Haverá emissão de certificados para fins de horas complementares e participação no evento, correspondendo a 2 horas, sem nenhum custo.
Este evento/seminário é fruto do projeto de pesquisa “Corpo-Território-Terreiro: Dentre espaços: terreiro-território”, em desenvolvimento na Universidade Vale do Rio Doce (Univale), sediada em Governador Valadares/MG. A proposta parte de uma perspectiva interdisciplinar e decolonial, buscando compreender o território não apenas como espaço físico, mas como dimensão viva, atravessada por corpos, espiritualidades, práticas culturais e modos de existência.
O projeto integra a iniciativa do Grupo de Pesquisa em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades (PPG/GECON), vinculado ao Mestrado em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades da Universidade Vale do Rio Doce, bem como ao Núcleo Interdisciplinar de Educação, Saúde e Direitos (NIESD-GIT/Univale), no âmbito do projeto “Territorialidades, Vulnerabilidades e Resiliências”, vinculado ao Mestrado em Gestão Integrada do Território.
Na presente edição, receberemos o professora Dra. Fernanda Cristina de Paula, contando com o apoio da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) e da Fundação Percival Farquhar (FPF). Em formato de seminário, desenvolverá reflexões sobre religiosidades afrodiaspóricas, territorialidades e práticas culturais, enfatizando o terreiro como espaço de produção de saberes, resistência e reexistência, tendo como tema central “Corpo-Território-Terreiro: Dentre espaços: terreiro-território”.
Diante das transformações nas formas de convivência social, torna-se necessário deslocar os modos tradicionais de produção do conhecimento, reconhecendo que os saberes não se limitam às estruturas acadêmicas formais. A perspectiva do corpo-território-terreiro evidencia que as experiências religiosas, culturais e comunitárias constituem formas legítimas de conhecimento, nas quais corpo, espaço e espiritualidade se entrelaçam de maneira indissociável.
Assim, o seminário propõe a construção de uma ecologia de saberes que valoriza vozes historicamente marginalizadas, reconhecendo os terreiros como territórios de memória, criação e continuidade. Ao enfatizar as territorialidades, religiosidades, vozes, cultos, artes e saberes por vir, o evento se insere como espaço de reflexão crítica e de abertura para novas formas de compreender o mundo, a partir de perspectivas plurais, sensíveis e situadas.