GT 01 – A PROMOÇÃO DOS DIREITOS
HUMANOS DAS MIGRAÇÕES EM TERRITÓRIOS TRANSFRONTEIRIÇOS
Coordenadores:
Prof. Ms. Amilton
de Lima Barbosa
– Mestre em Educação/PPGE-UERR/IFRR.
Ms. Angel
Gregorio Martinez Rios –Mestrando do PPGSOF/UFRR.
Prof. Dr. Edilson
Nunes dos Santos Junior – Estágio pós-doutoral do PPGSOF/UFRR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo:
A promoção dos direitos humanos de
populações migrantes em territórios transfronteiriços é um tema de crescente
relevância no cenário atual, especialmente considerando o contexto brasileiro
roraimense, integrante do cenário da tríplice fronteira Brasil-Guiana-Venezuela,
posição geograficamente estratégica no Norte do país. A diversidade das
culturas e a dinâmica de fluxos migratórios exigem uma abordagem que não apenas
reconheça, mas também que proteja e efetive os direitos dos migrantes, sejam
eles nacionais ou estrangeiros, ainda mais em contextos transfronteiriços. A
proposta deste grupo de trabalho é investigar e propor estratégias que garantam
a dignidade, a segurança e o bem-estar de todos os indivíduos que atravessam
fronteiras nacionais e internacionais, promovendo um ambiente de respeito e
inclusão às diferenças do outro. É fundamental que a discussão aborde as
especificidades dos direitos humanos dos migrantes, desde as perspectivas
sociais, legais e econômicas, considerando as diferentes realidades enfrentadas
por aqueles que buscam melhores condições de vida. Deliberando sobre as
políticas públicas existentes, sua eficácia e os desafios que ainda persistem,
como a reprodução da xenofobia, da discriminação e da vulnerabilidade social.
Além disso, é essencial fomentar a acolhida e a sensibilização da sociedade
civil acerca da importância de uma abordagem humanitária e respeitosa em
relação aos migrantes, estimulando a empatia e a solidariedade. Outro aspecto a
ser considerado é a colaboração interinstitucional entre as esferas de
governos, organizações não governamentais e a sociedade civil para a construção
de redes de apoio que garantissem o acesso a serviços essenciais, como saúde,
educação e assistências sociais e jurídicas. O fortalecimento de parcerias
transfronteiriças é crucial para criar um ambiente mais seguro e acolhedor para
os migrantes, promovendo sua integração e participação ativa nas comunidades e
diminuir, assim, as possibilidades de violação dos direitos deste grupo social
fragilizado.
Resumen:
La promoción de los
derechos humanos de las poblaciones migrantes en territorios transfronterizos
es un tema de creciente relevancia en el escenario actual, especialmente
considerando el contexto brasileño de Roraima, integrante del escenario de la
triple frontera Brasil-Guayana-Venezuela, una posición geográficamente
estratégica en el Norte del país. La diversidad de las culturas y la dinámica
de los flujos migratorios exigen un enfoque que no solo reconozca, sino que
también proteja y efectúe los derechos de los migrantes, ya sean nacionales o
extranjeros, más aún en contextos transfronterizos. La propuesta de este grupo
de trabajo es investigar y proponer estrategias que garanticen la dignidad, la
seguridad y el bienestar de todos los individuos que cruzan fronteras
nacionales e internacionales, promoviendo un ambiente de respeto e inclusión
hacia las diferencias del otro. Es fundamental que la discusión aborde las
especificidades de los derechos humanos de los migrantes, desde las
perspectivas sociales, legales y económicas, considerando las diferentes
realidades enfrentadas por aquellos que buscan mejores condiciones de vida.
Deliberando sobre las políticas públicas existentes, su eficacia y los desafíos
que aún persisten, como la reproducción de la xenofobia, la discriminación y la
vulnerabilidad social. Además, es esencial fomentar la acogida y la
sensibilización de la sociedad civil acerca de la importancia de un enfoque
humanitario y respetuoso hacia los migrantes, estimulando la empatía y la solidaridad.
Otro aspecto a considerar es la colaboración interinstitucional entre las
esferas de gobierno, las organizaciones no gubernamentales y la sociedad civil
para la construcción de redes de apoyo que garanticen el acceso a servicios
esenciales, como salud, educación y asistencia social y jurídica. El
fortalecimiento de alianzas transfronterizas es crucial para crear un ambiente
más seguro y acogedor para los migrantes, promoviendo su integración y
participación activa en las comunidades y disminuyendo, así, las posibilidades
de violación de los derechos de este grupo social vulnerable.
GT 02 – ANTROPOLOGIAS EM
RORAIMA: ETNOGRAFIAS DO CONTEMPORÂNEO, DIREITOS DIFERENCIADOS E OUTRAS
EXPERIMENTAÇÕES
Coordenadores:
Prof. Dr. Fernando
José Ciello – Professor no Instituto de Antropologia/UFRR, PPGANTS/UFRR e
ProfSAÚDE (UFRR/FIOCRUZ).
Prof. Dr. Jose
Manuel Flores López – Professor no Instituto de Antropologia/UFRR e
PPGANTS/UFRR.
Profª. Drª.
Manuela Souza Siqueira Cordeiro – Professora no Instituto de Antropologia/UFRR
e PPGANTS/UFRR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
O
grupo de trabalho “Antropologias em Roraima: etnografias do contemporâneo,
direitos diferenciados e outras experimentações” pretende reunir pesquisas
concluídas ou em andamento que dialoguem com o universo conceitual e
metodológico da antropologia, com foco especial na Amazônia brasileira e,
particularmente, no estado de Roraima. Tal proposta, realizada pela terceira
vez em eventos da Universidade Federal de Roraima, busca dar continuidade ao
fortalecimento da comunidade de antropólogos/as que atuam no extremo-norte ou a
partir dele, bem como de quaisquer pesquisadores/as envolvidos com práticas
etnográficas e com a produção de conhecimento em antropologia.
Interessa-nos
discutir como as etnografias realizadas em Roraima e na Amazônia revelam formas
singulares de habitar o mundo: seja por meio das experiências de povos
indígenas e comunidades tradicionais, dos movimentos migratórios e processos de
refúgio, das relações urbanas e fronteiriças, ou das lutas por direitos
diferenciados e reconhecimento. O GT pretende também abrir espaço para
reflexões sobre as práticas e desafios da própria etnografia — suas implicações
éticas, suas mediações políticas e suas possibilidades de diálogo com outras
formas de produção de saber e de existência.
São
bem vindas as propostas que dialoguem, embora não exclusivamente, com temas
tais como: fronteiras e mobilidades; território e territorialidades; povos
tradicionais; saúde, corpo e corporalidade; conflitos, disputas e negociações;
urbanidades e processos de patrimonialização; processos identitários; direitos
diferenciados; etnografias sobre o contemporâneo; gênero e sexualidades; novas
estratégias e metodologias de pesquisa; antropologia como prática profissional
– laudos antropológicos, perícias e consultorias; etnografias em instituições,
entre vários outros temas que representam a diversidade sociocultural e a
pluralidade das experiências antropológicas. O GT busca, assim, promover um
diálogo entre experiências de pesquisa situadas e reflexões teóricas que
interroguem os modos de produção de conhecimento antropológico a partir do
contexto local e regional.
Resumen
El grupo de trabajo "Antropologías en Roraima:
etnografías de lo contemporáneo, derechos diferenciados y otras
experimentaciones" pretende reunir investigaciones concluidas o en curso
que dialoguen con el universo conceptual y metodológico de la antropología, con
especial enfoque en la Amazonía brasileña y, particularmente, en el estado de
Roraima. Esta propuesta, realizada por tercera vez en eventos de la Universidad
Federal de Roraima, busca dar continuidad al fortalecimiento de la comunidad de
antropólogos/as que actúan en el extremo norte o a partir de él, así como de
cualquier investigador/a involucrado/a con prácticas etnográficas y con la
producción de conocimiento en antropología. Nos interesa discutir cómo las
etnografías realizadas en Roraima y en la Amazonía revelan formas singulares de
habitar el mundo: sea a través de las experiencias de pueblos indígenas y
comunidades tradicionales, de los movimientos migratorios y procesos de
refugio, de las relaciones urbanas y fronterizas, o de las luchas por derechos
diferenciados y reconocimiento. El GT pretende también abrir espacio para
reflexiones sobre las prácticas y desafíos de la propia etnografía —sus
implicaciones éticas, sus mediaciones políticas y sus posibilidades de diálogo
con otras formas de producción de saber y de existencia. Son bienvenidas las propuestas que dialoguen, aunque
no exclusivamente, con temas tales como: fronteras y movilidades; territorio y
territorialidades; pueblos tradicionales; salud, cuerpo y corporalidad;
conflictos, disputas y negociaciones; urbanidades y procesos de
patrimonialización; procesos identitarios; derechos diferenciados; etnografías
sobre lo contemporáneo; género y sexualidades; nuevas estrategias y
metodologías de investigación; antropología como práctica profesional –
informes antropológicos, pericias y consultorías; etnografías en instituciones,
entre muchos otros temas que representan la diversidad sociocultural y la
pluralidad de las experiencias antropológicas. El GT busca, así, promover un
diálogo entre experiencias de investigación situadas y reflexiones teóricas que
interroguen los modos de producción de conocimiento antropológico a partir del
contexto local y regional.
GT 03 – COTIDIANO E QUESTÕES URBANAS
Coordenadoras:
Profª.
Drª. Joani Silvana Capiberibe de Lyra – Professora Associada II do curso de
Ciências Sociais (UFRR).
Profª.
Ms. Claudia Helena Campos Nascimento – Professora do Departamento de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
MODALIDADE
DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
A
intenção deste GT é reunir trabalhos das diferentes áreas de conhecimento que
tratem do impacto adverso da urbanização no cotidiano da população e nas
dinâmicas e processos específicos do desenvolvimento das cidades. Embora a
urbanização proporcione oportunidades, ela também gera desigualdades e
apresenta desafios, seja no que diz respeito ao desemprego, habitação,
saneamento, acesso à saúde e educação, poluição ambiental, transporte,
violência, pobreza, alimentação, riscos ambientais, entre outros que podem ser
investigados no ambiente acadêmico.
O GT
recupera uma conexão entre a Sociologia Urbana e o Urbanismo, que é essencial e
antiga, pois expande o entendimento desses campos. O Urbanismo, que emergiu
como um conceito durante as tensões da Revolução Industrial, no século XIX,
estava voltado para a análise do espaço urbano. No mesmo período, teóricos
focavam nas características do papel das sociedades na formação do espaço. Por
várias décadas, pode-se afirmar, a Sociologia manteve-se alinhada com os
conceitos do Positivismo de Auguste Comte, impulsionando o Urbanismo em uma
visão pragmática da produção do espaço que, em grande medida, solidificou os
fundamentos do Urbanismo contemporâneo.
A
Escola de Chicago, desde os primórdios do século XX, introduziu uma relevante
transformação no panorama e na abordagem dos estudos sociológicos ao reconhecer
a significância dos agentes sociais atuantes na constituição do espaço urbano.
Esta transformação epistemológica possibilitou que os estudos urbanos
atingissem uma nova visão crítica, que por sua vez, levou a uma nova abordagem
projetual e de planejamento urbano. No
cenário amazônico, têm sido realizados esforços para entender o espaço urbano e
realizar estudos teóricos nessa área, com uma aproximação evidente entre os
cursos de Ciências Sociais e Arquitetura e Urbanismo. Isso garante a geração de
conhecimento através da sistematização de atividades de campo, viagens de
estudo e estudos comparativos, que englobam outras realidades urbanas - tanto
da Amazônia quanto do Brasil - na avaliação do conceito de Cidade, em suas
diversas facetas. Paralelamente
a esse processo, a preocupação sobre as formas de preservação de memórias da
cidade gerou um campo que dialoga com as questões urbanas, onde o pertencimento
e identidade cultural se fortalecem, a partir da existência ou ausência de
suportes referenciais da sociedade.
Resumen
La intención de este GT es reunir trabajos de las
diferentes áreas de conocimiento que traten del impacto adverso de la
urbanización en la cotidianidad de la población y en las dinámicas y procesos
específicos del desarrollo de las ciudades. Aunque la urbanización proporcione
oportunidades, también genera desigualdades y presenta desafíos, ya sea en lo
que se refiere al desempleo, vivienda, saneamiento, acceso a la salud y
educación, contaminación ambiental, transporte, violencia, pobreza,
alimentación, riesgos ambientales, entre otros que pueden ser investigados en
el ámbito académico.
El GT recupera una conexión entre la Sociología Urbana
y el Urbanismo, que es esencial y antigua, pues expande la comprensión de estos
campos. El Urbanismo, que emergió como un concepto durante las tensiones de la
Revolución Industrial, en el siglo XIX, estaba volcado al análisis del espacio
urbano. En el mismo período, teóricos se enfocaban en las características del
papel de las sociedades en la formación del espacio. Durante varias décadas,
puede afirmarse, la Sociología se mantuvo alineada con los conceptos del
Positivismo de Auguste Comte, impulsando al Urbanismo hacia una visión
pragmática de la producción del espacio que, en gran medida, solidificó los
fundamentos del Urbanismo contemporáneo.
La Escuela de Chicago, desde los inicios del siglo XX,
introdujo una relevante transformación en el panorama y en el enfoque de los
estudios sociológicos al reconocer la significancia de los agentes sociales
actuantes en la constitución del espacio urbano. Esta transformación
epistemológica posibilitó que los estudios urbanos alcanzaran una nueva visión
crítica, que a su vez, llevó a un nuevo enfoque proyectual y de planificación
urbana. En el escenario amazónico, se han realizado esfuerzos
para entender el espacio urbano y llevar a cabo estudios teóricos en esta área,
con una aproximación evidente entre los cursos de Ciencias Sociales y
Arquitectura y Urbanismo. Esto garantiza la generación de conocimiento a través
de la sistematización de actividades de campo, viajes de estudio y estudios
comparativos, que engloban otras realidades urbanas – tanto de la Amazonía como
de Brasil – en la evaluación del concepto de Ciudad, en sus diversas facetas. Paralelamente a este
proceso, la preocupación sobre las formas de preservación de las memorias de la
ciudad generó un campo que dialoga con las cuestiones urbanas, donde el sentido
de pertenencia y la identidad cultural se fortalecen, a partir de la existencia
o ausencia de soportes referenciales de la sociedad.
GT
04 – DIREITOS HUMANOS E ACESSO À JUSTIÇA
Coordenadoras:
Profª. Drª. Priscilla
Cardoso Rodrigues – Professora Adjunta do curso de Direito da UFRR.
Profª. Drª. Cristina
Leite Lopes Cardoso – Coordenadora do NPJDH/UFRR.
Ms. Jeane
Magalhães Xaud – Defensora Pública Estadual/RR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
O
desafio de ampliar o acesso à justiça envolve não apenas a diminuição das
barreiras de entrada no sistema jurídico, mas também a criação de mecanismos
capazes de equilibrar as condições visando a equidade. Neste sentido,
evidencia-se a necessidade de grupos especializados para a promoção de Direitos
Humanos nas diversas instituições, principalmente nas instituições de ensino
superior. Nestas, o alinhamento de ensino, pesquisa e extensão voltados à
construção de conhecimentos a partir do diálogo com coletivos, organizações e
movimentos sociais permite a produção de perspectivas epistemológicas e
metodológicas com claros objetivos de concretização de direitos humanos. A
sensibilização acerca desses direitos é crucial para a redução das
desigualdades, para a prevenção e enfrentamento a situações de violências e
violações de direitos e garantia do acesso à justiça. Na área afeta à temática
do evento “I Seminário de Direitos humanos e Populações Privadas de Liberdade;
I Ciclo de Debates do Programa Reatando Laços; IV Colóquio Sociedade e
Fronteiras e o I Colóquio em Antropologia e Direitos Humanos”, o presente GT
visa discutir criticamente as diversas ações que tocam à questão prisional, bem
como promover um espaço de diálogo e cooperação entre pesquisas e iniciativas
que tratem da temática de acesso à justiça e direitos humanos de forma mais
ampla, a fim de promover reflexões e práticas mais justas e igualitárias, que
contribuam para a realização efetiva de direitos de grupos vulnerabilizados e
historicamente invisibilizados.
Resumen
El desafío de ampliar
el acceso a la justicia implica no solo reducir las barreras de ingreso al
sistema jurídico, sino también crear mecanismos capaces de equilibrar las
condiciones con vistas a la equidad. En este sentido, se evidencia la necesidad
de contar con grupos especializados en la promoción de los derechos humanos en
las más distintas instituciones, principalmente en las instituciones de
educación superior. En estas, la articulación de la docencia, la investigación
y la extensión orientadas a la construcción de conocimientos a partir del
diálogo con colectivos, organizaciones y movimientos sociales permite la
producción de perspectivas epistemológicas y metodológicas con objetivos claros
de concretización de los derechos humanos. La sensibilización sobre estos
derechos es crucial para reducir las desigualdades, prevenir y enfrentar
situaciones de violencias y violaciones de derechos y garantizar el acceso a la
justicia. En el ámbito relacionado con la temática del evento «I Seminario de
Derechos Humanos y Poblaciones Privadas de Libertad; I Ciclo de Debates del
Programa Reatando Laços; IV Coloquio Sociedad y Fronteras y I Coloquio en
Antropología y Derechos Humanos», el presente GT tiene como objetivo debatir
críticamente las diversas acciones que afectan a la cuestión penitenciaria, así
como promover un espacio de diálogo y cooperación entre investigaciones e
iniciativas que traten el tema del acceso a la justicia y los derechos humanos
de manera más amplia, con el fin de promover reflexiones y prácticas más justas
e igualitarias, que contribuyan a la realización efectiva de los derechos de
los grupos vulnerables e históricamente invisibilizados.
GT 05 – DIREITOS HUMANOS E INTERCULTURALIDADE: EM
DIFERENTES ESPAÇOS DE CONSTRUÇÃO DE SABERES
Coordeandras/es:
Profª. Drª. Mariana
Pereira – Antropóloga e Professora do PPGSOF/UFRR.
Ms. María de los
Milagros Camacho de la Cruz – Antropóloga e Doutoranda PPGAS/UFG.
Dr. Ivan G. Deance B.
y T. – Doutor em História e Etnohistoria / México.
Ms. Ângela Karine
Mota – Assistente Social e egressa do PPGSOF/UFRR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: VIRTUAL
Resumo
Neste
Grupo de Trabalho/GT pretende-se discutir sobre processos educativos que
ocorrem nas relações sociais em espaços em que os Direitos Humanos/DH enquanto
direitos jurídicos, políticos e simbólicos são reivindicados. A ideia é pensar
que os DH são definidos como: “(,,,) frutos da luta pelo reconhecimento,
realização e universalização da dignidade humana. Histórica e socialmente
construídos, dizem respeito a um processo em constante elaboração, ampliando o
reconhecimento de direitos face às transformações ocorridas nos diferentes
contextos sociais, históricos e políticos.” (Parecer CNE/08/2012). E nesse
recorte explicar que o campo acadêmico de nosso diálogo é a Antropologia. Fazer
uma abordagem da Interculturalidade crítica, implica o reconhecimento dos
saberes, as práticas e os sistemas normativos dos povos originários e
comunidades tradicionais como legítimos em si, e não como subordinados. Neste
sentido falar dos Direitos Humanos em contextos marcados pelos colonialismos
históricos e contemporâneos na perspectiva de Silvia Rivero Cusicanqui, “não
pode haver discurso decolonizador sem prática descolonizadora”, ou seja, a
transformação não só basta no plano ideológico, ele exige ações concretas e
coerentes nos territórios dos povos que lutam e resistem a colonialidade. Falando
desde o nosso espaço de fronteira não apenas como uma divisão geográfica, mas
como um espaço vivo de saberes, trocas e negociações, experiências que
vivenciamos no cotidiano, e que pretendemos romper com o universalismo
abstrato, construindo pontes que entrelacem esses saberes, criando um
território de possiblidades, reconhecendo a Interculturalidade além do conceito
como uma prática que solidifique as relações, entrelaçando o respeito aos
Direitos Humanos. A proposta é promover o respeito e a valorização das
diversidades nos diferentes espaços de construção de saberes. Reconhecemos que
a interculturalidade se torna ainda más urgente em tempos marcados por fluxos
migratórios intensos, o que desafia a gerar novas formas de convivência, sendo
fundamental propor instrumentos que nos permitam repensar nas dinâmicas
sociais, especialmente nas escolas onde tem se promovido a aprendizagem de
outras línguas o que vai permitir a relação entre as culturas. Ao fomentar
essas relações interculturais temos um caminho na reafirmação dos Direitos
Humanos como uma base ética para uma sociedade plural. Uma das propostas é
incorporar a oralidade nos processos de interculturalidade na educação como uma
forma de comunicação que transmite cultura de forma autêntica e significativa
na troca de experiências e memórias, servindo também como ferramenta na
preservação cultural onde a voz é o caminho para entrelaçar a identidade e a
tradição.
Resumen
En este Grupo de Trabajo (GT) se propone discutir los procesos
educativos que ocurren en las relaciones sociales dentro de espacios donde los
Derechos Humanos (DH), como derechos jurídicos, políticos y simbólicos, son
reivindicados. La idea es reflexionar sobre los DH como: “(...) frutos de la
lucha por el reconocimiento, realización y universalización de la dignidad
humana. Históricamente y socialmente construidos, se refieren a un proceso en
constante elaboración, ampliando el reconocimiento de derechos frente a las
transformaciones ocurridas en los diferentes contextos sociales, históricos y
políticos.” (Dictamen CNE/08/2012). Desde este enfoque, se explica que el campo
académico de nuestro diálogo es la Antropología. Abordar la interculturalidad
crítica implica reconocer los saberes, prácticas y sistemas normativos de los
pueblos originarios y comunidades tradicionales como legítimos en sí mismos, y
no como subordinados. En este sentido, hablar de Derechos Humanos en contextos
marcados por colonialismos históricos y contemporáneos, desde la perspectiva de
Silvia Rivera Cusicanqui, significa entender que “no puede haber discurso
descolonizador sin práctica descolonizadora”; es decir, la transformación no
basta en el plano ideológico, exige acciones concretas y coherentes en los
territorios de los pueblos que luchan y resisten a la colonialidad.
Hablamos desde nuestro espacio de frontera no solo como una división
geográfica, sino como un espacio vivo de saberes, intercambios y negociaciones,
experiencias que vivimos cotidianamente y que buscan romper con el
universalismo abstracto, construyendo puentes que entrelacen estos saberes,
creando un territorio de posibilidades, reconociendo la interculturalidad más
allá del concepto, como una práctica que fortalezca las relaciones,
entrelazando el respeto a los Derechos Humanos. La propuesta es promover el
respeto y la valorización de las diversidades en los diferentes espacios de
construcción de saberes. Reconocemos que la interculturalidad se vuelve aún más
urgente en tiempos marcados por intensos flujos migratorios, lo que nos desafía
a generar nuevas formas de convivencia. Es fundamental proponer instrumentos
que nos permitan repensar las dinámicas sociales, especialmente en las
escuelas, donde se ha promovido el aprendizaje de otras lenguas, lo cual
facilita la relación entre culturas. Al fomentar estas relaciones interculturales, se abre un camino para
reafirmar los Derechos Humanos como base ética de una sociedad plural. Una de
las propuestas es incorporar la oralidad en los procesos de interculturalidad
en la educación, como una forma de comunicación que transmite cultura de manera
auténtica y significativa en el intercambio de experiencias y memorias. La
oralidad también sirve como herramienta para la preservación cultural, donde la
voz es el camino para entrelazar identidade y tradición.
GT 06 – DIREITOS HUMANOS,
SENSIBILIDADES LOCAIS E AÇÕES AFIRMATIVAS
Coordenadores:
Prof. Dr. Amarildo
Ferreira Júnior – professor do IFRR; PPGSOF/UFRR.
Prof. Dr. Marcos
Antonio de Oliveira – professor do ProfEPT/IFRR; ProfHistória/UFRR; PPGSOF/UFRR.
Profª. Drª. Valeria
Patricia Araujo Silva – professor do IFRR.
MODALIDADE
DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
A
história da Amazônia brasileira é marcada por dinâmicas de ocupação,
intervenção e expansão capitalista que têm colocado a região como área de
sacrifício em que emergem conflitos socioambientais em variados níveis, escalas
e amplitude e com diferentes consequências para os direitos humanos e as
condições de vida de seus povos e comunidades tradicionais, sua
sociobiodiversidade e suas economias populares e tradicionais. Buscando
realizar in(ter)ferências intelectuais e práticas nessa realidade
histórico-social, este Grupo de Trabalho tem por objetivo abrigar discussões
que realizem o estudo crítico das relações sociais produzidas na região e de
suas influências nos principais conflitos socioambientais, direitos humanos,
ações afirmativas e práticas de produção e apropriação material e simbólica de
suas cidades, comunidades, florestas, lavrados, quilombos, rios, serras,
várzeas, vilas e demais territórios. Buscamos congregar trabalhos que coloquem
em discussão, a partir de concepções críticas e das diferentes experiências
amazônicas, os entendimentos consagrados em relação à formação e às relações
econômico-sociais nos territórios da região, o desenvolvimento e suas críticas,
e os processos de construção de identidades regionais. Interessam-nos,
portanto, pesquisas em andamento ou concluídas, bem como relatos de trabalhos
sociais ou de projetos de extensão, especialmente se resultantes de elaborações
compartilhadas e em colaboração com os coletivos, as comunidades e os povos da
região, que enfatizem os contextos interativos e as sensibilidades locais nas
diferentes experiências de direitos humanos, ações afirmativas e práticas
socioambientais amazônicas.
Resumen
La historia de la
Amazonía brasileña está marcada por dinámicas de ocupación, intervención y
expansión capitalista que han posicionado a la región como un área de
sacrificio, donde emergen conflictos socioambientales en diversos niveles,
escalas y amplitudes, con diferentes consecuencias para los derechos humanos y
las condiciones de vida de sus pueblos y comunidades tradicionales, su
sociobiodiversidad y sus economías populares y tradicionales. Con el objetivo
de realizar in(ter)venciones
intelectuales y prácticas en esta realidad histórico-social, este Grupo
de Trabajo tiene como propósito albergar discusiones que realicen el estudio
crítico de las relaciones sociales producidas en la región y de sus influencias
en los principales conflictos socioambientales, los derechos humanos, las
acciones afirmativas y las prácticas de producción y apropiación material y
simbólica de sus ciudades, comunidades, bosques, sabanas (lavrados), quilombos,
ríos, sierras, llanuras aluviales (várzeas), villas y demás territorios.
Buscamos congregar trabajos que pongan en discusión, a partir de concepciones
críticas y de las diferentes experiencias amazónicas, los entendimientos
consagrados en relación con la formación y las relaciones económico-sociales en
los territorios de la región, el desarrollo y sus críticas, y los procesos de
construcción de identidades regionales. Por lo tanto, nos interesan
investigaciones en curso o concluidas, así como relatos de trabajos sociales o
de proyectos de extensión, especialmente si resultan de elaboraciones
compartidas y en colaboración con los colectivos, las comunidades y los pueblos
de la región, que enfaticen los contextos interactivos y las sensibilidades
locales en las diferentes experiencias de derechos humanos, acciones
afirmativas y prácticas socioambientales amazónicas.
GT 07 – Educação e Sociedade:
dilemas educacionais na Amazônia brasileira
Coordenadoras:
Profª. Drª. Beatriz
Patrícia de Lima Level – Professora do Curso de Ciências Sociais/UFRR.
Profª. Drª. Ana Lúcia
de Sousa – Professora Titular do Curso de Ciências Sociais/UFRR.
Profª. Drª. Edlauva
Oliveira dos Santos – Professora do Curso de Licenciatura em Pedagogia/UFRR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
Este
Grupo de Trabalho tem como objetivo reunir pesquisas concluídas e em andamento,
relatos de experiências e projetos de extensão que abordem os principais
dilemas educacionais enfrentados na região amazônica brasileira. Considerando
os desafios sociais, culturais e políticos que influenciam o acesso, a
permanência e a qualidade da educação, espera-se que os trabalhos apresentados
promovam uma reflexão crítica e plural sobre as especificidades da Amazônia,
uma região marcada pela
diversidade étnica, geográfica e socioeconômica.
O GT
visa receber contribuições que analisem os impactos das recentes reformas
educacionais no Brasil, discutindo seus efeitos nas escolas amazônicas e as
possíveis limitações frente às especificidades regionais. Também se espera a
apresentação de estudos e relatos que abordem o avanço do homeschooling e suas
implicações para comunidades amazônicas que enfrentam desigualdades no acesso a
tecnologias e infraestrutura educacional precária.
Espera-se,
também, receber contribuições de pesquisas que dizem respeito à:
- ·
educação
intercultural, com ênfase em propostas que reconheçam e valorizem as múltiplas
identidades culturais presentes na Amazônia, promovendo um diálogo entre
saberes tradicionais e práticas pedagógicas inclusivas que fortaleçam o
protagonismo das comunidades locais;
- ·
educação
para população privada de liberdade na região Amazônica, explorando os desafios
e as práticas pedagógicas nesse contexto;
- ·
pesquisas
e experiências relacionadas à educação e migração e seus impactos nas redes
públicas de ensino.
O GT
também busca contribuições que abordem temas como vulnerabilidade social,
pobreza, trabalho infantil, violência, exclusão, evasão escolar, formação
docente em áreas remotas, e o apagamento cultural de línguas e saberes nas
escolas, entre outros temas que se relacionem com a educação na Amazônia,
incentivando uma diversidade de perspectivas e metodologias.
Por
meio da apresentação e discussão desses trabalhos, espera-se ampliar o
entendimento coletivo sobre os desafios educacionais na região, contribuindo
para a construção de
Este Grupo de Trabajo tiene como objetivo reunir
investigaciones concluidas y en curso, relatos de experiencias y proyectos de
extensión que aborden los principales dilemas educativos enfrentados en la
región amazónica brasileña. Considerando los desafíos sociales, culturales y
políticos que influyen en el acceso, la permanencia y la calidad de la
educación, se espera que los trabajos presentados promuevan una reflexión
crítica y plural sobre las especificidades de la Amazonía, una región marcada
por la diversidad étnica, geográfica y socioeconómica.
Resumen
El GT busca recibir contribuciones que analicen los
impactos de las recientes reformas educativas en Brasil, discutiendo sus
efectos en las escuelas amazónicas y las posibles limitaciones frente a las
especificidades regionales. También se espera la presentación de estudios y
relatos que aborden el avance de la educación en el hogar (homeschooling) y sus
implicaciones para comunidades amazónicas que enfrentan desigualdades en el
acceso a tecnologías e infraestructuras educativas precarias.
Asimismo, se espera recibir contribuciones de
investigaciones relacionadas con:
- ·
Educación intercultural, con énfasis en propuestas que
reconozcan y valoren las múltiples identidades culturales presentes en la
Amazonía, promoviendo un diálogo entre saberes tradicionales y prácticas
pedagógicas inclusivas que fortalezcan el protagonismo de las comunidades
locales;
- ·
Educación para personas privadas de libertad en la
región amazónica, explorando los desafíos y las prácticas pedagógicas en este
contexto;
- ·
Investigaciones y experiencias relacionadas con la
educación y la migración y sus impactos en las redes públicas de enseñanza.
·
El GT también busca contribuciones que aborden temas
como vulnerabilidad social, pobreza, trabajo infantil, violencia, exclusión,
deserción escolar, formación docente en áreas remotas y la desaparición
cultural de lenguas y saberes en las escuelas, entre otros temas relacionados
con la educación en la Amazonía, fomentando una diversidad de perspectivas y
metodologías.
A través de la presentación y discusión de estos
trabajos, se espera ampliar la comprensión colectiva sobre los desafíos
educativos en la región, contribuyendo a la construcción de propuestas y
políticas educativas más justas, inclusivas y culturalmente sensibles
GT 08 – Formação do Espaço
Geográfico e Fronteiras: Territórios, Direitos e Sociabilidades
Coordenadores:
Prof. Dr. Max André
de Araújo Ferreira – Coordenador Pró-Tempore do PPGSOF/UFRR.
Prof. Dr. Caê Garcia
Carvalho – Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia –
PPGGEO/UFRR.
Prof. Dr. Américo
Alves de Lyra Junior - Professor do curso de Relações Internacionais/UFRR.
MODALIDADE
DE REALIZAÇÃO: VIRTUAL
Resumo
O
Grupo de Trabalho “Formação do Espaço Geográfico e Fronteiras: Territórios,
Direitos e Sociabilidades” propõe uma reflexão crítica e interdisciplinar sobre
os processos de formação dos territórios, especialmente em regiões de
fronteira. Parte-se do entendimento de que as fronteiras não são apenas linhas
fixas que separam nações, mas sim espaços dinâmicos de circulação, encontro,
conflito e produção de sociabilidades. Nessas regiões, emergem práticas
culturais diversas, disputas por direitos, exclusões e múltiplas formas de
viver e ocupar o território. A proposta busca analisar como os territórios são
construídos e apropriados por diferentes atores sociais, em meio às tensões
entre escalas locais e globais, entre o formal e o informal, e entre o legal e
o ilegal. A partir disso, pretende-se fomentar um espaço de debate entre áreas
como geografia, sociologia, antropologia, ciência política e direito, entre
outras, possibilitando leituras amplas e integradas sobre as fronteiras. Os
principais objetivos incluem discutir as múltiplas dimensões – simbólicas e
materiais – da formação do espaço geográfico em contextos fronteiriços,
compreender as vivências dos sujeitos nesses territórios e refletir sobre os
impactos dessas dinâmicas na garantia (ou negação) de direitos. Também se busca
promover um ambiente de diálogo acadêmico que valorize a diversidade cultural e
os modos de sociabilidade próprios das regiões de fronteira. Os eixos temáticos
abrangem: a formação histórica e social dos territórios fronteiriços; os direitos
e a cidadania em contextos de fronteira; as fronteiras simbólicas e suas
expressões culturais, religiosas e familiares; e os desafios contemporâneos,
como migração, segurança, meio ambiente e integração regional. O público-alvo
envolve pesquisadores, estudantes, docentes, gestores públicos e membros da
sociedade civil interessados nas interseções entre território, direitos e
fronteiras. A contribuição esperada é o fortalecimento do campo de estudos
sobre fronteiras, a ampliação de perspectivas interdisciplinares e a promoção
de análises críticas sobre a produção do espaço e os modos de vida nas margens
dos estados nacionais.
Resumen
El Grupo de Trabajo “Formación del Espacio Geográfico
y Fronteras: Territorios, Derechos y Sociabilidades” propone una reflexión
crítica e interdisciplinaria sobre los procesos de formación de los
territorios, especialmente en regiones fronterizas. Parte del entendimiento de
que las fronteras no son solo líneas fijas que separan naciones, sino espacios
dinámicos de circulación, encuentro, conflicto y producción de sociabilidades.
En estas regiones, emergen diversas prácticas culturales, disputas por derechos,
exclusiones y múltiples formas de habitar y ocupar el territorio. La propuesta
busca analizar cómo los territorios son construidos y apropiados por diferentes
actores sociales, en medio de tensiones entre escalas locales y globales, entre
lo formal e informal, y entre lo legal e ilegal. A partir de esto, se pretende
fomentar un espacio de debate entre áreas como geografía, sociología,
antropología, ciencia política y derecho, entre otras, permitiendo lecturas
amplias e integradas sobre las fronteras. Los principales objetivos incluyen
discutir las múltiples dimensiones –simbólicas y materiales– de la formación
del espacio geográfico en contextos fronterizos, comprender las vivencias de
los sujetos en estos territorios y reflexionar sobre los impactos de estas
dinámicas en la garantía (o negación) de derechos. También se busca promover un
ambiente de diálogo académico que valore la diversidad cultural y los modos de
sociabilidad propios de las regiones de frontera. Los ejes temáticos abarcan:
la formación histórica y social de los territorios fronterizos; los derechos y
la ciudadanía en contextos fronterizos; las fronteras simbólicas y sus
expresiones culturales, religiosas y familiares; y los desafíos contemporáneos
como migración, seguridad, medio ambiente e integración regional. El público
objetivo involucra a investigadores, estudiantes, docentes, gestores públicos y
miembros de la sociedad civil interesados en debatir las intersecciones entre
territorio, derechos y fronteras. La contribución esperada es el
fortalecimiento del campo de estudios sobre fronteras, la ampliación de
perspectivas interdisciplinarias y la promoción de análisis críticos sobre la
producción del espacio y los modos de vida en los márgenes de los Estados
nacionales.
GT 09 – Migrações, Segurança e Direitos Humanos
Coordenadoras/es:
Lis Barreto – Bolsista
de pós-doutorado pelo PRO-DEFESA V no Programa de Pós-graduação em Sociedade e
Fronteira/UFRR.
João Carlos Jarochinski Silva – Professor do curso de
Relações Internacionais e do Programa de Pós-graduação em Sociedade e
Fronteiras/UFRR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
Os fluxos migratórios acendem
grandes debates por todo o mundo. Desde uma ótica calcada nos Direitos Humanos,
as migrações mobilizam entes governamentais e não-governamentais, assim como a
sociedade civil, para a recepção de pessoas, buscando reduzir incertezas,
vulnerabilidades, assim como os possíveis impactos de adaptação. No entanto,
esta lente humanitária, focada no direito e bem-estar do migrante, é apenas uma
entre várias lentes que concorrem pela decisão da ação. Em uma outra
perspectiva, as migrações ganham tons de ameaça e podem ser incluídas dentro de
uma agenda de segurança. Esta agenda enxerga no migrante um risco em potencial
e, muitas vezes, um risco a ser combatido, seja através de legislações que
restrinjam o acesso e controlem os corpos, seja através da militarização do
olhar e das ações empreendidas. Com base nestas premissas, o presente grupo de
trabalho convida autores que pesquisam o tema das migrações, seja a partir de
uma perspectiva humanitária e/ou securitária, ou desde uma lógica de
militarização, para debaterem as diferentes facetas desta complexa temática.
Resumen
Los flujos migratorios generan importantes
debates a nivel mundial. Desde una perspectiva de derechos humanos, la
migración moviliza a entidades gubernamentales y no gubernamentales, así como a
la sociedad civil, para acoger a las personas, buscando reducir la
incertidumbre, la vulnerabilidad y los posibles impactos de la adaptación. Sin
embargo, esta perspectiva humanitaria, centrada en los derechos y el bienestar
de los migrantes, es solo una de las muchas que compiten para fundamentar la
toma de decisiones. Desde otra perspectiva, la migración adquiere connotaciones
amenazantes y puede incluirse en una agenda de seguridad. Esta agenda considera
a los migrantes como un riesgo potencial, a menudo un riesgo que debe
combatirse, ya sea mediante leyes que restringen el acceso y controlan sus
cuerpos, o mediante la militarización de perspectivas y acciones. Con base en
estas premisas, este grupo de trabajo invita a autores que investigan el tema
de la migración, ya sea desde una perspectiva humanitaria y/o de seguridad, o
desde una perspectiva de militarización, a debatir las diferentes facetas de
este complejo tema.
GT 10 – Pesquisa e Práticas Extensionistas com
Populações em Contextos de Vulnerabilidade.
Coordenadoras:
Profª. Drª. Verônica Teodora
Pimenta – estágio pós-doutoral no PPGSOF-UFRR, professora no CAp-UFRR.
Drª. Norah Shallymar Gamboa Vela –
estágio pós-doutoral no PPGCOM-UFRR.
Ms. Eduarda Rabelo Almeida – mestranda
em Sociedade e Fronteiras (UFRR).
Debatedoras:
Profª. Drª. Francilene dos Santos
Rodrigues – professora do curso de Ciências Socais e do PPGSOF e PRONAT / UFRR.
Rosilene Sirlei Sabin – especialização
em andamento em Proteção dos Direitos Humanos em Contextos Migratórios e
Prevenção de Racismo e Xenofobia (UFRR).
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
O GT
propõe discutir os impactos das desigualdades no cotidiano de populações em
contextos de vulnerabilidade. Outro objetivo é visibilizar experiências de
enfrentamento, resistência, construção de alternativas protagonizadas por
lideranças, artistas, educadores e outros atores sociais representativos de
populações indígenas, ribeirinhas, negras, migrantes, pessoas com deficiência,
LBGBTQIAPN+ e pessoas idosas, em privação de liberdade, trabalhadores rurais,
dentre outros. Será valorizada a interface entre a pesquisa, o ensino e a
extensão na graduação e na pós-graduação, reconhecendo a relevância das
universidades públicas na produção de conhecimento comprometido com a justiça
social e com o respeito à diversidade. Além disso, serão discutidas e analisadas
as estratégias de resistência e produção de conhecimento desenvolvidas,
especificamente, na Amazônia, com destaque para questões sobre Direitos
Humanos, interculturalidade; populações vulneráveis em regiões de fronteira;
segurança pública; crime organizado e crimes ambientais; tecnologias de
controle das fronteiras; violências, violência de gênero, criminalização dos
corpos migrantes e de pessoas em privação de liberdade; políticas de morte e de
resistências em contextos de conflitos; práticas de pesquisa etnográfica e
antropológica em Direitos Humanos; entre tantas outras possíveis contribuições.
Resumen
El Grupo de Trabajo
(GT) propone debatir los impactos de las desigualdades en la vida cotidiana de
las poblaciones en contextos de vulnerabilidad. También busca visibilizar las
diversas experiencias de resistencia y construcción de alternativas a las experiencias
de afrontamiento, resistencia y construcción de alternativas protagonizadas por
líderes, artistas, educadores y otros actores sociales representativos de
poblaciones indígenas, ribereñas, negras, migrantes, personas con discapacidad,
LBGBTQIAPN+ y personas mayores, en privación de libertad, trabajadores rurales,
entre otros. Asimismo, se valorará la interacción entre la investigación, la
enseñanza y la extensión en el grado y posgrado, reconociendo la relevancia de
las universidades públicas en la producción de conocimiento comprometido con la
justicia social y el respeto a la diversidad. Además, se discutirán y
analizarán las estrategias de resistencia y producción de conocimiento
desarrolladas, específicamente, en la Amazonía, con énfasis en cuestiones sobre
Derechos Humanos, interculturalidad; poblaciones vulnerables en regiones
fronterizas; seguridad pública; crimen organizado y crímenes ambientales;
tecnologías de control de las fronteras; violencias, violencia de género,
criminalización de los cuerpos migrantes de las personas en privación de
libertad; políticas de muerte y de resistencias en contextos de conflictos;
prácticas de investigación etnográfica y antropológica en Derechos Humanos;
entre muchas otras posibles contribuciones.
GT 11 – SABERES INDÍGENAS NA
UNIVERSIDADE
Coordenadoras:
Ms. Aglaia Barbosa da Costa – Técnica em Assunto Educacionais/UFRR.
Profª. Ms. Danielle da Silva Trindade – Professora do INSIKIRAN/UFRR.
MODALIDADE
DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
O grupo de trabalho sobre saberes indígenas na Universidade aceita
trabalhos que busquem discutir a valorização e a integração dos
conhecimentos tradicionais indígenas no âmbito acadêmico. Os principais
objetivos incluem: I) Reconhecer e promover a importância dos conhecimentos
ancestrais das comunidades indígenas, respeitando suas cosmovisões e práticas
culturais; II) Fomentar o diálogo entre os saberes indígenas e os
conhecimentos acadêmicos, buscando uma troca enriquecedora e respeitosa entre
diferentes epistemologias; III) Promover a divulgação de pesquisas e atividades
de extensão que respeitem e valorizem os saberes indígenas fortalecendo a
relação entre universidade e comunidades indígenas; IV) Refletir sobre
processos de descolonização do conhecimento, questionando
hegemonias epistemológicas e promovendo uma pluralidade de saberes; V)
Envolver a materialização dos ritos nos festejos e comensalidades que são
protagonizados pelos detentores dos saberes locais e suas práticas alimentares
no chão da comunidade indígena que envolve a sociabilidade do festejo tendo
como conexão social a comensalidade. Este grupo busca criar espaços de reflexão e ação para integrar saberes
indígenas de forma respeitosa e colaborativa, contribuindo para uma
universidade mais diversa e inclusiva.
Resumen
El grupo de trabajo sobre saberes indígenas en la
Universidad acepta trabajos que busquen discutir la valorización e integración
de los conocimientos tradicionales indígenas en el ámbito académico. Los
principales objetivos incluyen: I) Reconocer y promover la importancia de los
conocimientos ancestrales de las comunidades indígenas, respetando sus
cosmovisiones y prácticas culturales; II) Fomentar el diálogo entre los saberes
indígenas y los conocimientos académicos, buscando un intercambio enriquecedor
y respetuoso entre diferentes epistemologías; III) Promover la divulgación de
investigaciones y actividades de extensión que respeten y valoricen los saberes
indígenas fortaleciendo la relación entre universidad y comunidades indígenas;
IV) Reflexionar sobre procesos de descolonización del conocimiento,
cuestionando hegemonías epistemológicas y promoviendo una pluralidad de
saberes; V) Involucrar la materialización de los ritos en los festejos y
comensalidades que son protagonizados por los detentores de los saberes locales
y sus prácticas alimentarias en el suelo de la comunidad indígena, que
involucra la sociabilidad del festejo teniendo como conexión social la
comensalidad. Este grupo busca crear espacios de reflexión y acción
para integrar saberes indígenas de forma respetuosa y colaborativa,
contribuyendo a una universidad más diversa e inclusiva.
GT
12 – VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA AMAZÔNIA
Coordenadoras:
Profª. Drª. Márcia Maria de Oliveira – professora do curso de Ciências
Socais e do PPGSOF/UFRR.
Profª. Drª. Francilene
dos Santos Rodrigues – professora do curso de Ciências Socais e do PPGSOF e
PRONAT/UFRR.
Profª. Drª. Luziene Corrêa Parnaíba – professora do curso de Ciências
Socais e do PPGSOF/UFRR.
Debatedoras:
Jéssica Guimarães
Carvalho – Mestranda do PPGSOF/UFRR.
Adriana Pitta Silva – Mestranda
do PPGSOF/UFRR.
Ms. Ingrid Lenterso
Banon de Lucas – Mestra egressa do PPGSOF/UFRR.
Ms. Débora Gomes de
Figueiredo Nóbrega – Mestra egressa do PPGSOF e doutoranda PRONAT/UFRR.
MODALIDADE DE REALIZAÇÃO: PRESENCIAL
Resumo
A
violência de gênero na Amazônia está ligada à dominação social histórica e
ao modelo patriarcal, que se manifesta nas relações familiares e comunitárias,
afetando mulheres de todas as classes sociais, pessoas LGBTQIAPN+, migrantes e
refugiados/as, assim como as pessoas privadas de liberdade. A interseccionalidade
de gênero, classe e etnia demonstra
como diferentes formas de opressão e discriminação (machismo, racismo,
misoginia, xenofobia, homofobia e o capitalismo) se entrelaçam e se reforçam
mutuamente na perpetuação da violência de gênero na Amazônia. Essa violência é agravada por
fatores como os conflitos socioambientais, as emergências climáticas, a
exploração predatória da região, a feminização da pobreza e das migrações e a
atuação das rotas do tráfico de pessoas (especialmente de mulheres para fins de
exploração sexual e comercial), do garimpo ilegal e do contrabando de
migrantes. O enfrentamento a todas as formas de violência de gênero e das
relações de dominação baseadas em gênero fazem parte do debate, bem como as
experiências organizativas, os observatórios (como Observatório da Violência
Contra as Mulheres em Roraima) e todas as formas de resistência.
Neste
GT serão acolhidos relatórios de pesquisas, experiências de extensão,
comunicações de pesquisa em andamento, resultados de teses, dissertações,
monografias ou outras modalidades de trabalhos de conclusão de curso que
estejam debatendo e aprofundando a temática da violência de gênero na Amazônia
em toda sua complexidade. A proposta apresenta aderência com as linhas de
pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Fronteiras da Universidade
Federal de Roraima: Fronteiras e Práticas de Mobilidade Humana,
Interculturalidade e Processos Sociais na Amazônia e Territorialidades e
Conflitos Socioambientais na Amazônia.
Resumen
La violencia de género en la Amazonía está ligada a la
dominación social histórica y al modelo patriarcal, que se manifiesta en las
relaciones familiares y comunitarias, afectando a mujeres de todas las clases
sociales, personas LGBTQIAPN+, migrantes y refugiados/as, así como a las
personas privadas de libertad. La interseccionalidad de género, clase y etnia
demuestra cómo diferentes formas de opresión y discriminación (machismo,
racismo, misoginia, xenofobia, homofobia y el capitalismo) se entrelazan y se refuerzan
mutuamente en la perpetuación de la violencia de género en la Amazonía. Esta
violencia se ve agravada por factores como los conflictos socioambientales, las
emergencias climáticas, la explotación predatoria de la región, la feminización
de la pobreza y de las migraciones y la actuación de las rutas de la trata de
personas (especialmente de mujeres con fines de explotación sexual y
comercial), de la minería ilegal y del contrabando de migrantes. El
enfrentamiento a todas las formas de violencia de género y de las relaciones de
dominación basadas en el género forman parte del debate, así como las
experiencias organizativas, los observatorios (como el Observatorio de la
Violencia Contra las Mujeres en Roraima) y todas las formas de resistencia.
En este GT serán acogidos informes de investigaciones,
experiencias de extensión, comunicaciones de investigación en curso, resultados
de tesis, disertaciones, monografías u otras modalidades de trabajos de final
de curso que estén debatiendo y profundizando en la temática de la violencia de
género en la Amazonía en toda su complejidad. La propuesta presenta adherencia
con las líneas de investigación del Programa de Posgrado en Sociedad y
Fronteras de la Universidad Federal de Roraima: Fronteras y Prácticas de
Movilidad Humana, Interculturalidad y Procesos Sociales en la Amazonía y
Territorialidades y Conflictos Socioambientales en la Amazonía.
GT 13 – VIOLÊNCIAS, AGÊNCIAS E
CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO EM CONTEXTOS INSTITUCIONAIS E FRONTEIRIÇOS
Coordenadoras/es:
Prof. Dr. João Paulo Roberti Junior – Professor do curso de
Psicologia/UFRR.
Ms. Isadora De Assis Bandeira – Assistente de Pesquisa e Ciência
de Dados Sênior no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Doutoranda
e Mestra em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Social/UFSC.
MODALIDADE
DE REALIZAÇÃO: VIRTUAL
Resumo
Este Grupo
de Trabalho propõe discutir as articulações entre violências, agências e
constituição do sujeito, tomando como foco contextos institucionais e
fronteiriços característicos da Amazônia. Longe de compreender a violência
apenas como um ato físico ou um evento episódico, interessa-nos explorá-la como
dispositivo, no sentido foucaultiano, ou seja, como conjunto de práticas,
normas e tecnologias que atravessam corpos e populações, produzindo modos de
subjetivação e organizando fronteiras entre vidas reconhecidas e vidas
descartáveis. Tal perspectiva permite tensionar as múltiplas formas de
violência — institucionais, simbólicas, coloniais, epistêmicas — que se
manifestam não apenas no sistema prisional, mas também em outros contextos como
no socioeducativo, nos dispositivos de gestão migratória e em outros espaços de
controle e vigilância. Ao mesmo tempo, buscamos deslocar o olhar para as formas
de agência que emergem nesses cenários. Inspirados em autoras da antropologia
como Sherry Ortner e Veena Das, concebemos a agência como prática situada,
ambígua e relacional. Ela se manifesta nos interstícios da violência: nos
gestos cotidianos de cuidado, nas narrativas de sofrimento que transformam a
experiência em linguagem, nas resistências coletivas que desafiam normas e
estruturas de dominação. Essas expressões de agência, mesmo quando frágeis ou
silenciosas, produzem sentidos de dignidade, sobrevivência e reconfiguração do
social. Assim, os sujeitos são compreendidos não como essências prévias, mas
como efeitos e, ao mesmo tempo, agentes de práticas discursivas, jurídicas,
políticas e psicossociais. Este GT convida pesquisadores/as, estudantes,
profissionais e integrantes de movimentos sociais a compartilhar reflexões e
experiências que articulem psicologia, antropologia, direito e ciências sociais
em perspectiva interdisciplinar. Pretende-se construir um espaço de diálogo
crítico sobre os modos como a violência se reproduz e se reinventa, mas também
sobre as brechas que permitem resistir e afirmar novas formas de existência. A
necropolítica e a colonialidade são aqui tomadas como horizontes analíticos
para pensar como fronteiras, instituições e direitos humanos se entrelaçam na
produção de vidas precarizadas, mas também de práticas de resistência que
ampliam o campo da cidadania e da justiça em uma perspectiva multidimensional.
Palavras-chave: Violência; Agência; Amazônia; Necropolítica;
Colonialidade.
Resumen
Este Grupo de Trabajo propone discutir las
articulaciones entre violencias, agencias y constitución del sujeto, tomando
como foco contextos institucionales y fronterizos característicos de la
Amazonía. Lejos de comprender la violencia únicamente como un acto físico o un
evento episódico, nos interesa explorarla como dispositivo, en el sentido
foucaultiano, es decir, como un conjunto de prácticas, normas y tecnologías que
atraviesan cuerpos y poblaciones, produciendo modos de subjetivación y
organizando fronteras entre vidas reconocidas y vidas desechables. Esta
perspectiva permite tensionar las múltiples formas de violencia
—institucionales, simbólicas, coloniales, epistémicas— que se manifiestan no
solo en el sistema penitenciario, sino también en otros contextos como el
socioeducativo, los dispositivos de gestión migratoria y otros espacios de
control y vigilancia. Al mismo tiempo, buscamos desplazar la mirada hacia las
formas de agencia que emergen en esos escenarios. Inspirados en autoras de la
antropología como Sherry Ortner y Veena Das, concebimos la agencia como
práctica situada, ambigua y relacional. Ella se manifiesta en los intersticios
de la violencia: en los gestos cotidianos de cuidado, en las narrativas de
sufrimiento que transforman la experiencia en lenguaje, en las resistencias
colectivas que desafían normas y estructuras de dominación. Estas expresiones
de agencia, aun cuando frágiles o silenciosas, producen sentidos de dignidad,
supervivencia y reconfiguración de lo social. De este modo, los sujetos son
comprendidos no como esencias previas, sino como efectos y, al mismo tiempo,
agentes de prácticas discursivas, jurídicas, políticas y psicosociales. Este GT
invita a investigadores/as, estudiantes, profesionales e integrantes de
movimientos sociales a compartir reflexiones y experiencias que articulen
psicología, antropología, derecho y ciencias sociales en una perspectiva
interdisciplinaria. Se pretende construir un espacio de diálogo crítico sobre
los modos en que la violencia se reproduce y se reinventa, pero también sobre
las fisuras que permiten resistir y afirmar nuevas formas de existencia. La
necropolítica y la colonialidad son aquí tomadas como horizontes analíticos
para pensar cómo las fronteras, las instituciones y los derechos humanos se
entrelazan en la producción de vidas precarizadas, pero también de prácticas de
resistencia que amplían el campo de la ciudadanía y de la justicia en una
perspectiva multidimensional.
Palabras-clave: Violencia; Agencia; Amazonía;
Necropolítica; Colonialidad