Esta
oficina propõe uma experiência de escrita entre mulheres, articulando memória,
ancestralidade, escrevivência e escrita de si. Partindo da compreensão de que
muitas mulheres foram historicamente interditadas da autoria — silenciadas em
seus desejos, dores, narrativas e formas de existência — a oficina cria um
espaço de elaboração coletiva através da palavra.
Inspirada
nas reflexões de Conceição Evaristo, Elaine Showalter, Eni Orlandi, Audre
Lorde, Lélia Gonzalez e Clarissa Pinkola Estés, a proposta alterna breves
provocações teóricas, exercícios de escrita afetiva e momentos de escuta e
partilha.
A
escrita aparece aqui não apenas como exercício literário, mas como gesto de
memória, reconhecimento e permanência.
A
oficina está organizada em quatro módulos, cada um seguindo a estrutura:
explanação teórica, ligação da teoria ao cotidiano, disparador de escrita,
tempo de escrita individual e partilha no círculo.