O aquecimento global não é questionável e as
observações recentes mostram uma aceleração no aumento da temperatura média
global. Em 2024 e início de 2025, a temperatura global excedeu 1,5oC
em comparação com a temperatura do período pré-industrial (1850-1900). Com este
nível de aquecimento, extremos climáticos de ondas de calor, secas, chuvas
severas, ressacas e incêndios florestais vêm batendo recordes em todo mundo,
inclusive no Brasil.
Se a temperatura não baixar, as metas do Acordo de
Paris e da COP26 de 2021 de zerar as emissões líquidas em 2050 destravarão um
grande número de pontos de não retorno do clima e biodiversidade global como a
extinção dos recifes de corais; derretimento de grande volume de mantos de gelo
na Groelândia e Antártica Ocidental aumentando muito o nível do mar; perda de
quase toda floresta amazônica e o derretimento de grade parte do permafrost
liberando grande quantidade de gases de efeito estufa.
No enfrentamento à emergência climática os desafios
incluem a busca de soluções de mitigação e adaptação e da transformação
ecológica. Temos que zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até
2040, acelerar a adaptação de toda população vulnerável aos crescentes extremos
climáticos, desenvolver uma política pública de arborização urbana e investir
no planejamento integrado de soluções baseadas na natureza para salvarmos a
Amazônia. A COP30 deverá ser a mais importante de todas COPs a fim de
superarmos os desafios da emergência climática.
Saiba mais assistindo a palestra “Emergência Climática: Desafios a enfrentar”, que será realizada no dia 26 de maio próximo, a partir das 10h.