Encontro do GT História das Artes do Espetáculo - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas

Encontro do GT História das Artes do Espetáculo - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas

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A VIVO

Roda de Conversa 30/08 (caso necessário, use a senha 'abre'):

https://us05web.zoom.us/j/88056562413?pwd=RXRZU3lKZkNSZG05dnRmdytDcHRLQT09

Apresentação

O evento propõe uma reflexão que, direta ou indiretamente, vem sendo colocada pelas pesquisas e pelos estudos históricos das artes do espetáculo (conforme nos informam alguns dos temas e das abordagens presentes nos últimos encontros do GT na Abrace) voltadas à circulação e ou a recepção das ideias, práticas e textos; ao questionamento das relações estanques e hierárquicas entre centro e periferia, nacional e regional, dentre outros marcadores que, durante bom tempo, determinaram uma visão centrada numa dada localidade ou numa dada hegemonia concebendo a troca mais como difusão pura e simples, unilateral; pela entrada em pauta da diáspora que visa refazer os contornos étnico-raciais, ou melhor, a “cena em sombras” dessa história concebida a partir de um corte nacionalista que embranqueceu, muitas vezes, os traços do teatro brasileiro, mas não apenas dele; a partir dos estudos voltados à discussão da tradução, da adaptação, dentre outras práticas antes vistas como empecilho ao projeto nacionalista e, em alguns contextos, eugenista do teatro. 

Muitas são as razões e variados os objetivos alegados para dar sentido ou justificar as artes cênicas em viagem, assim como aos seus distintos efeitos comparativos, propagar a Fé e o Império, a Civilização e o Progresso, ou, ao contrário, fazer frente ao seu avanço saindo em busca de tradições culturais antes proscritas como, por exemplo, a de Antonin Artaud ao México. Viagens alucinadas provocadas pelo ópio, pelo haxixe, pelas drogas que acompanharam e acompanham as experiências e as aventuras das artes cênicas. 

Trata-se de pensar nas suas várias formas de deslocamento as turnês, as diásporas, os festivais, as alucinações, os trajetos e os demais eventos que fizeram ou fazem sua história em movimento. As migrações de atores, de gêneros poéticos, de atrizes, bibliotecas, ideias e técnicas cênicas e dramatúrgicas que carregam consigo ou colocam em cena a circulação de valores, modos de vida e de pensamento como, por exemplo a viagem oficial de Paul Claudel ao Brasil para fazer frente ao avanço da cultura alemã transformando, deste modo, as artes cênicas em “embaixada”. 

Nesta direção, a proposta do encontro é de um exercício crítico conjunto que nos permita ao final, quem sabe, reconhecer a heterogeneidade das peças que informam (informaram) as histórias das artes do espetáculo, sobretudo as que pretendem descrever o nacional, dentre outras fórmulas perseguindo o porquê e o para que elas viajam. A proposta é de um encontro remoto de três dias para que possamos ter tempo de pensar na questão que, por sua vez, deverá servir de norte ou orientar as contribuições individuais. O resultado do encontro que pretende dar a ver o “estado da arte” no âmbito do GT, além do debate, seria um dossiê a ser negociado e publicado numa das revistas da área. 

Trata-se de um encontro como espaço de debate visando, com as palestras e as rodas de conversa, um balanço crítico do tema no âmbito dos estudos históricos do teatro e ou das artes cênicas no Brasil e no mundo, assim, sugerimos algumas questões:

Qual a importância das viagens para à história e a historiografia do teatro e ou das artes cênicas no Brasil e no mundo?

Quais parâmetros cognitivos e objetivos têm orientado as pesquisas e os estudos históricos do teatro e ou das artes cênicas voltados ao tema no Brasil e no mundo?

Quais as fontes e as abordagens metodológicas têm sido adotadas na investigação das viagens do ponto de vista dos estudos históricos do teatro e ou das artes cênicas no Brasil e no mundo?

Tais questões de fundo dizem respeito ao balanço crítico abarcando os diferentes objetos, problemas e abordagens que, no âmbito dos estudos históricos do teatro e ou das artes cênicas, têm delimitado os contornos do tema e das distintas perspectivas que buscaram ou buscam explicar as razões ou motivos das artes cênicas ou do teatro em viagem pelo Brasil e pelo mundo. Desta forma, servem como bússola do encontro, na medida em que são balizas da discussão pretendida.

Atividades

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Calendar

Chamada Aberta para Dossiê Temático: Por que e para que viajam as artes cênicas?


Além do evento, a temática do I Encontro do GT História das Artes do Espetáculo faz parte de um Dossiê a ser publicado pela Revista CENA (chamada disponível em:  https://seer.ufrgs.br/index.php/cena/announcement/view/1519), conforme proposto pela Comissão Organizadora formada por integrantes do Grupo de Trabalho História das Artes do Espetáculo (GT-HAE), que pertence à Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE). Partindo da premissa que inúmeras são as razões e variados os objetivos evocados por agentes criativos, empresários teatrais, atores culturais, instituições de difusão e promoção cultural para darem sentido ou justificarem as artes cênicas em viagem, o evento e o dossiê visam estabelecer um balanço crítico do tema gerador abordando as motivações, os objetivos, os trajetos, e as consequências dessas viagens empreendidas pelas Artes Cênicas no Brasil e no Mundo.

A presente chamada para colaborações no Dossiê, dirige-se a pesquisadoras/es brasileiras/os e estrangeiras/os, que venham a participar ou não do evento em questão. O escopo desta “chamada” é a seleção de 15 contribuições que venham a constituir uma reação à questão disparadora — “Por que e para que viajam as artes cênicas?”

 Nesse sentido, são propostos alguns tópicos de caráter orientacional para as submissões:

  1. A chegada e a partida: técnicas formativas e procedimentos criativos;

  2. A circulação contemporânea: entre o local e o global;

  3. A diáspora: contornos étnico-raciais do trajeto;

  4. A excursão tradutória e adaptativa: da letra à cena;

  5. A guerra fria e o papel das turnês artísticas;

  6. A instituição cultural: promoção do mercado simbólico;

  7. A itinerância do circo ontem e hoje;

  8. A migração de agentes criativos no interior do Brasil;

  9. A trajetória e a recepção de ideias teatrais;

  10. A turnê artística vista pela ficção: poesia, romance, teatro e cinema;

  11. A turnê teatral: negócio, política e repertório;

  12. A turnê transatlântica e a turnê interna;

  13. A viagem iniciática;

  14. Divas e divos: a circulação dos monstros da sagrada arte;

  15. Entre Cheganças e Embaixadas: os fluxos da cultura popular;

  16. Entre formas e gêneros: o escambo artístico-cultural;

  17. Eventos, trajetos e circuitos reais e imaginários;

  18. Alteridade teatral: modos de ser e criar com o outro;

  19. O corpo diaspórico: criação e insurgência;

  20. O festival das Artes Cênicas: dança, teatro, performance, formas animadas, circo;

  21. O lugar da América Latina na rota das turnês;

  22. O papel do artista emigrante/imigrante no teatro brasileiro;

  23. O passeio da biblioteca de Apolo e Dioníso;

  24. O problema das fontes e dos métodos historiográficos;

  25. O sotaque da fala e a nuança do corpo que viajam.

Organização


Alberto Tibaji. Professor Titular do Departamento de Artes da Cena (DEACE) e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC), da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Doutor em Artes pela USP (2002), e Mestre em Filosofia pela UFRJ (1991). 

Denis Bezerra. 

Fabiana Fontana. Professora adjunta da Universidade Federal de Santa Maria, no Departamento de Artes Cênicas. Doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2014). Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2009). Formada também em Arquivologia pela Universidade Federal Fluminense (2017). 

Gessé Almeida Araújo. Professor adjunto do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências e do Programa de Pós-graduação em Ensino Relações Étnico-raciais (PPGER-UFSB), da Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB. Doutor e mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (PPGAC-UFBA). É autor do livro A violência na obra de Plínio Marcos: Barrela e Navalha na carne (EDUFBA, 2015). 

João Cícero. Professor de História da Arte e do Teatro na Faculdade CESGRANRIO. Doutor em História Social da Cultura (PUC-Rio). Tem experiência em história da arte, do teatro e em historiografia e crítica. Atua como pesquisador, crítico e dramaturgo. Desde então, vem publicando ensaios, peças teatrais e críticas

José Denis de Oliveira Bezerra. Professor adjunto da Escola de Teatro e Dança da UFPA e do Programa de Pós-graduação em Artes/PPGARTES/UFPA. Doutor em História pelo Programa de Pós-graduação em História Social da Amazônia/UFPA (2016). Mestre em Letras: Linguística e Teoria Literária/UFPA (2010). Atual Presidente da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas - ABRACE (2022). 

Monize Moura.  Professora adjunta do Departamento de Artes e do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas (PPGArC), da UFRN.  Mestra em Artes do Espetáculo pela Universidade de Estrasburgo e doutora em História pela UVSQ/ Universidade Paris-Saclay, em cotutela com o Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UNIRIO. 

Paulo M. C. Maciel. Professor adjunto do Departamento de Artes Cênicas (DEART) e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Doutor e mestre em teatro pelo Programa de Pós-Graduação de Artes Cênicas, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Atual coordenador do GT de História das artes do Espetáculo. 

Walter Lima Torres Neto. Professor titular de estudos teatrais nos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Letras da UFPR e no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFRGS. Publicou: Ensaios de cultura teatral (Paco Editorial, 2016) e organizou: À sombra do Vampiro: 25 anos de teatro de grupo em Curitiba (Kotter Editorial, 2018) e Teatro em francês: quando o meio não é a mensagem (Editora da UFPR, 2018). Organizou ainda A Modernidade em cena: 50 anos de teatro em Curitiba (Kotter Editorial, 2022).

Promoção

GT História das Artes do Espetáculo (GTHAE) - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE)

Apoio

Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE)

Conheça a página do GT no Portal ABRACE

portalabrace.org/gthistoria

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