IX CONGRESSO REGIONAL DE HISTÓRIA UESPI/Oeiras - Autoritarismo Político e Sociedade: História e Historiografia Indígena e Afro-brasileira

IX CONGRESSO REGIONAL DE HISTÓRIA UESPI/Oeiras - Autoritarismo Político e Sociedade: História e Historiografia Indígena e Afro-brasileira

presencial UESPI-Campus Prof. Possidônio Queiroz - Oeiras - Piauí - Brasil

O evento já encerrou

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Sobre o evento

O IX Congresso Regional de História - UESPI/Oeiras será realizado entre 25 e 28 de janeiro de 2023. O evento tem por temática "Autoritarismo Político e Sociedade: História e Historiografia Indígena e Afrobrasileira.". 

Será realizado presencialmente no Campus Possidônio Queiroz contando com conferências, mesas redondas, minicursos, simpósios temáticos e "passeio histórico" pela cidade de Oeiras.

Informações Gerais:

As inscrições são realizadas e pagas pelo Even3. Todas tem o mesmo valor de 10 reais.

Obs: O Even3 adiciona o valor de 2,50 a cada inscrição como taxa de manutenção do site. Assim, o total para pagamento será 12,50.


CERTIFICADOS DE APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÃO ORAL:

https://drive.google.com/drive/folders/1guQiyrPe4wW1ZM4c3Uv6lcmLal8jjohi?usp=sharing 

Basta ingressar nesse link e baixar seu certificado. Muito obrigado.

Inscrições

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Atividades

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Palestrantes

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Informações e inscrições em minicursos

Link para o formulário de inscrição em minicurso:

https://forms.gle/q8cnBfuhCD4KPpWW9



Quarta-feira (25/01) às 14 horas

 

1.      História, Tecnologia e Pesquisa Digital

Esp. Heverton Araujo Machado (Universidade Federal do Piauí -UFPI)

Esp. Antônio Moreira de Carvalho Neto (Universidade Federal do Piauí -UFPI)

Resumo: O minicurso tem como objetivo propiciar aos participantes novas possibilidades de pesquisas no campo da historiografia regional e discutir fontes e métodos da pesquisa digital através de: aplicativos, sistemas operacionais e internet e banco de dados dos acervos digitais. Além disso, problematizar a utilização de fontes digitais em seus trabalhos acadêmicos.

Referências

BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. (página 51-68).

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & história cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. (Página 69-99).

LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, SP: Unicamp, 2003. (Página 462-476).  Texto Complementar: Histórias dentro da História. In: PINSKY, Carla B. (Org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.

CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, SP: Unicamp, 2003.

THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da história. Editora Forense Universitária, 2002.

CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. (Orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: Tensões sociais e criação cultural na primeira república. São Paulo. Brasiliense.199.

NASCIMENTO, Francisco de Assis de Sousa. TEATRO E MODERNIDADES: Benjamin Santos em incursão pela História e Memória do Teatro Brasileiro.2015. EDUFPI.

CASTELO BRANCO, Pedro Vilarinho. Mulheres Plurais. Teresina. Edufpi. 2013.

ARAUJO, J. R. Medium. Disponível em: <https://medium.com/@jrobertoaraujo/teorema-cap- 3094645d7249>. Acesso em: 28 jan. 2021.

ELMASRI, N. Sistemas de banco de dados. 7. ed. São Paulo: Pearson, 2018.

ARANHA, J. G. Propriedade intelectual e o novo governo. Valor Econômico, n. 662, dez. 2002.

BEVILÁQUA, Clovis. Direito da Coisas. Brasília: Senado Federal, 1942.

 

2. História, Africanidades e Pretagogia: narrativas de pertencimento étnicorracial

 

Ma. Alessandra Sávia da Costa Masullo (Universidade Federal do Ceará – UFC)

 

O minicurso "História, Africanidades e Pretagogia: narrativas de pertencimento etnicorracial" parte do entendimento de que o racismo, bem como todo o processo de sequestro e escravização do povo africano vem gerou e gera o apagamento sobre quem somos e de onde viemos. Para Sueli Carneiro, o epistemicídio que surge dessas violências é em si também uma violência que fortalece e retroalimenta o racismo, gerando mais apagamento, e mais epistemicídio, mais violência. Conhecer nossa história, valorizar quem somos e entender a importância disso para a sociedade brasileira é uma das motivações desse minicurso. A Pretagogia faz parte do conjunto crescente de pedagogias afrorreferenciadas que participam da implementação de conteúdos e componentes curriculares que têm a herança africana como base epistemológica, e tem como fundamentos: 1) o autorreconhecimento afrodescendente; 2) a tradição oral africana; 3) a apropriação dos valores das culturas de matriz africana; 4) a circularidade; 5) a religiosidade de matriz africana entrelaçada nos saberes e conhecimentos; 6) o reconhecimento da sacralidade 7) o corpo como produtor espiritual, produtor de saberes; 8) a noção de território como espaço-tempo socialmente construído; 9) o reconhecimento e entendimento do lugar social atribuído ao negro. A partir da abordagem da Pretagogia, pretende-se possibilitar e fomentar a reflexão sobre nossa história, cultura e identidade afrobrasileira, com referência nos marcadores das africanidades.

 

Referências             

 

CARNEIRO, Aparecida Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. 339f. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo- USP. São Paulo, 2005. EVARISTO, Conceição. Gênero e etnia: uma escre(vivência) de dupla face. In: MOREIRA, N. M. de B.;

 

SCHNEIDER, L. (Org.). Mulheres no mundo: etnia, marginalidade e diáspora. João Pessoa: Ideia; Editora Universitária UFPB, 2005. Disponível em: http://nossaescrevivencia.blogspot.com/2012/08/genero-e-etnia-uma-escrevivencia-de.html

 

LOPES, Nei Braz; MACEDO, José Rivair. Dicionário de História da África: séculos VII a XVI. Autêntica, 2017.

 

MASULLO, Alessandra Savia da Costa. Na pisada feminina do coco cearense: saberes, lutas, batuques ancestrais e contemporâneos. 2015. 102f. - Dissertação de mestrado - Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Educação. Fortaleza, 2015.

 

OLIVEIRA, Eduardo David de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira. 2018.

 

PETIT, Sandra: Pretagogia: Pertencimento, Corpo-Dança Afroancestral e Tradição Oral Africana na Formação de Professoras e Professores – Contribuições do Legado Africano para a Implementação da Lei no 10.639/03. Fortaleza: EdUECE, 2015.

 

 

3. (Re)existência dos corpos negros: Contação de Histórias e a Boneca Abayomi

 

Bela. Geice Maria Pereira dos Santos (Universidade Federal do Delta do Parnaíba – UFDpar)

Bela. Letícia Pereira Louzeiro (Universidade Federal do Delta do Parnaíba -UFDPar)

 

 

Resumo: Para além de pedaços de retalhos e nós, a boneca Abayomi representa o resgate das potencialidades criativas, empoderamento e resistência do povo preto. Buscaremos valorizar a idealizadora da boneca Abayomi, a maranhense Lena Martins, que é mulher negra, artesã e militante do movimento negro na cidade do Rio de Janeiro (Gomes, et al., 2017). Assim, nosso primeiro momento será uma roda de conversa onde colocaremos em análise os contrapontos existentes das inúmeras oficinas sobre a boneca, diante da realidade e das romantizações que envolvem a Abayomi, apresentando os riscos da contação de uma história única aos cursistas e os instigando a provocações e reflexões sobre as temáticas que seguirão no decorrer do minicurso. Assim, durante esse momento apontaremos as propostas de cuidado, a importância do reconhecimento de raízes e origens a fim de resgatar a ancestralidade do povo preto, o enfrentamento do preconceito étnico racial, os aspectos educativos acerca da confecção da boneca e o empreendedorismo como alternativa de existência e sobrevivência para muitas pessoas negras ao longo da história. Posteriormente, na segunda etapa do curso, iremos aplicar nossa criatividade na confecção das bonecas Abayomi através de um tutorial seguindo o passo a passo que será descrito pelas facilitadoras, a fim de proporcionar uma experiência personalizada e única a cada participante do curso na elaboração da sua boneca com os materiais necessários (retalhos e nós). Por fim, haverá o feedback e trocas das experiências tanto acerca das identificações com as histórias da boneca e suas nuances, como também sobre o processo de confecção da mesma por cada participante.

 

Referências

 

Gomes, E. C., Bizzaria, J., Collet, C., Sales, M. V. (2017). A boneca Abayomi: entre retalhos, saberes e memórias. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iluminuras, Porto Alegre, v. 18, n. 44, p. 251-264. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/iluminuras/article/download/75745/43150. Acesso em 10 jan. 2023.

 

Ramos, E. (2021). Bonecas Abayomi: o perigo de contar uma história hegemônica. Disponível em: https://lunetas.com.br/bonecas-abayomi/amp/ Vieira, K. (2022).

 

BONECAS ABAYOMI: SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA, TRADIÇÃO E PODER FEMININO. Disponível em: http://www.afreaka.com.br/notas/bonecas-abayomi-simbolo-de-resistencia-tradicao-e-poder-feminino/ Urdume, E. (2022).

Abayomi - uma boneca brasileira. Disponível em: https://www.urdume.com.br/post/abayomi-aquele-que-traz-alegria. Acesso em 10 de jan. 2023.

 

Quinta-feira (26/01) às 14:00 horas

 

1.      Introdução ao pensamento de Clóvis Moura

M/e. Gisvaldo Oliveira da Silva (Universidade Estadual do Piauí - UESPI))

Me. Wanderson Ramonn Pimentel Dantas (Universidade Estadual do Piauí - UESPI)

 

Resumo: O presente minicurso tem como objetivo apresentar um panorama do pensamento social de Clóvis Moura procurando enfatizar sua análise sobre o escravismo e a luta de classes no Brasil. Metodologicamente abordaremos seu pensamento social por meio de quatro obras chaves: Rebeliões da Senzala (1959), O negro, de bom escravo a mau cidadão? (1977), Sociologia do Negro Brasileiro (1988) e As injustiças de Clio (1990). Desse modo, o minicurso terá a seguinte estruturação: num primeiro momento, será abordada a biografia e trajetória intelectual do autor; num segundo momento, discutiremos a correlação do eixo central de cada uma das obras com a temática da crítica ao escravismo e a relação com a luta de classes, conforme descrito a seguir: Rebeliões da Senzala – análise das lutas levadas a cabo pelos escravizados contra o sistema escravista; O negro, de bom escravo a mau cidadão? – análise da condição do negro no Brasil pós-abolição e aspectos da História afrolatinoamericana; Sociologia do Negro Brasileiro – análise da situação social, econômica e cultural do negro no Brasil a partir de uma crítica radical a sociologia acadêmica; As Injustiças de Clio – análise da construção ontológica do negro na historiografia brasileira.

Referências

MOURA, Clóvis. As injustiças de clio: o negro na historiografia brasileira. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1990.

 ______. O negro: de bom escravo a mau cidadão? São Paulo: Conquista, 1977.

 ______. Rebeliões da Senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Edições Zumbi, 1959.

 ______. Sociologia do negro brasileiro. São Paulo: Editora Ática, 1988.

 

2.      OLHARES SOBRE A LEI Nº 10.639/2003: PENSANDO REFERÊNCIAS PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA ANTIRRACISTA E DECOLONIAL.

 

Esp. Adriana Rodrigues de Barros (Universidade Estadual do Piauí -UESPI)

Esp. Ana Patrícia Rodrigues de Barros (Universidade Estadual do Piauí -UESPI)

 

A oficina tem como principal pretensão evidenciar aos participantes a importância da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica, e a Lei nº 11.645/08, que ao lado desta temática inclui também a questão indígena como componente curricular obrigatório, observando uma perspectiva interdisciplinar. A abordagem de culturas tradicionalmente negadas ou silenciadas nos currículos é compreendida como importante estratégia de combate às desigualdades historicamente perpetuadas em nossa sociedade, visando o empreendimento de uma reeducação para as relações étnico-raciais. O minicurso será composto por dois momentos: inicialmente com uma exposição dialogada sobre a Lei 10.639/03, passados vinte anos desde a criação, proposição e promulgação e quais as avanços e retrocessos para sua implementação. A Lei da Educação Antirracista representa um avanço no sentido de promoção de uma educação inclusiva, no entanto sabemos que existe um hiato entre a implementação de políticas públicas educacionais, e se/como elas têm contribuído com novas indagações e as práticas pedagógicas inclusivas e decoloniais no dia a dia da Escola. Partindo dessa premissa, o segundo momento será mais prático, com a apresentação práticas pedagógicas, baseadas nas Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica.

Referências

ADICHIE, Chimamanda. Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das letras, 2019.

ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Feminismos Plurais, 2019.

BRASIL, Ministério da Educação/Secad. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica. Brasília/DF: 2004.

BRASIL. Lei 10.639/2003, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9. 394, de 20de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília/DF.

BRASIL. Lei 11.645/08 de 10 de março de 2008. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília/DF.

CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. São Paulo: Contexto, 2006.

GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Saberes construídos na luta por emancipação. Petrópolis, RJ: vozes, 2017.

MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o Racismo na escola. 2ª edição revisada Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 5. ed. rev. ampliada. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019

PEREIRA, Amilcar Araújo. O movimento negro brasileiro e a lei nº 10639/2003: Da criação aos desafios para a implementação. In: Revista Contemporânea de Educação, v.12, p. 13-30, 2017.

ROCHA, Rosa Margarida. de Carvalho. Educação das relações étnico-raciais: pensando referenciais para a organização da prática pedagógica/ ilustrações de Marcial Ávila. Belo Horizonte: Mazza Edições. 2011.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2013

SILVA, Iraneide Soares da. As inquietações no currículo educacional a partir da lei 10639/03. Padê, Brasília, v. 1, n. 2, p. 33-51, jul./dez. 2007.

SILVA, Iraneide Soares da. Caminhos, pegadas e memórias: uma história social do Movimento Negro Brasileiro. Universitas Relações Internacionais, Brasília, v. 14, n. 1, p. 71-87, jan./jun. 2016.

 

3. Escutando o Ôri de Beatriz Nascimento: reflexões sobre a diáspora africana no Brasil.

Me. Pedro Victor Modesto Batista (Universidade Federal do Ceará - UFC)

Maria Beatriz Nascimento (1942-1995), historiadora, intelectual e militante do movimento negro é a personagem, narradora e autora de textos que integram o documentário Ôrí (dir. Raquel Gerber, 1989) apresentando as suas ideias e as conexões entre Brasil e África, a diáspora africana no Brasil, a cultura, religiosidade, movimentos de resistência e sobrevivência do povo negro nos quilombos e suas produções sociais e culturais. Com o objetivo de conhecer a vida e obra de Beatriz Nascimento pretendemos assistir ao documentário Ôri e realizar uma problematização sobre a sua trajetória como intelectual e militante do movimento negro e as intersecionalidades observadas no documentário, refletir sobre os conceitos de quilombo, racismo estrutural, a diáspora africana e a importância da mulher negra na formação da sociedade e cultura brasileira.

Referências

NASCIMENTO, Maria Beatriz. O negro visto por ele mesmo. São Paulo: Ubu Editora, 2022.

ÔRÍ. Direção de Raquel Gerber. Brasil: Estelar Produções Cinematográficas e Culturais Ltda, 1989, vídeo (131 min), colorido.

SOBRINHO, Gilberto Alexandre. Ôrí e as vozes e o olhar da diáspora: cartografia de emoções políticas. Cadernos Pagu (60),e206002, 2020. doi:10.1590/18094449202000600002

 

4. Escravidão, doenças e práticas de cura das populações indígenas e africanas

 

Me. Gutiele Gonçalves dos Santos (Casa de Oswaldo Cruz-COC/FIOCRUZ)

Este minicurso tem como objetivo discutir as narrativas em torno da escravidão, doenças e práticas terapêuticas no contexto do Brasil, do século XVIII ao XXI. A constituição da ciência e medicina nos moldes europeus teve forte influência dos saberes indígenas e africanos, ambos conviveram e compartilharam os mesmos espaços, experiências e foram agentes ativos no processo de colonização. O entendimento em torno da constituição da ciência médica deve passar necessariamente pelo conhecimento da história da população negra e ameríndia. Ao longo do tempo, os saberes afroindígenas passaram por um processo de apagamento e invisibilização. Apesar de serem detentores e transmissores de conhecimento, muitas vezes não eram reconhecidos pela estrutura dominante, entretanto os colonizadores usufruíam desses saberes. Neste mesmo contexto, com a intensificação do tráfico de escravos para as Américas, os africanos e seus descendentes acabariam, junto com os povos indígenas, a ocupar destaque no conjunto do número de óbitos causadas por enfermidades relacionadas às condições precárias de higiene e alimentação e dos exaustivos esforços físicos despendido nas atividades de trabalho nas fazendas, plantações e áreas urbanas. O intuito deste minicurso é refletir como podemos contribuir com a escrita da história comprometida em visibilizar a história das ciências e da saúde a partir de uma perspectiva afro-indígena.

 

Referências

ALMEIDA, Carla B. Starling. Medicina Mestiça. Saberes e práticas curativas nas minas setecentistas. São Paulo: Annablume, 2010.

 

BARBOSA, Benedito Carlos Costa. No Tempo das Bexigas: rastros de uma epidêmica moléstia no Grão-Pará colonial (1755-1819). 251f. Tese (Doutorado em História). Casa de Oswaldo Cruz - COC/FIOCRUZ. Rio de Janeiro, 2019.

 

KARASCH, Mary. A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro, 1808- 1850, São Paulo, Companhia das Letras 2000.

 

NOELLI, Francisco Silva. Memórias sobre tempos de peste: linguagem Guaraní das doenças epidêmicas segundo Antonio Ruiz de Montoya. Revista Brasileira de Linguística Antropologíca, Volume 13, 2021.

 

NOGUEIRA, André Luís Lima. “Dos tambores, cânticos, ervas... Calundus como prática terapêutica nas Minas setecentistas”. In: PIMENTA, Tânia e GOMES, Flávio (org). Escravidão, Doenças e Práticas de Cura no Brasil. Rio de Janeiro: Outras Letras, 2016.

 

PIMENTA, Tânia Salgado & GOMES, Flávio (orgs). Escravidão, Doenças e Práticas de Cura no Brasil. Rio de Janeiro: Outras Letras, 2016.

 

PIMENTA, Tânia Salgado. “Barbeiros-sangradores e curandeiros no Brasil (1808-28)” História, Ciência, Saúde-Manguinhos. vol.5, n.2, p.349-374, 1998.

 

RIBEIRO, Márcia Moisés. A Ciência dos Trópicos: a arte médica no Brasil do século XVIII. São Paulo: Hucitec, 1997.

 

RUSSELL-WOOD, Anthony John R. Histórias do Atlântico Português. Ângela Domingues, Denise A. Soares de Moura. (Orgs.) 2a ed. São Paulo: Editora Unesp, 2021. SAMPAIO, Gabriela dos Reis. Nas Trincheiras da Cura: as diferentes medicinas no Rio de Janeiro Imperial. Campinas, Editora da Unicamp, Cecult, IFCH, 2001.

 

SANTOS, Gutiele Gonçalves. “Sertões indômitos”: comércio, doenças e práticas de cura na Capitania do Piauí - Século XVIII. Dissertação (Mestrado em História das Ciências e da Saúde) – Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Rio de Janeiro, 2022. 144 f.

 

SCHIEBINGER, Londa. Secret Cures of Slaves: People, Plants, and Medicine in the Eighteenth-Century Atlantic World. Stanford, Calif.: Stanford University Press, 2017. SWEET, James H. Domingos Álvares, African healing, and the intellectual history of the Atlantic World. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2011.

 

TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Tradução de Sebastião Nascimento. Curitiba: huya, 2016. WADE, Peter. “Interações, relações e comparações afro-indígenas”. In ANDREWS, George Reid;

 

FUENTE, Alejandro, de la (Org.). Estudos afro-latinos-americanos: uma introdução. Buenos Aires: Afro - Latin American Research Institute da Harvard University at the Hutchinss Center - CLACSO, 2018. pp. 119-161.

Lista de STs e Comunicações Orais

IX CONGRESSO REGIONAL DE HISTÓRIA UESPI/OEIRAS

PROGRAMAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES NAS SESSÕES TEMÁTICAS

 

Sexta-feira (27/01) às 14:00 horas

 

1)      História e Cultura Indígena:

Coordenação: Profª Ma. Diná Schmidt

 

Por um protagonismo dos índios na historiografia.

Lucas Clementino Feitosa Pinheiro; Francisco Gleison da Costa Monteiro (UFPI)

 

Toponímia indígena no Piauí em 2010: uma análise de topônimos no território do Vale do Rio Canindé – resultados parciais.

Felipe Eduardo de Sousa Soares; Messias dos Santos Santana (UESPI)

 

A colonização do Piauí e seus reflexos sobre a toponímia no século XVIII: análise da toponímia de origem indígena na Carta geografica da Capitania do Piauhi, e parte das adjacentes, de Galluzzi, 1761.

Neiliane Coelho Gomes; Messias dos Santos Santana (UESPI)

 

A representação de povos indígenas no relato de viagem do padre José Monteiro de Noronha no final da década de 1760.

Leonardo da Silva Santana (UESPI)

 

Toponímia e História ou como o estudo dos nomes de uma região pode ser útil para a compreensão de sua história: uma análise de topônimos de origem indígena no território Entre Rios em 2010 – resultados preliminares.

Rafaela Costa dos Santos; Messias dos Santos Santana (UESPI)

 

SANGUE DA MATA, “SANGUE DE CABOCA BRABA”: Etnogênese e protagonismo feminino indígena em Uruçuí-PI.

Rebeca Freitas Lopes; Tatiana Gonçalves de Oliveira (UESPI)

 

 

02: História e Cultura Africana e Afro-brasileira

Coordenação: Prof. Dr. Leandro Nascimento de Souza

MESA 1:

 

Natureza e Populações Nativas na Viagem Filosófica de Joaquim José da Silva à Angola (1783-1803).

Francisco Jackson da Silva (UESPI)

 

O romance Úrsula de Maria Firmina dos Reis e suas abordagens sobre a escravidão numa escrita antiescravista no Maranhão oitocentista

Viviane Vieira Moreira (UESPI)

 

Literatura Afro-Brasileira Infantojuvenil: Intersecções, Raça, Classe e Gênero

Luciana Monteiro da Rocha (UESPI)

 

A invisibilidade corpórea de Beatriz Nascimento na historiografia negra brasileira.

Rannyelle Rocha Teixeira (UFRN)

 

“Nosso Nome é Resistência”: Respostas de Cantoras Negras Brasileiras às Opressões de Raça, Classe e Gênero (1979-2019).

Larissa Ramos da Costa (UESPI)

 

 MESA 2:

Comunidades Quilombolas: Desenvolvimentos e Trajetórias.

Marcelo Victor Luz Soares (UFPI)

 

Entre Incertezas e Necessidades, a Criação da CONAQ em 1996.

Emanoel Jardel Alves Oliveira (UFGD)

 

Comunidades negras rurais no Piauí: do quilombo histórico ao quilombo contemporâneo e ressignificado.

João Francisco Moreira Filho (UNEB)

 

“Como Vocês Sabem, A Gente É Quilombola”: Experiências Compartilhadas No Processo De Autorreconhecimento Da Comunidade Quilombola De Angical, Colônia Do Piauí/Pi (2010-2022).

Sérgio Barbosa de Sousa (UESPI)

 

Na Hora do Aperreio: A importância da parteira tradicional em comunidades quilombolas de São João da Varjota.

Joana Stefany Vieira (UFPI)

 

3) História do Piauí

Coordenação Prof. Me. Ítalo José de Sousa

 

Os Escravizados Na Imprensa Piauiense de 1860 a 1888.

Camila Maria de Carvalho Santos (UESPI)

 

A memória histórica sobre Manuel de Sousa Martins a partir das revistas do Instituto Histórico de Oeiras.

Ozael de Moura Costa (SEDUC-PI)

 

História e Memória na Obra Passeio A Oeiras (1982) De Dagoberto De Carvalho Jr.

Hissys Beatriz (UESPI)

 

APÓS A MORTE DO PRIMEIRO VIGÁRIO, OS SENHORES “BATEM BOCA”: disputas de poder e jurisdição entre os agentes seculares e eclesiásticos no Piauí do século XVIII.

Pedrina Nunes Araújo (UESPI)

 

Os reflexos da Lei do Ventre Livre nos periódicos piauienses do século XIX.

Talyta Marjorie Lira Sousa (UFPI)

 

A Expansão Da Telecomunicação Da Internet Nas Duas Zonas Rurais De Oeiras Piauí: Boa Vista E Brionia (2014-2021).

Mayara Divina da Silva Sousa (UESPI)

 

A contribuição do Jurista Piauiense Antônio Coelho Rodrigues para a Historiografia Brasileira: Século XIX.

Antonio Moreira de Carvalho Neto; Francisco Gleison da Costa Monteiro (UFPI)

 

Fé E Lucro: liberdade religiosa e comércio de objetos litúrgicos de religiões de matrizes africanas em Floriano-PI.

Géssica Ferreira Santana Souza (UESPI)

 

4) História, Memória e Autoritarismo

Coordenação: Profª Dra. Débora Strieder Kreuz

 

A nomeação toponímica como forma de autoritarismo político: uma análise dos nomes de avenidas, ruas e travessas da cidade de Oeiras-PI.

Layane Albuquerque de Moura; Messias dos Santos Santana (UESPI)

 

Ferreira Gullar: História e Memória do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (1980-1990).

Kelly Gisele Rodrigues dos Santos Silva (UESPI)

 

Mulheres exiladas e suas perspectivas de retorno ao Brasil (1964-1979).

Joice Moreira do Rêgo de Carvalho (UESPI)

 

"O Integralismo é obra de Deus": a formação e composição do Integralismo na cidade de Parnaíba - Piauí.

Thiago Silva de Sousa (UESPI)

 

Cultura Política E Discurso Antidemocrático Nos Comentários Do Vídeo “500 Anos De História Em 1hora/História Do Brasil” No Youtube.

Esdras de Jesus Costa (UESPI)

 

Memória e narrativa em No Rabo de Foguete: Os anos de exílio (1998) de Ferreira Gullar.

Ana Luisa Torquato dos Santos (UESPI)

 

Ferreira Gullar e as memórias do construtivismo brasileiro.

Juliana Santos De Sousa (UESPI)

 

História e Memória e Pioneirismo na Aviação: transporte aérea no nordeste brasileiro na década de 1910 à 1940.

Heverton Araujo Machado (UFPI)

 

5. História, Educação e Práticas de Ensino:

Coordenação: Prof. Dr. Thiago Reisdorfer

 

Livros didáticos e Juventudes: (In) visibilização de jovens na coleção "História e Vida Integrada" (2016).

Maria Soraya Alves de Sousa; Thiago Reisdorfer (UESPI)

 

Em Tempos Pandêmicos, A Educação Antirracista É A Mudança Necessária Para Efetivação Da Lei N.° 10.639/03.

Iraneide Soares da Silva; Adriana Rodrigues de Barros (UESPI)

 

Processos educacionais no Quilombo do Mimbó em Amarante - PI.

Nayra Rodrigues Carvalho (IDB)

 

Ensino De História Da África E Afro-Brasileira Em Livros Didáticos Após Implementação Da Lei 10.639\03: Uma Análise De Abordagem Em Três Edições Escritas Por Gilberto Cotrim E Jaime Rodrigues (2005– 2018).

Jéssica Divina de Sousa Vieira (UESPI)

 

Juventudes problemáticas: Culturas Juvenis na Coleção “História em Movimento” (2016).

Mickaele Ferreira de Sousa; Thiago Reisdorfer (UESPI)

 

Anísio Teixeira e a Universidade como Liberdade Humana (1932-1964).

Franciele Bispo dos Santos Moura (UESPI)

 

Quais os discursos presentes nos históricos das Universidades federais do Nordeste: Análise a partir dos Pdis das instituições.

Maria Regina Alves Do Vale Silva (UESPI)

 

Cotas Raciais Para Negros Na Universidade Pública: A Trajetória Social Dos Alunos Cotistas Negros Egressos Da Universidade Estadual Do Piauí Nos Campus De Oeiras E Floriano – PI (2013-2022).

Manoel Alves Rodrigues; Thiago Reisdorfer (UESPI)

 

Alojamento

O Evento conta com a possibilidade de alojamento para participantes. O alojamento será realizado no campus da UESPI de Oeiras, em suas salas de aula.

ATENÇÃO: PRAZO PARA SOLICITAR AGENDAMENTO: ATÉ O DIA 24/01/2023

ATENÇÃO: Não será disponibilizado material de alojamento (alimentação, colchões, roupa de cama, produtos de higiene, etc.). Cada participante é responsável pela sua própria estadia. O espaço conta com banheiros e chuveiros. O campus fica localizado a cerca de 4Km do centro da cidade.

Para solicitar os(as) interessados(as) devem enviar e-mail com o assunto "Alojamento" para congressohistoria@ors.uespi.br. 

No e-mail deve ser adicionado o termo de compromisso preenchido e assinado. 

Link para termo de compromisso:

https://docs.google.com/document/d/1po5VA61NRqRYl4J4vyDh4aZlHywD9CE3/edit?usp=sharing&ouid=100922136174061747032&rtpof=true&sd=true

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