O curso analisa a transição paradigmática na compreensão dos seres vivos, partindo da ontologia de substância em direção à ontologia de processos. Investiga-se a insuficiência das metáforas mecanicistas e reducionistas na Biologia contemporânea, contrapondo-as a uma visão organicista e dinâmica. O percurso teórico estabelece um nexo entre a metafísica de Aristóteles e Whitehead e as teorias de autopoiese (Maturana) e auto-organização (Atlan). Conclui-se com a apresentação da Ontologia de Processos atual, que redefine o organismo não como uma máquina estática, mas como um fluxo de estabilidade dinâmica. A abordagem é interdisciplinar, voltada para a fundamentação epistemológica da prática biológica.