FÓRUM SP 25 – POLÍTICAS URBANAS EM TEMPOS DE
MUDANÇA CLIMÁTICA
6 a 9 de
outubro de 2025 – Pavilhão da Oca, Parque do Ibirapuera – São Paulo
Em 2025, ano da realização da COP 30 no Brasil, o Fórum SP 25, sob o
tema “Políticas Urbanas em Tempos de Mudança Climática”, propõe uma reflexão
crítica sobre o papel das políticas urbanas na construção de cidades mais
justas, resilientes e sustentáveis. O evento integra a programação oficial da
14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, cujo tema é “Extremos:
Arquiteturas para um Mundo Quente”.
Pesquisadoras, pesquisadores, profissionais e estudantes estão
convidados a submeter trabalhos que articulem teorias, métodos e práticas,
apresentando contribuições consistentes e inovadoras em uma das seis áreas temáticas:
1. Preservar
áreas verdes e livres, valorizar a paisagem e proteger o patrimônio ambiental
2. Conviver com
as águas, adaptar as infraestruturas e ressignificar os resíduos
3. Reabilitar o
patrimônio arquitetônico e urbano, valorizar as preexistências e construir
verde
4. Circular e
acessar juntos uma cidade sustentável
5. Promover
moradia digna e justiça climática
6. Governar com
inclusão, participação e controle social
Submissão
de Trabalhos
Os trabalhos completos deverão ser enviados até 28 de agosto de 2025,
com extensão entre 8.000 e 10.000 caracteres, e poderão ser assinados por até
três autores. A avaliação será feita em sistema duplo-cego por um comitê
científico. As diretrizes completas para submissão serão divulgadas em breve.
O
que é o Fórum SP?
O Fórum SP é uma iniciativa acadêmica colaborativa que reúne cursos de
graduação e pós-graduação em Arquitetura, Urbanismo e Planejamento Urbano e
Regional sediados na cidade de São Paulo. Criado para fortalecer a contribuição
da universidade nos processos de formulação de políticas públicas e
planejamento urbano, o Fórum realizou edições anteriores em 2021 e 2023, com
foco na avaliação crítica do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo.
Em 2025, ao integrar a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo,
o Fórum amplia seu escopo e insere o debate acadêmico no centro das urgências
territoriais e climáticas, promovendo articulações entre pesquisa, prática
profissional e ação pública.
Informações
adicionais:
- Submissões: até 28 de agosto de 2025
- Site das edições anteriores:
https://sites.usp.br/forumsp22/
- 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo:
https://bienaldearquitetura.org.br/
- Contato para informações: forumsp25@gmail.com
Descrição das Áreas Temáticas
1. Preservar áreas verdes e livres, valorizar a paisagem e proteger o patrimônio ambiental
O eixo propõe uma abordagem integrada entre paisagem, planejamento territorial, justiça ambiental e patrimônio. Busca-se debater as tensões entre urbanização e arborização urbana, tanto em territórios densamente ocupados, onde a expansão da malha urbana eliminou remanescentes de áreas verdes e livres, quanto em contextos de crescimento periférico, onde zonas rurais, ecossistemas urbanos e áreas ambientalmente sensíveis se sobrepõem a territórios socialmente vulneráveis. A ênfase recai sobre experiências de arborização urbana, manejo arbóreo, reflorestamento, revalorização da paisagem e articulação entre infraestrutura verde e redes ecológicas urbanas. São bem-vindas reflexões críticas sobre o greenwashing urbano, os limites das políticas de compensação ambiental e os conflitos fundiários gerados pela valorização seletiva do ambiente. Trabalhos que articulem paisagem cultural, patrimônio ambiental, espaço público e modos de vida tradicionais também são incentivados.
2. Conviver com as águas, adaptar as infraestruturas e ressignificar os resíduos
Convoca debates sobre a relação entre o lugar das águas, a ocupação urbana e as infraestruturas urbanas — em especial as de saneamento, drenagem e gestão de resíduos — nos territórios urbanizados. Interessa refletir criticamente sobre políticas de controle e retificação hídrica frente a alternativas baseadas na restauração ecológica, na justiça hídrica e na adaptação climática. Serão valorizadas experiências que articulem o projeto urbano e a produção de territórios resilientes, promovam o redesenho de espaços públicos associados aos corpos d’água, bem como o replanejamento das infraestruturas urbanas, com destaque para sistemas integrados de drenagem urbana sustentável, manejo de resíduos sólidos e ampliação do saneamento básico como estratégias territoriais de mitigação de riscos e promoção da saúde coletiva. São também pertinentes análises sobre riscos hidrológicos, conflitos socioambientais em áreas sujeitas a inundações, a precariedade ou ausência de serviços essenciais de saneamento, a gestão tecnocrática da água e dos resíduos, e as resistências das comunidades frente à remoção ou invisibilização de suas relações com os cursos d’água, as áreas alagáveis e os serviços ambientais urbanos.
3. Reabilitar o patrimônio arquitetônico e urbano, valorizar as preexistências e construir verde
Questiona o paradigma da construção nova como resposta automática às demandas urbanas contemporâneas. Interessa a análise crítica de estratégias de reabilitação urbana, retrofit e reuso adaptativo de edifícios, infraestruturas e espaços urbanos existentes como caminhos para cidades mais sustentáveis, inclusivas e de baixo carbono. Destacam-se experiências que promovam o aproveitamento de preexistências arquitetônicas e urbanísticas, incluindo equipamentos públicos e serviços urbanos, incorporando-os a projetos que priorizem a permanência, o cuidado e a economia de recursos. A discussão sobre os limites e as possibilidades dos instrumentos de adensamento urbano — como os Projetos de Intervenção Urbana (PIUs), os Eixos de Estruturação Urbana (EEUs), entre outros —, os riscos de gentrificação e o tensionamento entre valorização patrimonial e permanência das populações vulneráveis será central. Serão bem-vindas contribuições que articulem preservação e transformação, cuidado com a memória e sustentabilidade ambiental, econômica e social, e que pensem a cidade existente como campo de projeto e de justiça socioespacial.
4. Circular e acessar juntos uma cidade sustentável
Propõe reflexões críticas sobre os modos de circulação e de acesso à cidade, com base em uma perspectiva de justiça socioespacial e transição energética. Debate-se a centralidade da mobilidade ativa, coletiva e de carga sustentável como elemento estruturador do território metropolitano, contrapondo-se à lógica rodoviarista, segregadora e intensiva em carbono. Serão especialmente valorizados trabalhos que explorem a integração entre mobilidade e espaço público, as políticas de transporte gratuito, o uso de energias limpas e as disputas em torno da infraestrutura urbana. O eixo também convida à análise de práticas institucionais e populares que resistem à financeirização da mobilidade e lutam por acessos universais, inclusivos e ambientalmente sustentáveis à cidade — entendida como espaço de circulação, permanência e acesso efetivo às oportunidades, ao trabalho, aos serviços públicos e à vida urbana em sua plenitude.
5. Promover moradia digna e justiça climática
Parte da urgência em articular políticas habitacionais às agendas climática, ambiental e territorial. Propõe-se reconhecer a relação entre vulnerabilidade social e precariedade urbana. Espera-se discutir criticamente os limites da atuação estatal, a precarização urbana, os efeitos da financeirização do solo e as formas de resistência das comunidades frente à vulnerabilidade climática. Serão acolhidas análises de planos, programas e projetos voltados à produção e regularização da moradia digna, enfrentamento a remoções especialmente em áreas de risco, centros urbanos e territórios periféricos. Experiências de autogestão, mutirões e produção popular do espaço são de especial interesse. São incentivados trabalhos que proponham alternativas de permanência qualificada e integração dos assentamentos à cidade, promovendo justiça climática e urbana.
6. Governar com inclusão, participação e controle social
O eixo trata das formas de governança urbana e política institucional que favorecem a inclusão, a participação cidadã, o controle social e o reconhecimento da diversidade. Interessa a análise crítica dos arranjos participativos (conselhos, fóruns, conferências), das formas de invisibilização das vozes populares e das lutas por direito à cidade. São também bem-vindas contribuições que explorem o papel da cultura na construção de identidades territoriais, das redes de solidariedade urbana e dos saberes locais como fundamentos de novos paradigmas de planejamento e gestão urbana. O eixo convida à reflexão sobre a interseccionalidade (gênero, raça, classe), o enfrentamento das desigualdades estruturais na formulação de políticas públicas, e os desafios de governar territórios diante da emergência climática e da intensificação das injustiças ambientais.
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP
Prof. Dr. Eduardo Alberto Cusce Nobre
Prof. Dr. Angelo Salvador Filardo Júnior
Prof. Dra. Paula Freire Santoro
Prof. Dra. Nilce Aravecchia Botas
Prof. Dr. Eugenio Fernandes Queiroga
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Profa. Dra. Denise Antonucci
Prof Dr. Luiz Guilherme Rivera de Castro
Profa. Dra. Viviane Manzione Rubio
Escola da Cidade
Massafumi Yamato
Tácito Pio
Pedro Vada
Universidade Nove de Julho – UNINOVE
Profa. Dra. Cintia Elisa Marino
Profa. Dra. Tatiana Tucunduva Philippi Cortese
Prof. Dr. Luis Fernando Massoneto
Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP
Prof. Dr. Fernando Túlio Salva Rocha Franco
Ms. Joyce Reis Ferreira da Silva
Prof. Dr. Silvio Oksman
Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/SP
Prof. Dr. Miguel Antônio Buzzar
Silvana Serafino Cambiaghi
Rafael Paulo Ambrosio
Organização
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Escola da Cidade

Universidade Nove de Julho – UNINOVE

Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP

Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/SP
Apoiadores
Comissão de Direito Urbanístico da OAB-SP

Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas -
FGV

Fundação Tide Setúbal

Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico - IBDU
Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo –
UNIFESP
Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole – URBEM

Observatório das Metrópoles de São Paulo

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP
Nabil Georges Bonduki
Maria Cristina da Silva Leme
João Fernando Pires Meyer
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Carlos Leite de Souza
Angélica Tanus Benatti Alvim
Escola da Cidade
Carolina Heldt D’Almeida
Universidade Nove de Julho – UNINOVE
Daniel Todtmann Montandon
Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP
Raquel Schenkman
Fernando Túlio Salva Rocha Franco
Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/SP
Ricardo Aguillar da Silva