Entre linhas e lutas: mulheres que escrevem histórias, memórias e futuros nasce sob o signo da resistência, aflui e conflui em caudalosos rios de diversidades, para desaguar e espraiar-se em mares de inclusões e profusos de saberes. Este evento, que tem doce sabor como as frutas tropicais, se constitui espaço de discussões várias, a fim de abraçar corpos e mentes e produções de saber, notadamente do Norte e Nordeste, mas também de todos os lugares onde as vozes se façam eco de saber, amor, justiça e paz. Com uma longa história de maioria masculina e supremacia branca do cânone de Língua Portuguesa, reiteramos que discutir sobre mulheres e literatura de autoria feminina é essencial para abrir novos campos de atuação e produzir uma mudança de pensamento social de modo que todos os grupos minimizados obtenham, cada vez mais, respeito, espaço e voz. Embora tenhamos avanços obtidos na sociedade, em virtude ainda do domínio das concepções machistas, vemos as mulheres assumindo papéis de submissão ao olhar masculino e ainda tratadas com diferença no mercado de trabalho, assim como vemos outros sujeitos de grupos minimizados sofrendo violências psicológica e física. A resistência e a insurgência desses corpos, que se fazem presentes em muitas lutas cotidianas, precisam ter sua relevância destacada. A literatura e outras artes tem o poder da humanização e, por isso, um evento de Literatura e diálogos culturais é de suma importância para combater a objetificação e os preconceitos nas lutas cotidianas. A palavra agride e redime, pode salvar ou matar. A palavra cria a imagem e chama o som; a palavra é verbo, o verbo é viver, “e não ter a vergonha de ser feliz”. Sejamos, pois, palavras e pensamentos, sejamos as linhas, nas lutas de mulheres que escrevem histórias, memórias e futuros.