O IV Simpósio Nacional Geografia, Ambiente e Território (IV SIMGAT) – Territórios, Saberes e Lutas em Tempos de Incerteza: Ecologia Política e Justiça Ambiental na América Latina – ocorrerá de 7 a 10 de junho de 2027, na Universidade Federal Fluminense - UFF (Campus Praia Vermelha, Niterói/RJ). O evento reúne pesquisadoras(es), estudantes e organizações sociais do Brasil e de países latino-americanos para qualificar o debate científico e institucional sobre conflitos ambientais, transição energética, neoextrativismo, justiça ambiental, racismo ambiental, epistemologias plurais e direitos territoriais.
A programação integra mesas-redondas internacionais e nacionais, Grupos de Trabalho (GTs) temáticos, oficinas e atividades de campo, articulando pesquisa, formação e cooperação técnica. O encontro consolida a Rede de Pesquisadores em Geografia (Socio)Ambiental/RP-G(S)A como rede de referência nacional, amplia a internacionalização e fortalece agendas estratégicas de investigação em Geografia Ambiental e Ecologia Política.
Com o intuito de celebrar não somente este marco da RP-G(S)A, mas também a realização da primeira edição do IV SIMGAT numa área costeira, exaltamos a geografia de Niterói, uma cidade desenhada pelo encontro entre terra e água.Vale lembrar que termos nativos e regionais têm sido empregados em nossas atividades, entre outras coisas, como forma de homenagear os locais de realização de nossos eventos.
- Baías são espaços de convergência. Recebem águas, ventos, embarcações, histórias e caminhos. Por isso, nomeiam as mesas-redondas: lugares onde diferentes vozes chegam, se encontram e produzem uma paisagem comum sem perder suas margens de origem.
- Mangues são territórios de trama. Suas raízes se cruzam, sustentam o solo, protegem a vida e fazem da mistura entre águas uma condição de fertilidade. Por essa razão, nomeiam os Grupos de Trabalho (GTs): espaços de articulação, densidade e produção coletiva, onde ideias distintas se entrelaçam e ganham consistência.
- Costões são zonas de contato e confronto. Ali, pedra, mar, vento e organismos se encontram sob tensão permanente. São paisagens de borda, exposição e resistência. Assim, nomeiam os trabalhos de campo: experiências de aproximação às materialidades do território, aos seus conflitos, limites, fraturas e formas de existência.
- Restingas vivem da adaptação. Desenvolvem-se em solos instáveis, sob vento, sal e escassez, produzindo diversidade onde aparentemente haveria pouca possibilidade de vida. Neste sentido, nomeiam as oficinas: espaços de experimentação, criação e invenção de saberes e práticas.

