Eixos
Temáticos e Grupos de Trabalho do Evento.
1.
Biogeografia dos meios tropicais em um paradigma de mudanças
climáticas.
Ementa:
O Brasil configura-se como um espaço geográfico predominantemente
intertropical, com características ambientais diversas. Trata-se de
ecossistemas tropicais e subtropicais, contrastantes com elevados
níveis de geodiversidade, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
abundantes. As mudanças climáticas, e agora a emergência
climática, são processos que afetam diretamente esses ecossistemas,
cujas dinâmicas precisam ser estudadas e compreendidas.
GT01
- Biomas intertropicais conhecimento dos biomas e ecossistemas e os
processos de degradação e recuperação. Coordenação: Prof. Dr.
Bartolomeu Israel de Souza (UFPB) e o prof. Dr. Lucas Costa de Souza
Cavalcanti (UFPE).
Ementa:
O GT explora os Biomas intertropicais, abordando o conhecimento de
sua diversidade de ecossistemas e a ecologia de suas espécies. O
foco se dará na discussão dos processos de degradação, suas
causas e consequências para a biodiversidade e os serviços
ecossistêmicos. Serão analisadas as estratégias e técnicas de
recuperação dessas áreas, considerando perspectivas científicas,
tecnológicas e políticas para a conservação e gestão
sustentável.
GT02
- Serviços ecossistêmicos em ecossistemas tropicais e subtropicais.
Coordenação: Prof. Dr. Diógenes Costa (UFRN) e Ms. Marcelo Luis Rakssa (doutorando UFSC)
Ementa:
Os ecossistemas são responsáveis pela prestação de diversos e
importantes serviços que beneficiam as populações humanas de
maneira direta ou indireta, através dos processos ecológicos e
estrutura biofísica. Portanto, faz-se de suma importância a
compreensão da relevância e dos fatores geradores destes serviços,
assim como das interrelações entre as atividades humanas e o
equilíbrio ambiental dos ecossistemas.
2.
Biogeografia corológica e ecológica: distribuições, causas e
efeitos das mudanças climáticas.
Ementa:
A Biogeografia propõe analisar, avaliar, prevenir ou explicar as
variadas distribuições biológicas, assim como suas causas e
consequências, sob perspectivas corológica e ecológica. Nesse
contexto, tanto a Biogeografia histórica quanto a Biogeografia
preditiva desempenham um papel de destaque na ampliação dos
horizontes da ciência e do conhecimento, em especial no contexto da
emergência climática.
GT03
– Biogeografia Histórica, Paleobiogeografia e Biogeomorfologia.
Coordenadores: Prof.ª Dra. Lidia Aumond Kuhn (UFPR) e Prof. Dr.
Gustavo Luis Schacht (UFRB).
Ementa:
Entender como processos históricos, biológicos e geomorfológicos
moldam a distribuição dos seres vivos e das paisagens ao longo do
tempo constitui um dos fundamentos da Biogeografia. Essas relações
permitem investigar padrões espaciais da biodiversidade,
compreendendo sua origem e evolução, bem como a influência dos
fatores biológicos e geomorfológicos na configuração das
paisagens. Nesse contexto, o GT03 propõe discutir essas relações
em diferentes escalas temporais e espaciais.
GT04
- Biogeografia corológica e ecológica: distribuições, causas e
efeitos das mudanças climáticas Coordenadores: Prof.ª Dra. Gisele
Leite de Lima Primam (UFFS) e Prof. Dr. Pedro Germano dos Santos
Murara (UFFS).
Ementa:
Este GT propõe-se a analisar, avaliar, prevenir e explicar as
diferentes distribuições biológicas, bem como suas causas e
consequências, sob perspectivas corológica e ecológica. Nesse
contexto, tanto a Biogeografia histórica quanto a Biogeografia
preditiva desempenham papel fundamental na ampliação dos horizontes
científicos, especialmente diante dos desafios impostos pela atual
emergência climática.
GT13 - Ecologia, biologia e biotecnologia de criptógamas. Coordenadoras: Profª Dra. Eugenia Cristina Gonçalves Pereira (UFPE) e Profª. Dra. Maria de Lourdes Lacerda Buril (UFPE)
Ementa: Neste GT trataremos de aspectos ambientais e biotecológicos, no ponto de vista da ciência pura ou aplicada, com estudos desenvolvidos com fungos, algas, liquens, briófitas, pteridófitas e mixomicetos.
3.
Paisagens e ecossistemas culturais e o papel socioambiental da
Biogeografia no século XXI.
Ementa:
As paisagens que apresentam aspectos contrastantes, em especial com
as modificações e alterações humanas, de modo que algumas se
configuram como verdadeiros centros de biodiversidade e outras como
paisagens alteradas, e ainda outras muito degradadas. Entendemos que
a biodiversidade, hoje, também depende da sociodiversidade e do
cuidado humano. Diante dessa realidade, o papel da biogeografia, seus
estudos, pesquisas e trabalhos são fundamentais para entender e
explicar a necessária equidade socioambiental, bem como a busca por
uma justiça ambiental.
GT05
- Biogeografia em Ambientes Urbanos. Coordenadora: Prof.ª. Dra. Patrícia
Fernandes Paula-Shinobu (UEL); Stelly Brenda Pinho Petile (Mestranda UEL).
Ementa:
A Biogeografia em Ambientes Urbanos analisa a presença e resistência
da natureza nas cidades, com foco na arborização, nas áreas verdes
e nos estudos de animais sinantrópicos. Estuda as relações
espaço-temporais entre o uso do solo e a distribuição da biota,
que influenciam os fluxos de matéria e energia em ecossistemas
urbanos híbridos que integram dimensões ecológicas, biológicas,
culturais e de saúde. As áreas verdes, fundamentais à qualidade
ambiental, regulam o clima, o ciclo hidrológico e promovem o
bem-estar físico, mental e social.
GT06
- Biogeografia da Saúde. Coordenadora: Prof.ª Dra. Sarah Lawall
(UFRRJ).
Ementa:
A Biogeografia da saúde investiga a relação entre a distribuição
espacial dos fenômenos de saúde e doenças, relacionando-os aos
fatores ambientais, biológicos, ecológicos e sociais que
influenciam essa distribuição. A partir da interdisciplinaridade
que envolve princípios da Biogeografia, Epidemiologia, Geografia da
Saúde e Ciências Ambientais, nas suas aplicações teóricas e
práticas, a biogeografia da saúde busca compreender a distribuição
geográfica de vetores e patógenos, as relações entre fatores
ecológicos e sociais na determinação da saúde das populações, a
dinâmica espacial das doenças, como exemplo, as pandemias; e por
fim, os impactos das mudanças climáticas globais sobre os padrões
de saúde e ambiente.
GT07
– Etnoconservação e Biogeografia cultural. Coordenadoras: Prof.ª
Dra. Sofia Zank (UFSC) e Profª. Ms. Juliane Magagnin Da Soller
(UFSC).
A
etnoconservação e a biogeografia cultural investigam as relações
entre os seres humanos e a biodiversidade, assim como a influência
humana nas alterações e recuperações das paisagens. Reforçam a
importância de abordagens colaborativas e interculturais na
conservação da natureza, especialmente através do reconhecimento
de outros sistemas de conhecimentos, como as ciências indígenas e
tradicionais. Neste sentido, o GT busca impulsionar a discussão de
temas relacionados à integração de conhecimentos e práticas
tradicionais na conservação da sociobiodiversidade, à resiliência
socioecológica, à r-existência social, ao uso e domesticação de
espécies e paisagens, entre outras temáticas que relacionam a
influência cultural sobre a biodiversidade e paisagens.
GT08
– Racismo ambiental e diálogos contracoloniais. Coordenadores:
Profª. Dra. Rita Montezuma – UFF e Prof. Dr. Lindberg Nascimento
Júnior – UFSC).
Reflexões
sobre o racismo ambiental e os avanços na luta por equidade social e
justiça racial, ambiental e climática diante das transformações
associadas ao Antropoceno, ao Capitaloceno e ao Necroceno. Nesse
sentido, o debate propõe correlacionar e integrar a biogeografia às
abordagens críticas da geografia, como a Geografia Física Crítica
e a Geografia Negra, reforçando o papel da ciência geográfica na
construção de epistemologias comprometidas com processos justos e
de (re)existência das populações negras, quilombolas e indígenas.
4.
Análise do atual estado, conservação e recuperação das paisagens
e ecossistemas: métodos, práticas, aplicações, técnicas e
iniciativas:
Ementa:
A Biogeografia tem se posicionado a buscar resolver problemas
específicos relacionados com a conservação das espécies e a
restauração dos ecossistemas impactados pelas atividades humanas.
Essa ciência tem valorizado as experiências específicas no campo
da restauração e conservação socioambiental, a fim de gerar novos
métodos aplicados.
GT09
- Biogeografia e as áreas protegidas. Coordenadores: Profª Dra.
Márcia Berretta (UERGS) e Prof. Ms. Vinicius Boneli Vieira (UFDPAR).
Este
Grupo de Trabalho aborda a Biogeografia da Conservação e a Gestão
de Áreas Protegidas a partir dos princípios biogeográficos
(distribuição de espécies, teoria de ilhas, conectividade). O
debate abrange a convivência com espécies ameaçadas e a
identificação de territórios de vida. O objetivo é integrar
saberes ecológicos, geográficos e tradicionais para promover
práticas de conservação adaptativas, eficazes e culturalmente
significativas frente às mudanças ambientais.
GT10
- Geoecologia
da paisagem aplicada à conservação; Análise e métricas da
paisagem. Coordenadores:
Prof. Dr. Erico Porto Filho (UFSC) e Prof. Dr. Roberto Fabris Goerl
(UFSC).
A
aplicação da Geoecologia da Paisagem no campo da conservação tem
permitido a integração teórico-metodológica entre as abordagens
geográficas e ecológicas, promovendo uma compreensão da estrutura
e das funções da paisagem, por meio de diferentes métodos e
técnicas, onde se destaca o uso de dados espaciais em ambiente SIG,
o que permite a análise de métricas em múltiplas escalas espaciais
e temporais viabilizando a formulação de ordenamentos territoriais
e ambientais que respeitam os parâmetros legais estabelecidos para
unidades de planejamento, como as unidades de conservação e as
bacias hidrográficas. Assim, a geoecologia da paisagem aplicada à
conservação contribui significativamente para a tomada de decisões
fundamentadas no diagnóstico ambiental integrado e no manejo
sustentável dos recursos territoriais.
5.Educação
Geográfica e Biogeografia: estudos de paisagens e biodiversidade.
Ementa:
As experiências de ensino, pesquisa e extensão no campo da Educação
Geográfica e da Biogeografia são fundamentais no processo de
formação e na formação continuada. Portanto é fundamental
sistematizar experiências e reflexões que articulam a educação
geográfica na perspectiva da biogeografia. Compreende-se as
interações entre sociedade e natureza como processo histórico e
cultural, onde é necessário valorizar a pluralidade de saberes e a
diversidade sociocultural na construção de práticas educativas
críticas, emancipatórias e participativas.
GT11
- Biogeografia no Ensino da Geografia Física. Coordenadoras: Prof.ª
Dra. Edileuza Dias de Queiroz (UFRRJ) e Prof.ª Dra. Kalina Salaib
Springer (UFSC).
O
ensino da natureza, das paisagens, seus elementos e sua relação com
as sociedades integram, historicamente, o conhecimento geográfico
escolar. E, na atualidade, as mudanças climáticas e o aumento
dos desastres naturais a ela associados trazem uma série de
consequências tanto para a sociedade quanto para a natureza. Nessa
perspectiva, ensino de conteúdos relacionados à Geografia Física,
contribui com conhecimentos conceituais, entendimento dos processos e
dinâmicas da natureza e da sociedade de modo integrado e suas
multiescalaridades. Assim, a proposta deste GT tem por objetivo
reunir estudos que reflitam a partir da biogeografia, os impactos das
mudanças climáticas, da perda da biodiversidade, e outros processos
sobre as paisagens e as sociedades.
GT12
- Educação Ambiental e Extensão em Biogeografia. Coordenadora:
Prof.ª Dra. Karine Vargas (UFRRJ) e Prof.ª Dra. Larissa Monteiro Rafael (UFPE).
Ementa:
O GT abrange debates da biogeografia e sua interdisciplinaridade, a
partir da interface com a educação ambiental, com foco na extensão
universitária, envolvendo metodologias participativas,
práticas extensionistas em comunidades urbanas, rurais e
tradicionais, bem como o uso de ferramentas geotecnológicas,
cartográficas e etnoecológicas no fortalecimento da cidadania
socioambiental em ambientes formais e não formais de ensino.