O II Simpósio da LANPSI (Liga Acadêmica de Neuropsicologia) traz como temática “Neurodesenvolvimento na Amazônia: entre territórios e diversidade — Amazônias que vivem, se desenvolvem e transformam”, propondo um espaço de diálogo e compartilhamento de conhecimentos por meio de palestras que articulam a neuropsicologia, a neurociência e a psicologia às múltiplas realidades amazônicas. A proposta busca ampliar as discussões sobre o neurodesenvolvimento humano, considerando os aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e sociais que atravessam as diferentes etapas da vida, desde a infância até o envelhecimento.
Nessa perspectiva, a neuropsicologia contribui para a compreensão das relações entre o funcionamento cerebral, a cognição, as emoções e o comportamento, possibilitando reflexões sobre como os contextos socioculturais e ambientais influenciam os processos de desenvolvimento. Pensar o neurodesenvolvimento na Amazônia implica reconhecer que esses processos não ocorrem de maneira isolada, mas são atravessados pelas experiências individuais, pelas relações sociais, pelos modos de vida e pelas condições de existência que caracterizam os diferentes territórios da região.
A diversidade amazônica, expressa nas vivências de populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas, urbanas e rurais, convida à reflexão sobre a importância de uma neuropsicologia sensível às particularidades culturais, sociais e territoriais. Nesse sentido, as palestras constituirão uma oportunidade para discutir os desafios e as possibilidades da atuação profissional no campo do neurodesenvolvimento, considerando as especificidades regionais e a necessidade de práticas éticas, inclusivas e contextualizadas.
Assim, o evento pretende reunir diferentes perspectivas teóricas e profissionais para fomentar o conhecimento e estimular o pensamento crítico sobre as relações entre cérebro, comportamento, desenvolvimento e território. Ao aproximar a neuropsicologia das múltiplas experiências amazônicas, busca-se valorizar a diversidade humana e ampliar o olhar sobre os processos de desenvolvimento na região, reconhecendo que as Amazônias são plurais: vivem, se desenvolvem e transformam, produzindo experiências, saberes e possibilidades que enriquecem a compreensão do desenvolvimento humano.