O II Congresso Internacional Interprofissional em Saúde Coletiva constitui-se como um importante espaço de encontro entre estudantes, docentes, pesquisadores, profissionais e gestores da saúde, promovendo o diálogo crítico e a construção compartilhada de conhecimentos voltados aos desafios contemporâneos da saúde coletiva. Organizado em cinco eixos temáticos, o congresso propõe debates que articulam ciência, inovação e compromisso social. O primeiro eixo, Equidade em Saúde e Redução das Desigualdades, abordará as barreiras históricas que impactam o acesso e a qualidade da atenção à saúde, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade, como comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e moradores de áreas periféricas. Serão discutidos temas como determinantes sociais da saúde, justiça social, racismo estrutural e estratégias colaborativas para promoção da equidade.
O segundo eixo, Promoção da Saúde, Prevenção de Doenças e Qualidade de Vida, reunirá discussões sobre ações preventivas e de cuidado ao longo do ciclo de vida, contemplando saúde mental, doenças transmissíveis e crônicas, práticas educativas e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como base estruturante dos sistemas de cuidado.
No terceiro eixo, Sustentabilidade, Meio Ambiente e Saúde, serão debatidas as relações entre território, condições ambientais e processo saúde-doença, considerando os impactos das mudanças climáticas, degradação ambiental, surgimento de doenças emergentes e os modos de vida de populações tradicionais. O eixo destaca a necessidade de políticas sustentáveis e sensíveis às realidades locais.
O quarto eixo, Inovação, Tecnologia e Transformação Digital em Saúde, discutirá o papel das tecnologias contemporâneas na organização do cuidado e na gestão em saúde, abrangendo inteligência artificial, telessaúde, sistemas de informação e o uso estratégico de dados para vigilância, planejamento e tomada de decisão.
O quinto eixo, Educação Interprofissional, Gestão e Políticas Públicas em Saúde, enfatizará a formação de profissionais preparados para o trabalho colaborativo, o desenvolvimento de competências interprofissionais, a gestão participativa e o fortalecimento de políticas públicas capazes de responder às necessidades da população.