A proposta parte da necessidade de repensarmos as formas de produção e circulação do conhecimento em Sociologia, valorizando não apenas os conteúdos, mas também os modos como escrevemos, comunicamos e compartilhamos nossas inquietações teóricas, metodológicas e políticas. Vivemos um tempo em que os formatos tradicionais da escrita acadêmica são constantemente tensionados por novas demandas, linguagens e tecnologias.
Nesse cenário, esta semana busca provocar debates sobre o que significa escrever sociologicamente hoje: quais são os desafios enfrentados por estudantes, pesquisadores e pesquisadoras na elaboração de textos sociológicos? Como inovar sem perder o rigor teórico e metodológico? Como dialogar com diferentes públicos, dentro e fora da universidade?
Ao reunir mesas, oficinas, grupos de trabalho e atividades culturais, pretendemos fomentar uma experiência formativa e crítica, que fortaleça a dimensão coletiva da produção do conhecimento. Mais do que discutir “como escrever”, queremos debater “por que escrevemos” e “para quem escrevemos”, reconhecendo as disputas simbólicas envolvidas no campo acadêmico, as hierarquias da produção científica e as potências criativas da escrita sociológica enquanto prática política, estética e ética.



