O Ensino Médio
Integrado dos Institutos Federais de Educação tem sido um projeto defendido
como uma referência de formação humana integral para as juventudes, uma vez que
apresenta, como um de seus princípios, a indissociabilidade entre a formação
geral e a educação profissional; coloca-se como um caminho para a busca de uma
formação omnilateral e politécnica.
O Ensino Médio Integrado dos Institutos Federais não é só um novo desenho curricular; mas é, sobretudo, uma escolha ética, política e pedagógica por um projeto que visa à formação humana integral dos jovens em múltiplas dimensões: cultural, tecnológica, profissional, ética, política, entre outras; centra-se numa formação contextualizada e sensível à realidade social e ao mundo juvenil; colabora para a inserção ativa dos jovens no setor produtivo e na vida pública; e contribui, assim, para o desenvolvimento local, regional e nacional. É necessário, portanto, avançar na defesa de políticas, currículos e práticas educacionais que visam a fortalecer o projeto de Ensino Médio Integrado dos Institutos Federais de Educação, concebendo-o como
uma ação articulada à uma política de Estado.
Nesse cenário, cabe destacar as
recentes mudanças na política educacional brasileira decorrentes do
processo de Reforma do Ensino Médio, a partir da Lei 13.415/2017 e as
alterações advindas com a Lei 14.945/2024. A partir desse novo marco legal,
podemos refletir: de que forma essas alterações na legislação interferem e
podem ameaçar a concepção e a operacionalização do projeto de Ensino Médio
Integrado pautado na garantia de uma sólida formação geral para os estudantes?
Como essas alterações poderão indicar uma ameaça à continuidade do Ensino Médio
Integrado dos Institutos Federais de Educação? Será possível falarmos em Ensino
Médio Integrado como a carga horária proposta para a Formação Geral Básica
(FGB) indicada para a Educação Profissional? Que políticas, currículos e
práticas pedagógicas para as juventudes da EPT são indispensáveis para a
garantia de uma formação geral sólida para os estudantes ao longo do seu
percurso formativo?
O III Seminário do EMI será um momento oportuno para promover tal reflexão, a troca de experiências e a afirmação do compromisso ético, político e pedagógico dos educadores e educadoras da Rede Federal de Educação, Científica e Tecnológica em defender e buscar formas de aperfeiçoar o Ensino Médio Integrado como uma experiência inovadora para a inserção ativa dos jovens no mundo do trabalho e para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Anais do Evento