IX Encontro de Literatura Osmaniana
Pedra cheia de arestas, seIXo: o novELO da linguagem em Osman Lins
1 a 6 de junho de 2026 - UnB
1) COMISSÃO
ORGANIZADORA
Realização:
Estudo Osmanianos: arquivo,
obra, campo literário (Grupo de Pesquisa - CNPq/UnB)
Coordenação Geral
Dr. Cacio José Ferreira
(LET/Poslit/UnB)
Dra. Elizabeth de
Andrade Lima Hazin (Poslit/UnB)
Organização
Dr. Cacio José Ferreira
(LET/Poslit/UnB)
Dra. Elizabeth de Andrade
Lima Hazin (Poslit/UnB)
Dra. Sebastiana Lima Ribeiro
(Poslit/UnB)
Comitê Científico
Dra. Graciela Cariello (Universidad de
Rosario – AR)
Dra. Odalice de Castro
Silva (UFC)
Dr. João Vianney
Cavalcanti Nuto (TEL/Poslit//UnB)
Equipe de apoio
Monitores
O grupo de pesquisa Estudos Osmanianos: Arquivo, Obra, Campo Literário (UnB) tem apresentado ao longo dos últimos anos eventos literários em torno da obra do escritor pernambucano Osman Lins (1924-1978). Assim, foram realizados oito Encontros de Literatura Osmaniana (ELO), cinco na Universidade de Brasília e três online (durante o período da pandemia), com o auxílio alternado da CAPES, do CNPq e da FAP-DF e tendo sempre um motivo impulsionador: o primeiro deles, em 2014, teve como foco os 90 anos de nascimento do escritor; o segundo, em 2015, centrou-se nos 40 anos de A Rainha dos cárceres da Grécia, seu último romance publicado em vida; o terceiro, em 2016, reuniu pesquisadores do Brasil e do exterior em torno de Nove, novena, livro de narrativas publicado em 1966, só para citar alguns exemplos.
A proposta de realização do IX Encontro de Literatura Osmaniana - “Pedra cheia de arestas, seIXo: o novELO da linguagem em Osman Lins”, de 1 a 6 de junho de 2026, na Universidade de Brasília, reunindo estudiosos do Brasil e convidados do exterior que se interessem pela obra do escritor pernambucano Osman Lins, se delineia a partir da tomada de consciência deste grupo de que a obra de Lins, um dos mais inventivos escritores da literatura brasileira do século XX, ainda carece de estudos que deem conta da complexidade formal e do papel decisivo da linguagem em sua construção estética. Apesar de reconhecido por sua originalidade e experimentação, há uma lacuna crítica significativa no que diz respeito à análise aprofundada de sua linguagem literária - não apenas como veículo de ideias, mas como estrutura poética e filosófica do texto. A presente proposta parte justamente desse diagnóstico para reivindicar a centralidade da linguagem na obra osmaniana, tomando como eixo os 60 anos de publicação de Nove, novena (1966) e os 50 anos de A rainha dos cárceres da Grécia (1976), marcos fundamentais de sua produção. Nesse sentido, a proposta do IX Encontro também pretende abrir espaço para a reflexão sobre a presença internacional da obra de Osman Lins, por meio de sua tradução em diversos países. A linguagem, concebida por Lins como elemento estruturante de sua estética e não apenas como meio de comunicação, coloca ao tradutor desafios que vão além da fidelidade lexical, exigindo uma recriação que respeite o caráter experimental, filosófico e poético de seus textos. Assim, a abordagem da linguagem osmaniana e a discussão sobre suas traduções convergem na medida em que ambas revelam os limites e as potências da escrita de Lins, contribuindo para ampliar o entendimento de sua obra e para situá-la no panorama da literatura mundial. Ao reunir estudiosos nacionais e internacionais, o encontro propõe também refletir sobre como a linguagem de Osman Lins ressoa - ou se transforma - ao atravessar fronteiras linguísticas e culturais.
LINHAS TEMÁTICAS
Em sua nona versão, o ELO abordará as questões que envolvem a linguagem na obra osmaniana, dispostas em cinco linhas:
1. EMARAME: o ir e vir das palavras
Reflexões sobre a tessitura verbal na obra de Osman Lins, explorando recursos como repetição, aliteração, oximoro e ritmo como elementos constitutivos do sentido.
2. PALAVRA E PENSAMENTO: a reflexão filosófica sobre a linguagem
Investigação da dimensão filosófica da escrita osmaniana, na qual a linguagem emerge como campo de problematização, invenção e conhecimento.
3. EIXO DETENSÕES: contrastes discursivos em Nove, novena e A rainha dos cárceres da Grécia
Análise comparativa das inflexões discursivas entre as obras, evidenciando diferentes modos de construção narrativa e argumentativa.
4. LEITURAS DA LINGUAGEM: influências teóricas na obra de Osman Lins
5. DESVENDANDO SIGNOS: harmonia de propósitos e entretons na tradução
Discussão sobre o pensamento de Osman Lins acerca da tradução, suas práticas, correspondências e reflexões críticas sobre o papel do tradutor.
Contamos com sua valiosa participação para enriquecer este espaço de interlocução acadêmica e celebração da obra de Osman Lins.