O cuidado começa onde as pessoas estão — e é nesse encontro entre território, vínculo e compromisso que ganha vida o II Congresso Brasiliense de Medicina de Família e Comunidade.
Com o tema “Raízes e Horizontes: onde houver gente, haverá MFC”, o congresso será realizado de 13 a 15 de agosto, na Fiocruz Brasília, que é localizada no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB). O encontro reunirá médicas e médicos de família e comunidade, residentes, estudantes, gestores e pesquisadores em torno de um objetivo comum: fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) e projetar o futuro da Medicina de Família e Comunidade (MFC) no Distrito Federal.
Partindo do compromisso histórico da especialidade com o cuidado integral, longitudinal e centrado nas pessoas, o congresso propõe revisitar as raízes da MFC — sustentadas na relação médico-paciente, no conhecimento do território e no cuidado comunitário — ao mesmo tempo em que se abrem horizontes para responder aos desafios contemporâneos da especialidade e dos sistemas de saúde.
Nesse percurso, o congresso se organiza em torno de três eixos centrais que atravessam toda a programação. Em “A MFC que queremos: Trabalho, Gestão e Fortalecimento”, o debate se volta à formação, às condições de trabalho, aos modelos de gestão e às estratégias necessárias para consolidar e valorizar a especialidade como pilar estruturante do sistema de saúde. Já em “Cuidado Conectado: Inovação e Tecnologias na MFC”, o olhar se direciona ao potencial das tecnologias digitais, da telemedicina e das inovações para ampliar o acesso, qualificar a coordenação do cuidado e fortalecer a comunicação entre equipes e usuários. Por sua vez, “Campos, Águas e Florestas: Cuidado em Saúde e Justiça Socioambiental” amplia a reflexão sobre a relação entre saúde, território e meio ambiente, destacando práticas sensíveis às desigualdades socioambientais e às diversas realidades das populações.
Em diálogo com os desafios do presente, o evento também incorpora a perspectiva da saúde planetária e reafirma, de forma transversal, o compromisso com a equidade, os direitos humanos e a luta pelos direitos das mulheres e populações vulnerabilizadas e contra a violência que acomete tais populações, reconhecendo o papel fundamental da Atenção Primária no acolhimento e no cuidado.
Com uma programação científica diversa — que inclui conferências, mesas-redondas, oficinas e apresentações de trabalhos — o congresso se propõe como um espaço de encontro, troca e construção coletiva, reafirmando que, onde houver pessoas, territórios e comunidades, haverá também a presença essencial da Medicina de Família e Comunidade.