Exposição Crespura Símbolos, Artefatos e Identidades da Beleza Negra

Exposição Crespura Símbolos, Artefatos e Identidades da Beleza Negra

presencial Casa Lacerda - Lapa - Paraná - Brasil

Exposição CRESPURA

Símbolos, Artefatos e Identidades da Beleza Negra

APRESENTAÇÃO

A exposição intitulada “CRESPURA – Símbolos, Artefatos e Identidades da Beleza Negra” integra as ações do Projeto CRESPURA – A Química da Beleza Negra 2021-2026 em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia – UFU e a Universidade Federal do Paraná. A formação versa sobre o processo contínuo de autocuidado e reconhecimento da estética negra com estreito diálogo com o campo científico; por outro lado, capacitação profissional envolvendo o mercado da Beleza Negra e técnicas de cuidados com cabelos crespos em sua diversidade de texturas e a pele com melanina. 

Visa construir um espaço de interlocução com o público interessado em  mergulhar na trajetória dos cuidados com os cabelos crespos. Articula, o pilar metodológico da circularidade, oralidade e ancestralidade para o aprofundamento dos estudos sobre diversidade cultural com o reconhecimento das produções científicas e tecnologias sociais africanas e afro-brasileiras.


Responsável: Neli Gomes da Rocha CNPJ 61.799.056/0001-42

Integra a pesquisa de pós-Doc intitulada: CRESPURA 3D - Do Bio ao Tech.  Ensino de Ciências e Letramento Racial na Educação Básica. Sob a supervisão da profa Camila Silveira / UFPR. 


Local: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Casa Lacerda
R. XV de Novembro, 67  Centro, Lapa/PR 

Abertura: 30 de maio de 2026 às 14h30 

A programação conta ainda com a realização de oficinas de tranças, turbantes e maquiagem para a pele negra e artística. 


PÚBLICO
Estudantes do Ensino básico, Profissionais da educação, Profissionais da beleza (trancistas, trançadeiras, especialistas em cachos e crespos, dread makers e cabeleireiras).


Letramento Científico e Letramento em Racial em Estética Negra

O espaço de Formação Crespura visa fortalecer a dimensão do letramento científico e letramento racial de forma interseccional, a técnica na elaboração de penteados na forma de tranças em diálogo com a construção identitária da pessoa preta ou parda que busca maior compreensão sobre a estrutura biofísica do cabelo crespo em sua diversidade de textura. As ações do projeto têm como fundamento a investigação-ação utilizando como elemento mediador a capilaridade social do crespo em diferentes campos do saber, tais como: a Química, a Física, a Biologia, a História, a Educação e as Ciências Sociais.

As ações pedagógicas partem das vivências e autocuidado nas interações sociais com ênfase na estética negra de homens e mulheres, para então alcançar a interpretação dessas experiências pelo estudo da queratina, da melanina, dos ácidos graxos, das texturas dos fios, e das alterações físicas e químicas provocadas por agentes externos como sol, calor, substâncias químicas e fitoterápicos. Por fim, retorna à historiografia e as tecnologias ancestrais de autocuidado dos povos tradicionais africanos e afro-brasileiros. 

Objetivo - ampliar o léxico sobre o autocuidado dos cabelos crespos de forma conjugada à Educação para as Relações Étnico-raciais e os conhecimentos das Ciências Naturais como o Ensino de Ciências e Química e Biológica, assim como as Ciências Humanas como a Sociologia, História e Estudos Culturais a partir do diálogo entre comunidade acadêmica e diferentes profissionais da beleza capilar e pele.


Objetivos Específicos

Conscientizar e valorizar a história, cultura e estética africana e afro-brasileira perpassando a diáspora africana; 

Apresentar conceitos e ideias com ênfase no autocuidado  negro-africano no que tange a diversidade cultural e estética.

Demonstrar na prática formas de cuidados cotidianos, valorizando a contribuição da História Viva presente nos saberes transmitido através da oralidade e materializados nos resultados da saúde capilar. 

Apresentar as seguintes problematizações sobre os diferentes tipos de pele humana e diferentes texturas capilares: 

  1. Todas as pessoas têm o mesmo tom de pele? 
  2. Por que possuímos tons de pele diferentes? 
  3. Como será que surgiu os vários tipos de pele?
  4. O que é melanina? Qual sua função?
  5. Onde podemos encontrar a molécula da melanina?
  6. Todos os indivíduos têm a mesma quantidade de melanina? Por quê?

Inscrições

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