I Encontro Latino-Americano de Bem Viver e Inovação Social

I Encontro Latino-Americano de Bem Viver e Inovação Social

presencial UFMS/ CPAN Unidade III - Corumbá - Mato Grosso do Sul - Brasil

Chamada

“Como podemos cultivar o Bem Viver nas cidades da América Latina através das inovações sociais?”

O I Elabvis tem por finalidade criar e articular uma rede latino-americana de inovadoras(es) sociais e de experiências de Bem Viver, a partir da troca de saberes (científicos e populares) entre uma pluralidade de públicos, tais como pesquisadoras(es), discentes da graduação e da pós-graduação, empreendedoras(es) sociais, líderes de organizações comunitárias, servidoras(es) públicos, experiências de mandados coletivos e a sociedade civil em geral de toda a América Latina.

Essa articulação busca narrar, através de palestras, apresentação de trabalhos, rodas de conversa de pesquisadoras(es) e de lideranças comunitárias e da realização de uma feira Ecossocial, como múltiplos atores enfrentam situações problemáticas no seu cotidiano e como isso pode ser traduzido em “alternativas sistêmicas” (SÓLON, 2019), um novo oxigênio que permita alterar o destino da humanidade, com vistas a superar, de forma conjunta, esse momento de crise socioambiental e civilizatória, além de repensar a vida nas cidades da América Latina. 

Além disso, o Elabvis também pretende promover um encontro de ideias e de perspectivas elaboradas em diferentes espaços sociais, de maneira a interligá-las em prol da vida comunitária. De um lado, temos a decolonialidade, aqui abordada a partir do Bem Viver (construção de povos andinos e amazônicos que visa a descolonização, a partir de uma relação não predatória com a Natureza, a efetiva prática democrática e a reativação dos laços comunitários). Do outro lado, a concepção de Inovação Social, que, sob a ótica pragmatista, busca compreender a ação pública promovida pela experiência e práticas coletivas de múltiplos atores (públicos, privados e da sociedade civil) que se mobilizam e agem em torno dos problemas públicos que enfrentam, com vistas à co-construir respostas para os diferentes desafios socioambientais contemporâneos (ANDION et al., 2020).

Nesse sentido, promovendo esse encontro de ideias, a provocação central da 1ª edição do Elabvis é: como podemos cultivar o Bem Viver nas cidades da América Latina através das inovações sociais? Em particular, nos interessa discutir o papel da pesquisa, do ensino e da extensão (enquanto campo interdisciplinar), articulado às experiências comunitárias. A partir de múltiplos diálogos, buscarmos formas coletivas, comunitárias, científicas e não-científicas, para a construção de uma vida plena possível a partir da ação coletiva.

Diálogos, encontros e conexões - que o Elabvis seja um espaço de criação e discussão de múltiplas possibilidades teórico-metodológicas e articulador de uma rede de pesquisadoras(es).

Comissão Científica

Coordenação

Dr. Anderson Luís do Espírito Santo Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços - Observatório de Inovação Social da Fronteira (UFMS-PPGEF)

Dra. Vivian da Veiga Silva Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Núcleo de Estudos de Inovação Social da Fronteira (NEISF-UFMS)

Dr. Douglas Josiel Voks - Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul - Núcleo de Estudos de Inovação Social da Fronteira (NEISF-UFMS)

Dr. Losandro Antonio Tedeschi - Universidade Federal da Grande Dourados - Programa de Pós-Graduação em História (UFGD-PPGH) e coordenador da Cátedra UNESCO em Gênero e Fronteiras


Comitê Científico

Dr. Aparecido Francisco dos Reis - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (UFMS-PPGAS)

Dra. Aiesca Oliveira Pellegrin - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Pantanal (Embrapa Pantanal). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços (UFMS-PPGEF).

Dra. Cíntia Fiorotti Lima - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras (UNIOESTE-LAFRONT)

Dr. Danilo José Alano Melo - Universidade do Estado de Santa Catarina - Departamento de Governança Pública (UDESC-CESFI)

Dr. Edgar Aparecido da Costa - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços (UFMS-PPGEF)

Dr. Eric Gustavo Cardin - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras (UNIOESTE-LAFRONT)

Dra. Flávia Pedrosa de Camargo - Instituto Federal de Mato Grosso do Sul - Campus de Corumbá (IFMS-CRBA) e Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE)

Dr. Gustavo Costa de Souza - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR-UFRJ) e Programa de Pós-Graduação em Administração Pública (UFLA)

Dr. Hudson do Vale de Oliveira - Instituto Federal de Roraima (IFRR)

Dr. Marco Aurélio Machado de Oliveira - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços (UFMS-PPGEF)

Dra. Paula Faustino Sampaio - Universidade Federal de Rondonópolis (UFR)

Dra. Raquel Soares Juliano - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Pantanal (Embrapa Pantanal). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços (UFMS-PPGEF)

Dra. Rosa de Barros Ferreira de Almeida - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus do Pantanal (UFMS-CPAN)

Dra. Sirley Lizott Tedeschi - Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul (UEMS). Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) e Mestrado Profissional em Educação (ProfEducação)

Me. André Augusto Manuel - Universidade do Estado de Santa Catarina - Observatório de Inovação Social de Florianópolis (UDESC-OBISF)

Comissão Organizadora

Andrea Paola - Mestranda em Estudos Fronteiriços (UFMS-CPAN)

Cleves Sena Penha - Mestrando em Estudos Fronteiriços (UFMS-CPAN)

Erika Luana Lopez Flores - Mestranda em Estudos Fronteiriços (UFMS-CPAN)

Katiusca Eliana Garcia Marquez - Mestranda em Estudos Fronteiriços (UFMS-CPAN)

Kemilly Kellin Leon Castedo - Graduanda em Administração (UFMS-CPAN)

Lenita Maria Bernardo Estra Mendes - Graduanda em Administração (UFMS-CPAN)

Naitielly Soria de Moraes - Graduanda em Administração (UFMS-CPAN)

Polyana Fernandes dos Santos - Mestranda em Estudos Fronteiriços (UFMS-CPAN)

Roberson Franco da Costa - Mestrando em Estudos Fronteiriços (UFMS-CPAN)

Sarah Helena dos Santos Soares - Graduanda em Psicologia (UFMS-CPAN)

Thiago Camilo de Arruda Rodrigues - Graduando em Administração (UFMS-CPAN)

Valéria de Pinho Banegas - Graduanda em Administração (UFMS-CPAN)

Palestrantes

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Programação


14/0515/0516/05
12:00-19:00 
 Credenciamento
12:00-19:00 
 Credenciamento
8:30-11:30
Workshop
 Práticas e diálogos para uma educação antirracista
Douglas J. Voks
Rafaela Valentim Silva
13:15-15:30
Simpósio Temático
(apresentação de trabalhos)
13:15-15:30 
Simpósio Temático
(apresentação de trabalhos)
12:00-15:00
Credenciamento 
15:45-17:30 
Roda de Conversa 1
"Movimentos Sociais, Resistências e Proposições"
 Cíntia Fiorotti
 Eric Cardin 
 Anderson L. Espirito Santo

15:45-17:00
 Palestra 2 
Alternativas sistêmicas: bem viver, decrescimento, comuns, ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização
Pablo Sólon 
13:15-14:30
Palestra 4
"Os desafios de inserir o Bem Viver e a Inovação Social na agenda política e a experiência dos Mandados Coletivos"
 Cíntia Mendonça 


17:30-18:00
 
Coffee Break 

17:00-17:30
 
 Coffee Break
14:45-15:30
Roda de Conversa 3
"Projetos de extensão e os Ecossistemasde Inovação Social: desafios e experiências" 
Carolina Andion 
Anderson L.  Espírito Santo
Gustavo Costa de Souza
Diego Javier Zambrano

18:00-18:30 
Apresentação Cultural
17:30-18:00 
 Apresentação Cultural
15:30-16:45
Palestra de encerramento 
"Adiar o Fim do Mundo: outras epistemes, outras vozes, outras escritas"
Losandro Tedeschi 

18:30-19:00 
Mesa de Abertura do ELABVIS
Semeando um Bem Viver através das inovações sociais no coração do Pantanal
18:00-19:00 
Roda de Conversa 2
"Desafio das lideranças femininas de organizações comunitárias"
Julieta Paredes
Vivian da Veiga Silva
Paula Faustino Sampaio

16:45-20:00
1ª Feira Ecossocial
Com a participação de 30 iniciativas de inovação social
19:00-20:15
 Palestra de Abertura
Título
Carolina Andion

19:00-20:15 
 Palestra 3
"Descolonizar la memoria y los sueños para Vivir Bien"
Julieta Paredes


Áreas Temáticas

Confira as principais áreas para você submeter o seu trabalho

(O modelo para elaboração e envio do artigo e do resumo expandido está disponível para download mais abaixo, em "modalidades")

I. Inovações sociais e ação pública

Proponentes: Gustavo Costa (IPPUR-UFRJ), Danilo Melo (UDESC-CESFI), Carolina Andion (UDESC-ESAG).

Esta sessão temática busca reunir debates teóricos e empíricos sobre os fenômenos das inovações sociais e da ação pública a partir de suas interfaces e das interações socioestatais e de governança envolvidas nas respostas aos problemas públicos. Nessa perspectiva, trabalhos sobre experiências, projetos e iniciativas (institucionalizadas ou não), ecossistemas e redes de apoio à inovação social, assim como aqueles que se dedicam à análise das dinâmicas das arenas públicas e dos instrumentos da ação pública, em sua diversidade de lógicas, atores e processos, são bem-vindos. Interessa dialogar, assim, tanto sobre as ações, dinâmicas e resultados das iniciativas mobilizadas em resposta aos problemas complexos de nosso tempo, por meio das inovações sociais e da ação pública, quanto sobre os processos participativos e de governança na co-construção do problema e de seus limites, por meio da análise das controvérsias e dos efeitos dessas respostas nas arenas públicas. Nesse sentido, essa sessão temática permitirá o diálogo sobre as diferentes iniciativas e dinâmicas articuladas e vivenciadas nos territórios, considerando a pluralidade de atores, de recursos, de engajamentos, de práticas e de saberes mobilizados em resposta aos problemas públicos.


II. Estudos fronteiriços, deslocamentos e identidades

Proponentes: Eric Cardin (UNIOESTE), Cíntia Fiorotti (UNIOESTE), Anderson Luís (UFMS)

Os estudos fronteiriços estão na ordem do dia e, para assim permanecer, essa sessão temática reunirá trabalhos (teóricos e empíricos) interdisciplinares e com distintas perspectivas metodológicas que discutam a fronteira enquanto campo científico que problematiza as sociabilidades, dinâmicas, esquemas, interações, complexidades, conflitos e contradições em territórios fronteiriços. Aqui, recuperar a noção de ser fronteiriço e a importância de viver na fronteira é um esforço necessário. Assim, trabalhos que exploram a atenção midiática e jurídica-política sobre os fluxos transfronteiriços de trabalhadores, mercadorias e capitais; à recepção e o acolhimento a imigrantes e refugiados; à mobilização social, a participação popular e a democracia nas cidades fronteiriças; as reconfigurações territoriais e identitárias dos grupos migratórios, indígenas, quilombolas e rurais; e os que pensam as fronteiras culturais e simbólicas a partir das práticas sociais e do compartilhamento entre os fronteiriços, as populações que vivem na fronteira e que constantemente reconstroem os sentidos de fronteira, são algumas das temáticas possíveis numa pluralidade de temas capazes de problematizar os lugares-comuns, como é o caso da fronteira.


III. Gênero, desigualdades e interculturalidades

Proponentes:  Paula Sampaio (UFR), Vivian da Veiga  (UFMS), Leandro Costa Vieira (UFMS)

O que jovens pesquisadores/as estão pensando sobre gênero, desigualdades e interculturalidade? A presente sessão temática tem como objetivo reunir pesquisas, relatos e reflexões nessas temáticas produzidos por pesquisadores(as) graduandos(as), recém-graduados(as), mestrandos(as) e doutorandos(as). Os campos científicos são perpetuamente reformulados a partir de novas indagações que emergem da realidade social e dos esforços teóricos das novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras. Nesse sentido, convidamos esse público a apresentarem pesquisas concluídas e em andamento, projetos de pesquisa e reflexões teóricas nas seguintes temáticas: gênero e suas diversas abordagens; estudos feministas; intersecções entre gênero, raça/etnia, sexualidade e desigualdades; desigualdades sociais e econômicas; articulações e iniciativas coletivas frente às desigualdades sociais; interculturalidade; povos indígenas e comunidades tradicionais.


IV.  Desigualdades sociais, populações vulneráveis e políticas públicas em saúde

Proponente: Aparecido Francisco dos Reis (UFMS-PPGAS)

O Brasil tem passado por uma diminuição nos investimentos sociais desde a aprovação da Emenda Constitucional 95/2016, que limita por 20 anos os gastos públicos. Isso tem significado um aumento da pobreza e outras mazelas sociais, como o aumento do número de pessoas em situação insegurança alimentar e das iniquidades em saúde, sobretudo em populações já historicamente excluídas como mulheres, negros, indígenas e LGBTQIAPN+. Esta sessão temática tem o propósito de receber e discutir pesquisas sobre o aumento considerável da vulnerabilidade social nas populações mencionadas e as formas de acesso às políticas públicas de saúde.


V. Políticas públicas, desenvolvimento territorial e governança pública

Proponentes: André Manuel (UDESC-OBISF), Milton Augusto Pasquotto Mariani (UFMS-PPGEF) e Rosa de Barros (UFMS-CPAN)

Esta sessão temática procura dar espaço para trabalhos, teóricos e empíricos, que discutam os processos de coordenação entre atores diversos (público, privado e da sociedade civil) na busca de respostas aos problemas públicos, especialmente considerando uma perspectiva latino-americana e as diversas crises que se sobrepõem (mudança climática, crise das democracias, efeitos da pandemia de Covid-19, desafios da integração e cooperação transfronteiriça, outros). Interessa-nos, também, trabalhos que auxiliem na compreensão dos desafios e alcances de processos de engajamento mútuo de “redes multiatores” e sua interface com as políticas públicas e a governança pública, além de reflexões e análises sobre os processos de desenvolvimento territorial, considerando os processos socioespaciais, dinâmicas territoriais, inovação, turismo comunitário, a economia criativa, a diversidade histórico-cultural do território, as estratégias e os instrumentos de gestão e de planejamento territorial. São encorajados trabalhos que apresentem e discutam perspectivas analíticas inovadoras para as temáticas centrais dessa sessão em contextos específicos, como o da análise de políticas públicas (diversas), da governança urbana, da governança ambiental e das interfaces rural-urbano. 


VI. Educação especial e inclusiva para um Bem Viver

Proponentes: Flávia Camargo (IFMS-Campus de Corumbá) e Andréa Duarte de Oliveira (IFMS-Campus de Corumbá)

A presente sessão temática visa estabelecer discussões acerca da educação especial e inclusiva nos diferentes segmentos educacionais do setor público, privado e da sociedade civil. Considerando o processo histórico da inserção de pessoas com deficiência nos espaços sociais, permeado de lutas e desafios, faz-se necessário voltar os olhares para essa população. Nesse sentido, convidamos trabalhos que explorem o atendimento educacional de pessoas com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas, considerando as possíveis interfaces dessa área com a saúde, trabalho, garantia de direitos, relações familiares, luta anticapacitista, aspectos históricos, dentre outros temas que promovam discussões acerca da garantia de direitos dessa população. Também são bem-vindos, trabalhos que avaliam demandas e políticas públicas específicas dessa temática. Além disso, encorajamos a submissão de trabalhos que, fundamentado na visão latino-americana do Bem Viver (Buen Vivir), reflitam sobre como podemos (re)pensar a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência (alimentação, habitação, entre outros), obtido por meio da educação, relações familiares, trabalho, hábitos e ambiente para alcançar o bem viver coletivo, justo, inclusivo e sustentável, para todas e todos.


VII. Uma só Saúde para o Bem Viver

Proponentes: Raquel Juliano (Embrapa Pantanal) e Aiesca Pellegrin (Embrapa Pantanal)

Essa área vai reunir equipes interessadas em dialogar e trocar experiências numa perspectiva integrada de saúde humana, ambiental e animal, assim definida como “uma só saúde”, em espaços territoriais/comunidades onde o bem viver é trabalhado pela interação da comunidade, gestores públicos, técnicos, pesquisadores e parceiros. As soluções inovadoras são construídas de forma participativa e se materializam em suas dimensões ambientais, culturais, econômicas, políticas e sociais. Há um entendimento que o esforço coletivo envolvendo essa diversidade representativa dos diferentes segmentos da sociedade resulta em bem viver, sustentabilidade, cidadania que vão além dos limites do evento, superando os desafios da vida contemporânea.


VIII. Adiar o Fim do Mundo: outras epistemes, outras vozes, outras escritas

Proponentes:  Losandro Tedeschi (UFGD-PPGH) e  Sirley Tedeschi (UEMS)

O campo da ecologia política refere-se à colisão entre capital e vida que se resolve em diferentes cenários onde o extrativismo, ligado ao capital financeiro, leva à destruição de terras e corpos-territórios. Este fenômeno provoca um “ecocídio” à escala planetária que provoca a extinção de espécies e o deslocamento de comunidades indígenas, camponesas e afro. A perspectiva interdisciplinar e interseccional é essencial para refletir sobre como a necropolítica e o ecocídio atuam sobre as “minorias”. Estes continuam a ter as suas vidas violadas simbólica e concretamente por regimes de divisibilidade – por um “thanatos político”, ou seja, a produção da morte legitimada pela negligência do Estado. Vivemos a perversidade da interação entre o neoliberalismo, o colonialismo climático, o racismo e a desigualdade que operam nas nossas vidas. 

Diante disso, Adiar o fim do Mundo é pensar e visibilizar essas vozes marginalizadas pela episteme colonial, tornar visíveis as injustiças históricas que já eram vivenciadas nos corpos de mulheres e homens negros e indígenas, corpos racializados. É preciso compreender que a desvalorização da vida, do outro, se dá por dispositivos de “bio-necropolítica”, o que não é uma espécie de distopia, mas é a produção racional de um sujeito neoliberal que não vê o outro, não sente o outro; É a produção de um indivíduo inerte no mundo, na vida e na realidade. 

Refletir sobre as cartografias da resistência, da alteridade, é olhar para existências e narrativas, memórias e experiências de vida que constroem uma “outra história”, uma história dos esquecidos, dos silenciados, dos subalternizados. Com o objetivo de registar e articular outras vozes, outras experiências, outras narrativas ações e estratégias desenvolvidas como resistência ao ataque ecocida/feminicida e ao racismo, este simpósio temático procura convocar, artistas, intelectuais, acadêmicos e todos aqueles que se sentem que podemos pensar e agir em alternativas contra hegemônicas para o futuro que se dá no presente.

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