A população negra constitui a maioria da população brasileira e vivencia cotidianamente a experiência do racismo, que se expressa de formas diversas, como por exemplo, o racismo estrutural, o racismo institucional, o racismo religioso, dentre outros. Essa realidade causa impactos na Saúde Mental da População Negra, que constitui a maior parte da população atendida pelo Sistema Único de Saúde. Considerando o princípio da integralidade, verificamos que esses impactos não se dão de forma isolada e reverberam na saúde dos atingidos de forma generalizada, contribuindo na geração e aprofundamento de agravamentos em saúde. Assim, debater este tema com acadêmicos, residentes, profissionais de saúde e demais interessados em uma instituição de saúde marcada por seu caráter docente-assistencial é uma estratégia de enfrentamento ao racismo, capaz de contribuir para a melhoria dos serviços prestados à população usuária, bem como de incidir na formação qualificada de profissionais – futuros e atuantes – para o Sistema Único de Saúde.