A saúde digital é reconhecida como estratégia fundamental para ampliar a cobertura universal e fortalecer sistemas de saúde centrados nas pessoas, promovendo uma transformação na assistência por meio do uso de tecnologias como telemedicina, aplicativos móveis, inteligência artificial e internet das coisas. No Brasil, sua implementação ocorre tanto na esfera pública quanto privada, articulando-se com áreas como ciência, tecnologia e telecomunicações, e contribuindo para ações de promoção da saúde em diferentes contextos e populações.
A perspectiva da saúde digital inclusiva, defendida pela Organização Pan-Americana da Saúde, reforça a necessidade de garantir acesso equitativo, especialmente às populações em situação de vulnerabilidade, respeitando a autonomia dos usuários. A regulamentação da consulta remota pela Lei nº 14.510/2022 consolidou a teleconsulta como prática legítima, assegurando padrões éticos e de qualidade equivalentes ao atendimento presencial, podendo ocorrer de forma síncrona ou assíncrona. A telemedicina e a telessaúde, também regulamentadas, ampliam a acessibilidade, dinamizam o cuidado e integram atividades clínicas, educacionais e de gestão, embora ainda enfrentem desafios relacionados à qualificação profissional e à gestão da comunicação digital.
Nesse cenário, o I Congresso Nacional de Saúde Digital (I CONSAD) surge como espaço científico e interdisciplinar voltado à integração entre tecnologia, ciência e prática assistencial, com foco estratégico na saúde da mulher e da criança.
O evento propõe discutir evidências, regulamentações e experiências exitosas relacionadas à telemedicina, teleconsulta e telessaúde multiprofissional, contribuindo para ampliar o acesso, qualificar o cuidado e promover equidade em todo o território nacional.

