A garantia de inclusão da política patrimonial no planejamento e na gestão do desenvolvimento urbano, assim como o direito a cidades sustentáveis e a gestão democrática, são diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Cidade, lei adensadora da Constituição Federal de 1988.
Portanto, deveriam nortear as políticas públicas dos municípios brasileiros. Contudo, após mais de 2 décadas da promulgação do Estatuto, ainda é comum verificarmos uma dissociação entre o planejamento urbano e as políticas de proteção do patrimônio cultural e ambiental, uma vez que o planejamento tem negligenciado a complexidade das relações econômicas, sociais e culturais que fundamentam a vida urbana e valoram o patrimônio.
Nesse contexto, discussões sobre a história da cidade, a importância da memória coletiva e a forma como as sociedades se relacionam com seu passado e com o meio ambiente impactam na atuação presente e no planejamento do futuro das cidades.
O evento tem como objetivo refletir sobre o papel do planejamento urbano aliado à promoção e preservação do patrimônio cultural e ambiental, tendo em vista garantir direito à cidade e a memória urbana, diante de desafios como a homogeneização das cidades.
A proposta dialoga com o momento em que está sendo realizado em Ilhéus a revisão do Plano Diretor. Amplia, então, a oportunidade de construir junto com pesquisadores, estudantes, gestores e a sociedade local, uma discussão mais robusta sobre planejamento urbano integrado ao Patrimônio Cultural e Ambiental, que são ativos extremamente poderosos para o turismo e desenvolvimento local.