. Reconhece o campo dos Estudos Africanos no Brasil em
consolidação, pós-Lei 10.639/03, e propõe superar paradigmas eurocêntricos para
conferir voz ativa aos sujeitos historicamente subalternizados. Aborda
desigualdades, produções culturais materiais e imateriais, modos de vida em
territórios negros, estruturas identitárias e formas de resistência políticas,
culturais e religiosas, almejando fortalecer a área de
Estudos Africanos Interdisciplinares com inovação acadêmica e parcerias
institucionais que impulsionem políticas de desenvolvimento desse campo no
país.
Objetivos específicos
a)Consolidar redes de cooperação entre
pesquisadores(as), docentes e instituições que atuam nos Estudos Africanos,
fortalecendo a produção acadêmica e a articulação com movimentos sociais e
culturais.
b)Compartilhar estudos, iniciativas e
projetos que utilizam mídias digitais para acessar documentos ou para
documentar experiências históricas, iconografias e patrimônio imaterial.
c)Fomentar debates
interdisciplinares sobre pesquisas, metodologias, epistemologias e narrativas
africanas e afro-diaspóricas, destacando críticas ao eurocentrismo e
valorizando saberes produzidos pelos povos negros, considerando experiências
pedagógicas em torno da Lei 10693/2023
Justificativa
Os Estudos Africanos configuram-se hoje como um
campo interdisciplinar de reflexão, produção de conhecimento e formação
acadêmica cujos contornos, no Brasil, ainda estão em fase de consolidação
diante das crescentes demandas acadêmicas e políticas, especialmente após a
promulgação da Lei Federal nº 10.639/03. No âmbito da pesquisa, observa-se um
notável avanço: há um crescente número de programas de pós-graduação nas áreas
de humanidades que dão origem a teses e dissertações dedicadas a diferentes aspectos
dos países africanos. Contudo, os estudos “clássicos” sobre a África já não
bastam para abarcar a complexidade das múltiplas configurações
histórico-sociais do continente. Seus paradigmas epistemológicos, conceituais e
temáticos, herdeiros de uma tradição eurocêntrica, têm sido amplamente
questionados nas últimas décadas, na medida em que se faz urgente conferir voz
e legitimidade aos povos historicamente subalternizados — não apenas como
objetos de estudo, mas como sujeitos ativos na produção de culturas, histórias,
memórias e saberes. Dessa forma, também, serão abordadas as desigualdades que
marcam as trajetórias dos povos africanos, por meio de diálogos
interdisciplinares nas ciências humanas e sociais, problematizando conceitos e
demais suportes de produção de saber que fundamentam as interpretações acerca
da estruturação e manutenção dos poderes raciais e coloniais em suas múltiplas
escalas.
Bibliografia:
BIKO, Steve. Escrevo o que eu quero. São Paulo: Ática, 1990.
BRASIL. Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Ministério da
Educação, Brasília, 2004..
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. 2ªed. Rio de Janeiro:
Editora Civilização Brasileira, 1979.
HOUNTONDJI, Paulin. J. Conhecimento de África, conhecimento
de africanos: duas perspectivas sobre estudos africanos. In: Revista Crítica de
Ciências Sociais n.80, Março de 2008. Coimbra – Portugal.
KI-ZERBO, Joseph. História Geral da África I – Metodologia e
Pré-História da África. 2ªed. rev. Brasília: UNESCO, 2010.
MAMA, Amina. Será ético estudar a África? Considerações
preliminares sobre pesquisa acadêmica e liberdade. In Boaventura de Sousa
Santos & Maria Paula Meneses (Org.) Epistemologias do Sul. São Paulo:
Cortez, 2010.
MATTOS, Wilson Roberto de & GOMES, Flavio dos Santos. Em
torno de Áfricas no Brasil: bibliografias, políticas públicas e formas de
ensino de História. In: FEITOSA, Lourdes Conde. et al. (orgs.) As veias negras
do Brasil: conexões brasileiras com a África. Bauru: EDUSC, 2012.
MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Lisboa: Antígona
Editores, 2014.
MUDIMBE, Valentim Yves. A invenção da África: gnose,
filosofia e a ordem do conhecimento. Petrópolis, Vozes, 2019.
OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África nos bancos
escolares. Representações e imprecisões na literatura didática. Estudos
Afro-Asiáticos, ano 25, n0 3, pp.421-461, 2003.
SOUZA, Ana Lucia. História digital
em espaços de memória afro-brasileira. Revista História & Computação, v.
12, 2019.
Seminário Temático 08: Das margens: gênero, feminismos, interseccionalidade e decolonialidade
Edinélia Maria Oliveira Souza
UNEB-Campus I
emosouza@uneb.br
Tânia Mara Pereira Vasconcelos
UNEB-Campus V
tvasconcelos@uneb.br
Vânia Nara Pereira Vasconcelos
UNEB-Campus V
vaniauneb5@gmail.com
Ementa:
Este
ST pretende agregar pesquisas que tematizem as relações de gênero e suas
intersecções com as variantes de raça/etnia, classe, geração, sexualidade e
territorialidade. A partir de uma perspectiva feminista, se propõe a estabelecer
diálogos com as teorias decoloniais, queer e outros saberes subalternizados,
priorizando sujeitxs em situação de margem. Busca-se escapar das linhas
centrais de teorias eurocêntricas, embora estabeleça contatos e fricções no
acionar de conceitos e teorias transnacionais e transdisciplinares. Além disso,
buscamos ampliar o escopo da discussão ao considerar as possibilidades trazidas
pelas interseccionalidades como teoria social crítica, experiências vividas,
práticas de resistência e as teorias de gênero em uma abordagem
interdisciplinar. Partimos de epistemologias feministas, periféricas e
interseccionais, que dialogam com teorias pós/decoloniais, para produzir
reflexões que incorporam o afeto em suas práticas e enfrentam a hegemonias dos
olhares eurocentrados e imperialistas. Serão bem-vindas e acolhidas neste
simpósio pesquisas sobre mulheres, gênero, feminismos, masculinidades, pessoas LGBTQIAPN+, com foco em sujeitas/os/es cuja existências e re-existências se
dão em territórios ou situações consideradas periféricas.
Objetivos:
-
Articular estudos que problematizem gênero e suas intersecções com raça/etnia,
classe, sexualidade e territorialidade, com destaque para saberes, afetos e
práticas dissidentes como partes da produção de conhecimento científico;
- Acolher trabalhos que problematizem as
interseccionalidades e enfatizem saberes, e práticas dissidentes como partes da
produção do conhecimento científico,
-
Pensar localização e visibilidade como elementos que definem a relevância de
sujeitos(as) em termos sócio-históricos e políticos.
Referências bibliograficas:
BANDEIRA, Andrea;VEIGA, Ana Maria; VASCONCELOS, Vania
N. P. (orgs). Das Margens: lugares de rebeldias, saberes e
afetos. Salvador: EDUFBA. 2022.
CRENSHAW, Kimberle. A
Intersecionalidade na Discriminação de Raça e Gênero. VV. AA. Cruzamento: raça
e gênero. Brasília: Unifem, p. 7-16, 2004.
GONZALEZ, Lélia. A categoria
político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 92,
n. 93, p. 69-82, 1988.
HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.).
Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do
Tempo, 2019.
HOOKS, bell. O feminismo é para todo mundo:
políticas arrebatadoras. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2000.
MACHADO,
Flávia P. Trajetividades de mulheres sem terra nas margens: rebeldias
feministas debaixo da lona em Goiás. Teresina:Cancioneiro, 2024.
SOUZA, Edinelia
Maria Oliveira. Questões de gênero, racialização e cultura política na
desventurada República: Santo Antônio de Jesus (Bahia). História, Histórias,
Brasília, DF, v. 4, p. 189-202, 2016.
SOUZA,
Edinelia Maria Oliveira. Proximidade e distância do centro: gênero, raça e
classe no pioneirismo das vozes femininas de Maria Firmina dos Reis e Juana
Paula Manso. In: FREITAS, Lorena Rodrigues Tavares de; SOUZA, Lívia Santos de. Feminismo
e Resistência: ressonâncias na literatura latino-americana e caribenha. 1ª ed.,
São Paulo: Pimenta Cultural, 2023, p. 229-255.
SOUZA, Edinelia Maria
Oliveira. Memórias de mundos infames:
subalternidades e (re)existências negras no Recôncavo Sul da Bahia. Salvador:
EDUFBA, 2024.
VASCONCELOS, Tânia M. P. Sertanejas
defloradas e Don Juans julgados: relações sexoafetivas de mulheres pobres no
sertão da Bahia (1942-1959). Salvador: EDUFBA/EDUNEB, 2020.
VASCONCELOS. Tânia Mara Pereira. Sertão das
“muié séria”? Convenções de gênero e rebeldia feminina em processos judiciais
em Jacobina (BA). SÆCULUM - Revista de História [v. 24, n. 41]. João Pessoa, p.
01-09, jul./dez. 2019.
VASCONCELOS, Vânia Nara Pereira. “É um romance minha vida” D. Farailda uma
"casamenteira" no sertão baiano. Salvador: EDUFBA, 2017.
VEIGA, A. M. Uma virada epistêmica feminista
(negra): conceitos e debates. Tempo e Argumento. Florianópolis, v. 12, n. 29,
p. 1-32, 2020. Disponível
em:
Acesso em dez 2020.
VERGÉ.
F. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
Lançamento de livros.
Os lançamentos de livros constituem-se em importante atividade do IX Simpósio de História Regional e Local/ I Semana de História por promoverem bate papos com autoras/es, espaço de cerca de um hora, em um dia, em que o/a autor/a apresentará seu livro aos presentes, sobre os percursos da pesquisa, a escrita, sua experiência editorial, etc., seguida de autógrafos.
O prazo para inscrições de lançamento de livros será até 03/10
O lançamento de livros será realizado no dia 15/10 das 18h às 19h.
Instruções gerais:
Para inscrever-se basta apenas enviar um e-mail para eventounebcampusv@gmail.com com o assunto Lançamento de livro e contendo os seguintes dados:
Nome da(s) autoras e/ou do(s) autores, ou organizadoras e organizadores e filiação institucional;
Título do livro;
Editora;
Ano de publicação;
Foto legível da capa.
Recomendamos que as/os autoras/es forneçam desconto na venda de seu livro no momento do lançamento. A responsabilidade pelo transporte, venda e recolhimento após a sessão de autógrafos será de inteira responsabilidade da(s) autoras e/ou do(s) autores.
A estrutura fornecida pela organização do evento será: mesa, cadeiras e divulgação no site.
A relação de livros a serem lançados estará disponível neste espaço no dia 03 de outubro de 2025. Nos dias posteriores, serão feitas divulgações neste site e nas redes sociais.
Não serão aceitos lançamentos de livros que o(s) autor(es) não esteja(m) presente(s). Para tal, existirá o espaço da Feira de Livros.
O limite de inscrições será de 10 autores, com no máximo 2 livros.
Normas para submissão de Minicursos
Prazo de submissão até 22/09 apenas via email eventounebcampusv@gmail.com
Proposta de Minicurso
Os Minicursos são espaços de atualização para os profissionais de História, destinados, especialmente, para professoras e professores do Ensino Fundamental e Médio, alunas e alunos de graduação e pós-graduação. Devem desenvolver temas relevantes para o conhecimento histórico.
Proposta:
- o Minicurso poderá ser proposto por 1 ou 2 ministrantes;
- No caso de serem 2 ministrantes, cada uma ou cada um deverá realizar a inscrição individualmente no sistema.
- O procedimento é necessário para o sistema gerar duas formas independentes de acesso à Área de Inscrição.
As propostas de Minicurso deverão indicar:
Título;
Nome(s) da(s) ou do(s) proponente(s);
Titulação (mínima de mestre) e vínculo institucional da(s) ou do(s) proponente(s);
Ementa, forma de desenvolvimento do curso, objetivos, programa e bibliografia;
Indicação de equipamentos necessários para o adequado funcionamento do curso (sujeito à confirmação de disponibilidade).
Avaliação das Propostas de Minicurso:
- As propostas serão analisadas pela Comissão Científica, considerando os critérios de qualidade e relevância acadêmica da proposta e experiência profissional das/dos proponentes;
Número de inscritos e tempo do minicurso:
- O minicurso terá duração total de seis horas-aula, distribuídas em duas sessões de três horas, no período da manhã, nos dias 15 e 16 de outubro de 2025.
- O número mínimo de participantes inscritos para que o Minicurso possa se efetivar será de 8. Para cada minicurso serão abertas 30 vagas que poderão ser ampliadas, havendo comum acordo entre a Comissão Organizadora e a Coordenação do Minicurso.
Observações gerais:
- As/Os ministrantes devem indicar os equipamentos necessários para a sua disponibilização durante a realização do minicurso.
- As/Os ministrantes devem zelar pela lista de presença, passando-a em sala para a assinatura das/dos participantes todos os dias em que houver sessão. As/Os participantes só receberão o certificado caso tenham assinado as 2 sessões de Minicurso.
- A divulgação dos minicursos aprovados será feita até 01/09
Edital de inscrição para monitoria.
EDITAL
DE SELEÇÃO DE MONITORIA (2025)
Estão
abertas as inscrições para o processo seletivo de Monitoria voluntária no IX Simpósio de História Regional e Local / I
Semana de História (2025), que acontecerá no período de 14 a 16 de outubro
de 2025.
1. VAGAS
São
40 vagas para Monitoria, destinadas a graduandos e pós-graduandos, devidamente
matriculados na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus V. Os/as interessados/as
devem entregar o Formulário de Inscrição preenchido ao Colegiado de História ou ao
Colegiado do Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local (PPGHIS).
2.
REQUISITOS
2.1.
O(a) candidato(a) deve:
·Inscrever-se
no evento;
·Ter
conhecimentos básicos de informática e de equipamentos audiovisuais;
·Disponibilidade
de 30 horas para treinamento e atividades de monitoria durante o evento.
3.
INSCRIÇÕES
A inscrição
deve ser presencial no período de 15/08
a 22/09/2025, noColegiado de História (14:00 às 17:00 e 18:00 às 20:00) ou
no Colegiado do PPGHIS (9:00 às 11:00 e 14:00 às 17:00) de segunda a
sexta-feira. Para fazer a inscrição, o(a) aluno(a), devidamente matriculado,
deve preencher formulário contendo, entre outras informações, nome, curso,
número de matrícula, e-mail e contato telefônico.
4.
SELEÇÃO
·O
processo seletivo constará das seguintes etapas: inscrição, entrevista e
treinamento.
·O
período para realização da entrevista será de 17 a 19/09. Cada candidato/a será
informado por e-mail convocatório, discriminando o dia, local e horário da
entrevista.
·A
não participação dos candidatos em qualquer uma das fases do processo implicará
em sua automática eliminação.
·O/a
candidato/a deve ficar atento/a ao seu e-mail, o qual será nosso meio de
comunicação e chamada para a entrevista e treinamento.
5.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
O/A
candidato/a deve apresentar, no momento da entrevista, uma cópia do comprovante
de Matrícula 2025.2 e RG (ou outro documento válido com foto).
6.
DA ATRIBUIÇÃO DOS MONITORES
6.1.
Caberá ao Monitor:
a)Participar
do treinamento;
b)Atender
às demandas do evento, sob a orientação do(a) Coordenador(a) da Comissão da
qual fará parte, nos horários determinados.
6.2.
Aos monitores serão concedidos:
a)Certificados
inerentes às suas funções no evento;
b)Lanche
no turno de sua atuação;
c)Camiseta
que deverá usar durante sua atuação de monitoria.
7.
DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO
O
resultado da seleção será divulgado no site do evento, após a realização das entrevistas,
no dia 22/09/2025.
8.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Os
casos omissos neste Edital serão avaliados pela Comissão Organizadora do
Evento, sendo o resultado divulgado posteriormente.
Local do Evento
Comissão Organizadora
Todas/os docentes do Colegiado de História do Departamento de Ciências Humanas da UNEB - Campus V
Profa. Dra. Angela Cristina Guimarães
Santos.
Profa. Dra. Cristina Monteiro de
Andrada Luna.
Prof. Dr. Edmar Ferreira Santos