Em janeiro de 2003, foi sancionada a Lei nº 10.639/03, que incluiu no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática da história e da cultura afro-brasileira, bem como a inserção do Dia da Consciência Negra (20 de novembro) como data comemorativa no calendário escolar. Desde então, muito se tem debatido a respeito da efetividade da implementação dessa lei, gerando críticas, disputas e reflexões sobre suas reais repercussões no cotidiano e na consolidação de novas perspectivas pedagógicas, tanto dentro quanto fora do âmbito educacional.
Ao se pensar o Brasil e sua história de formação, continuam sendo urgentes as articulações críticas e o debate em torno das reivindicações do movimento negro para o fortalecimento da luta antirracista na conjuntura atual. Como pensar múltiplas educações e pedagogias, no contexto brasileiro contemporâneo, a partir do histórico que levou à necessidade de se lutar pela Lei 10.639/03? Como os desafios atuais se imbricam no Brasil sob a égide de uma já falida narrativa de democracia racial? Como trabalhar criticamente possibilidades político-pedagógicas a fim de disparar, ao futuro, lanças de esperança?
Para debater a respeito disso, contaremos com a presença das convidadas Giselly Barros Rodrigues e Maria da Glória Calado.
Nos encontramos dia 09/05, às 14h, na sala 36 do bloco F do IPUSP!