
II Encontro de Estudos
em História Política
06 • 07 • 08 • 09 de outubro de 2026
Espaço de reflexão, debate e pesquisa sobre história política, pensamento político, movimentos sociais e relações de poder, reunindo a comunidade acadêmica para troca de experiências e divulgação de estudos.
21 Simpósios
temáticos
Abertas as submissões
para comunicações em ST
Publicação
coletânea de capítulos
Importante
Ao término do evento, será organizada uma obra coletiva que reunirá os trabalhos apresentados, publicados na forma de capítulos de livro. A participação na publicação estará condicionada ao pagamento de uma taxa, a ser definida oportunamente, destinada ao custeio da produção editorial.
II ENEHISP · Encontro de Estudos em História Política
SIMPÓSIOS TEMÁTICOS
Conheça os 21 simpósios do evento, seus escopos e as regras para submeter sua comunicação.
21 simpósios temáticos
Dias 7 e 9 de outubro de 2026
Manhã 8h–12h · Tarde 14h–18h
ST 1
7 de out.
8h–12h
Provincianos, marginalizados, fracassados, esquecidos:
a História Intelectual e seus limites
Coordenação
Flávio Weinstein Teixeira
Doutor em História, UFPE
Plauto Daniel Santos Alves
Doutorando em História, UFPE
Escopo do simpósio
Este simpósio busca fomentar a discussão de uma ampla gama de dinâmicas inerentes à cidade letrada, abrangendo situações que podem incluir personalidades de pouco renome, sujeitos que tiveram sua obra regionalizada, letrados que se encontravam em posição subordinada no que diz respeito aos grandes centros de atuação intelectual, ou ainda indivíduos que foram segregados em função de sua origem social, de seu gênero ou etnia.
ST 2
9 de out.
8h–12h
Primavera nos dentes:
cultura, poder e resistência em tempos de Ditadura Civil-Militar no Brasil
Coordenação
Carlos Alberto de M. Silva Mota
Doutorando, UFPI
Escopo do simpósio
Compreender o papel da memória e do esquecimento como elementos que norteiam nosso tecido social e nossas estruturas. Suscitar diálogos sobre cultura, poder e resistências durante a Ditadura Civil-Militar, mobilizando o referencial teórico de autores como Michel de Certeau, Michel Foucault, Robert Darnton, Roger Chartier e René Rémond.
ST 3
9 de out.
8h–12h
Partidos, Estado e sociedade:
disputas político-institucionais na conjuntura democrática (1945–1964)
Coordenação
Herbert Gler M. dos Anjos
Doutor em História, UFMG
Milene do C. Gomes
Mestranda em História, UFJF
Samuel D. R. Santos
Mestrando em História Social, Unimontes
Escopo do simpósio
Debates, tensões, disputas e representações que marcaram o período entre 1945 e 1964 no Brasil, com ênfase nas formas de construção da vida política e social no pós-Estado Novo. Novas orientações e projetos mobilizaram diferentes atores na produção de interpretações sobre o Brasil e na elaboração de inteligibilidade do mundo social.
ST 4
7 de out.
14h–18h
Entre a diplomacia e o conflito:
Estado, governo e intervenção política na Época Moderna — circulação de ideias e cultura escrita (séculos XV–XVIII)
Coordenação
Rodrigo F. da Costa
Pós-doutorando, UFRJ
Luciano Cesar da Costa
Doutor, UFF
Escopo do simpósio
A diplomacia e o conflito eram estratégias de governos, organizações e Estados para se afirmar politicamente em um mundo em transformação durante a Época Moderna. A cultura escrita, um meio para difundir as propostas de guerra ou de paz. Abrangendo problemáticas dos séculos renascentistas até as polêmicas setecentistas do esclarecimento.
ST 5
9 de out.
14h–18h
História do Tempo Presente, política e movimentos sociais
Coordenação
Pedro Carvalho Oliveira
Doutor, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Escopo do simpósio
Voltarmos a atenção a um passado traumático, legado pelas tragédias contemporâneas, como a ascensão dos fascismos, a Segunda Guerra Mundial, o genocídio, as ditaduras e, mais recentemente, os ataques extremistas internacionais e a pandemia global. Esse passado parece ainda interferir na forma de enxergarmos o mundo.
ST 6
9 de out.
14h–18h
Fascismos e neofascismos:
História, memória e conceitos
Coordenação
Gabriel Lopes Silva
Mestrando, PPGH Unimontes
Escopo do simpósio
Promover um debate plural, integrando contribuições com foco nas experiências históricas e nos referenciais conceituais que estruturam os estudos acadêmicos sobre o tema; fomentando reflexões acerca das relações entre memória e história na construção das interpretações sobre os fascismos, considerando as disputas em torno de suas representações.
ST 7
7 de out.
8h–12h
"A República no Brasil é o regime da fachada, da frase e da pose":
anticomunismo, relações de poder e suas representações no Brasil do século XX
Coordenação
Mariana Palácio de Melo
Mestranda em História, UFPB
Paloma Josué Dias
Mestranda pelo PPGHC, UFRN
Rubens de A. Quirino
Mestrando em História, UFCG
Escopo do simpósio
O paradigma da História Política, como aponta o renomado historiador René Rémond, foi privilegiado durante a modernidade histórica, discutindo questões centrais como os reinos, ideologias, revoluções políticas e o advento da democracia. Entretanto, a virada documental e metodológica proposta pelos Annales na primeira metade do século XX passou a incentivar o estudo histórico a partir da perspectiva do econômico e social.
ST 8
9 de out.
8h–12h
Escravatura e trabalho forçado no Império Português
(séculos XV–XX)
Coordenação
Tiago Moura Gonçalves
Mestrando pelo CHSC, Universidade de Coimbra
André Ribeiro Fernandes
Doutorando pelo CHSC, Universidade de Coimbra
Escopo do simpósio
Do tráfico atlântico de africanos escravizados e da exploração do indigenato ameríndio à persistência de formas coercivas de trabalho nas colônias africanas no século XX, o império português foi, em diferentes momentos e geografias, um espaço de exploração sistemática de populações subalternizadas. Como sabido, quer a escravatura quer o trabalho forçado que lhe sucedeu (embora não causalmente) representaram mais do que simples sistemas econômicos.
ST 9
7 de out.
14h–18h
Mulheres de direita nos séculos XX e XXI
Coordenação
Eduardo dos Santos Chaves
Doutor, Instituto Federal de Santa Catarina
Escopo do simpósio
Diante da atualidade internacional do tema e a importância em discuti-lo em profundidade, busca-se nesse simpósio debater pesquisas sobre sujeitos, instituições, partidos políticos, organizações, associações e movimentos sociais, políticos, culturais e religiosos compostos por mulheres situadas à direita do espectro político, nos séculos XX e XXI.
ST 10
9 de out.
14h–18h
Imagem e imprensa:
atos políticos, cultura visual e intencionalidade
Coordenação
Gustavo Elian S. Montes
Mestrando em História Social, Unimontes
Thaissa L. Duarte
Mestranda em História Social, Unimontes
Escopo do simpósio
Diagramação também escreve a história política: a dicotomia do impresso e das imagens como fonte e objeto concomitantes, os vestígios dos embates sociopolíticos e os discursos que marcam épocas, interrogam sua própria materialidade, suas escolhas editoriais e interações com os grupos de poder.
ST 11
7 de out.
8h–12h
O tempo como disputa:
ensino de História e democracia
Coordenação
Déborah Lays de M. L. Cabral
UFPI
Iara Lua C. B. Vasconcelos
UFPI
Ítala Teixeira de Sousa
UFPI
Escopo do simpósio
Em um contexto marcado por reformas educacionais, redefinições curriculares e tensionamentos acerca do papel social da escola, propõe-se reunir investigações que reflitam sobre os sentidos ético-políticos do ensino histórico no Brasil contemporâneo. Busca-se discutir os impactos das políticas educacionais sobre a formação crítica e o lugar das Humanidades.
ST 12
9 de out.
8h–12h
Dimensões do regime Vargas e seus desdobramentos
Coordenação
Pedro Jardel F. Pereira
Doutor em História Social, UFJF
Cristina Dias Malveira
Mestre em História Social, Unimontes
Escopo do simpósio
O simpósio objetiva reunir pesquisas sobre as transformações ocorridas no Brasil de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, períodos em que Getúlio Vargas ocupou a presidência da República, bem como a respeito da relação entre essas mudanças e o contexto mundial à época. O objetivo é fomentar a troca de experiências e conhecimentos entre historiadores que abordam esses períodos a partir de análises culturais, imagéticas, elaborações patrimoniais, políticas, econômicas ou sociais.
ST 13
9 de out.
8h–12h
Memória, sensibilidade e poder:
tensões e disputas entre passado e presente
Coordenação
Alessa Nara Fortunato Pena
Mestranda em História, UFU
Alex Lisboa Araújo
Mestre em História Social, Unimontes
Lino José P. Ferreira
Mestrando em História, UFU
Escopo do simpósio
Busca-se refletir sobre como diferentes regimes de historicidade, narrativas e culturas políticas se inscrevem em corpos, paisagens, práticas sociais e espacialidades, evidenciando que passado, presente e futuro não se organizam de maneira linear ou homogênea, mas coexistem em tensão. Interessa-nos compreender como memórias, ideologias, sensibilidades e práticas performativas adquirem duração e eficácia histórica ao produzir formas de pertencimento e experiência coletiva que continuamente redefinem os sentidos (simbólicos, materiais e geográficos) atribuídos ao presente.
ST 14
9 de out.
14h–18h
Política ideológica da extrema direita no Brasil e no mundo:
usos do passado, gramáticas de desumanização e formas de violência
Coordenação
Leandro Cabral de Almeida
Pós-doutorando em Ciência Política, UFF
Escopo do simpósio
A ascensão de movimentos, atores políticos, partidos e ideias de extrema direita em diferentes contextos nacionais e transnacionais é um fenômeno recente que tem evidenciado a mobilização de uma política ideológica caracterizada por repertórios que articulam usos do passado, como revisionismos históricos, negacionismos, disputas de memória e narrativas que ressignificam (e falsificam) o passado em função de objetivos políticos do presente.
ST 15
7 de out.
14h–18h
Políticas indigenistas na América Latina:
Estado, disputas e povos indígenas
Coordenação
Stefany Caroline Pantoja Amorim
Mestranda, Universidade Federal de Pelotas
Escopo do simpósio
O indigenismo constitui um campo de relações políticas, sociais e culturais que envolvem discursos, práticas, instituições e políticas destinadas às populações indígenas. Para Ramos (2012), o conceito refere-se ao conjunto de ações e representações produzidas, principalmente, por atores não indígenas que buscam definir, administrar, integrar, salvaguardar ou reconhecer os povos originários.
ST 16
9 de out.
14h–18h
Negacionismo e anticomunismo no século XXI:
ecossistema digital e suas manifestações nas redes sociais
Coordenação
Luís Gustavo Souza Fróes
Mestrando em História Social, Unimontes
Escopo do simpósio
O anticomunismo opera tanto como posicionamento ideológico, mas também como uma forma de reforçar antagonismos e distorções de eventos históricos. Busca-se, assim, demonstrar como as redes sociais, mediadas por algoritmos que privilegiam o engajamento e a polarização política, ampliam significativamente a circulação de conteúdos desinformativos. Esses mecanismos favorecem a formação de bolhas informacionais e intensificam a disseminação de narrativas simplificadas, muitas vezes desvinculadas de evidência histórica.
ST 17
7 de out.
8h–12h
História Política, comunidades tradicionais e povos de terreiro
Coordenação
Ailton da Guia G. Jr. Tim
Unimontes
Marcus V. Souza
Unimontes
Escopo do simpósio
Promover o debate e o avanço das pesquisas em História Política, constituindo-se como espaço de reflexão crítica, troca de experiências e divulgação de estudos sobre pensamento político, movimentos sociais e relações de poder. O foco recai nas dinâmicas históricas envolvendo comunidades tradicionais e povos de terreiro, considerando suas formas de organização, resistência, produção de saberes e atuação política.
ST 18
7 de out.
8h–12h
Direitas em perspectiva:
trajetórias, conceitos e temporalidades
Coordenação
Bruna Giovanna da Silva
Doutoranda, UFJF
Danilo M. L. G. Delgado
Doutorando, UFJF
Gabriel B. Machado
Doutorando, UFJF
Escopo do simpósio
Promover um debate plural, articulando contribuições nacionais e internacionais em torno das experiências históricas e das dimensões conceituais que orientam a produção acadêmica sobre o tema. Busca-se compreender as direitas como fenômenos multifacetados, observando suas dinâmicas ideológicas, organizacionais e mobilizadoras no contexto do pós-Guerra.
ST 19
7 de out.
14h–18h
Jovens e juventudes em movimentos:
da ação política à construção de identidades coletivas no Brasil República
Coordenação
Francisco Y. de Lima Silva
Doutorando em História, UFRPE
Anderson da Silva Felix
Mestrando em História, UFPE
Escopo do simpósio
A realização desse simpósio justifica-se pelo fato das pesquisas sobre jovens e juventudes ainda serem tímidas no campo historiográfico, em relação a áreas como Ciências Sociais, Educação e Psicologia, que possuem uma extensa bibliografia. Historicamente a população jovem tem assumido diferentes papéis sociais nas transformações políticas e culturais, o que revela sua importância para os estudos históricos.
ST 20
7 de out.
8h–12h
História, política e epistemologias americanas:
diálogos entre a literatura e o cinema nos séculos XIX e XX
Coordenação
Candida Victoria P. de Souza
Doutoranda em História Social, Unimontes
Victor Silva Mota
Doutorando em História Social, Unimontes
Gustavo M. Mota
Doutorando, UFJF
Escopo do simpósio
O presente simpósio propõe um debate sobre as representações e projeções quiméricas político-culturais, realizadas no campo literário e cinematográfico, entre os séculos XIX e XX. Deste modo, por meio desta proposta, visamos promover um espaço de discussão entre Literatura, Cinema e História Política, uma vez que, embora o tempo da obra literária, da obra audiovisual e o tempo político operem em temporalidades independentes, suas experiências e expectativas se cruzam em diversos momentos, tanto para quem produz tais obras quanto para quem as consome.
ST 21
9 de out.
14h–18h
Desafios do tempo presente:
História, mídias digitais e narrativas em disputa
Coordenação
Ivo Vinícius da Silva Pires
Mestrando em História do Brasil, UFPI
Ana Victória L. Rocha
Mestranda em História, UFC
M. Eduarda S. Lopes
Mestranda em História do Brasil, UFPI
Escopo do simpósio
O tempo presente configura-se como um verdadeiro palco de tensões sociais e políticas, onde se observa a progressão de ideários ultraconservadores amparados na razão neoliberal, cuja racionalidade desmonta a democracia ao retirar do debate questões fundamentais da vida social, convertendo-as em debates econômicos (Harvey, 2008). Diante disso, surge o questionamento: "Se nosso presente é doravante uma sucessão de flashes, de delírios partidários e de jogos de espelhos, como sair dele para erigi-lo em objeto de investigação histórica?" (Rioux, 1999, p. 41).

