Comissão Organizadora:
Profa. Dra. Katia Cristina Tarouquella Rodrigues Brasil - UNB (coordenadora evento)
Profa. Dra. Eliana Rigotto Lazzarini - UNB (vice-coordenadora evento)
Profa. Dra. Elaine Cristina Schmitt Ragnini - UFPR (coordenadora GT)
Profa. Dra. Silvia Nogueira Cordeiro - UEL (vice-coordenadora GT)
Prof. Dr. Érico Bruno Viana Campos - UNESP Bauru (coordenação colegiada do GT)
Profa. Dra. Mary Yoko Okamoto - UNESP Assis
Prof. Dr. Sérgio Sócrates Baçal de Oliveira – UFAM (coordenação colegiada do GT)
Ana Carolina Brito Menezes - UnB
Ingrid Fernandes dos Santos - UnB
Jessica Emanoeli Moreira Costa - UnB
Jullyana Silva Rosa - UnB
Denise Valadão Santos - UnB
Paola Fonseca - UnB
Andréa Mata Machado Fernandes Dias - UnB (apoio técnico)
Comissão Científica:
Profa. Dra. Elaine Cristina Schmitt Ragnini - UFPR
Prof. Dr. Eduardo Name Risk - UFSCar
Prof. Dr. Érico Bruno Viana Campos - UNESP Bauru
Profa. Dra. Katia Cristina Tarouquella Rodrigues Brasil - UNB
Profa. Dra. Klaylian Marcela Santos Lima Monteiro - UFPE
Profa. Dra. Lucianne Sant'Anna de Menezes - UFU
Profa. Dra. Maria Elizabeth Barreto Tavares dos Reis - UEL
Profa. Dra. Marina Ferreira da Rosa Ribeiro - IPUSP
Profa. Dra. Mary Yoko Okamoto - UNESP Assis
Profa. Dra. Monah Winograd - PUC-Rio
Profa. Dra. Paula Land Curi - UFF Niterói
Profa. Dra. Paula Orchiucci Miura - UFAL
Profa. Dra. Perla Klautau - UFRJ
Prof. Dr. Rodrigo Sanches Peres - UF
Prof. Dr. Sérgio Sócrates Baçal de Oliveira - UFAM
Profa. Dra. Silvia Nogueira Cordeiro - UEL

SOBRE O EVENTO
Em contextos marcados por violências, desastres, desigualdades socioeconômicas e processos de marginalização, observa-se frequentemente a intensificação do sofrimento psíquico, o que demanda a atuação de instituições mediadoras dos vínculos subjetivos, como aquelas ligadas à saúde, educação, assistência social, proteção, segurança e trabalho. Nesse cenário, a universidade e a pós-graduação assumem um papel fundamental na formação qualificada de pessoal de nível superior e na produção de conhecimento comprometido com o desenvolvimento social, científico e tecnológico, orientado por princípios de sustentabilidade, inclusão e equidade.
O simpósio propõe fomentar o debate crítico acerca dos efeitos subjetivos das exclusões sociais, econômicas, culturais e políticas que atravessam os processos de subjetivação na contemporaneidade, interrogando os modos de escuta e de intervenção clínica diante dessas complexidades. Busca-se, ainda, sustentar um espaço de produção coletiva de saberes e práticas, fortalecendo redes de pesquisa interinstitucionais e inter-regionais e reafirmando o compromisso ético-político do GT com a democratização do acesso ao conhecimento, a pluralidade teórica e a implicação da psicanálise frente aos desafios sociais do presente.
Ao colocar em destaque situações de vulnerabilidade social, o evento pretende evidenciar como determinadas experiências de sofrimento se enraízam em relações sociais contemporâneas marcadas pela precarização do trabalho, desqualificação social, desagregação identitária e processos de desumanização do outro, frequentemente associados às dinâmicas de exclusão próprias das racionalidades neoliberais. Nesse sentido, busca-se dar visibilidade a uma psicologia e a uma psicanálise implicadas com as dimensões históricas e estruturais da realidade brasileira, particularmente no que se refere às questões raciais, de gênero, étnicas e às desigualdades econômicas, compreendidas também como heranças de nossa história colonial.
A relevância da proposta para o campo da psicologia e da psicanálise reside em contribuir para a consolidação de uma prática e de uma produção científica comprometidas com os desafios sociais e políticos do nosso tempo, com especial atenção às políticas de inclusão e ao enfrentamento das diversas formas de exclusão. Como já assinalava Sigmund Freud, a psicologia individual é, em sua essência, também uma psicologia social, uma vez que o sujeito se constitui sempre em relação ao outro e jamais como um ser isolado.
Nesse horizonte, o VI Simpósio do GT Psicanálise e Clínica Ampliada tem como objetivo promover o intercâmbio científico entre pesquisadoras(es), profissionais e estudantes que investigam e atuam nos campos da psicanálise e da clínica ampliada, com especial atenção às estratégias de intervenção em contextos concretos de vulnerabilidade, bem como às questões relativas à inclusão e às diversidades.
EIXOS TEMÁTICOS
1. Clínica Ampliada e Territórios de Vulnerabilidade
Este eixo foca em práticas clínicas que extrapolam o setting tradicional (o consultório individual) para alcançar sujeitos em contextos de precariedade econômica, desastres e marginalização. Espera-se trabalhos que dialoguem com: intervenções em instituições de saúde, assistência e trabalho; o impacto da precarização do neoliberalismo na saúde mental e estratégias de cuidado territorializadas.
2. Corpos, Gênero e Sexualidades: Escutas Psicanalíticas
Dedicado a investigações que articulam a teoria psicanalítica com as questões de gênero e diversidade sexual. Espera-se trabalhos que dialoguem com: a escuta clínica diante das dissidências corporais e de gênero; o enfrentamento de violências de gênero e a desconstrução de normas que produzem sofrimento psíquico nessas populações.
3. Crianças, Jovens e Redes de Proteção: Clínica e Intervenção
Eixo voltado para a infância e juventude, especialmente aquelas inseridas em redes de educação e proteção social. Espera-se trabalhos que dialoguem com: o papel das instituições mediadoras (escola, abrigos, conselhos) no fortalecimento dos vínculos subjetivos e na proteção contra a violência e a desumanização.
4. Diversidades, Diferenças e Sofrimento Psíquico na Contemporaneidade
Aborda como a "diferença" é processada na cultura atual e como as exclusões sociais e políticas se transformam em sintomas e patologias. Espera-se trabalhos que dialoguem com: o debate crítico sobre a desagregação identitária, a pluralidade teórica na clínica e os efeitos subjetivos do isolamento social e da desqualificação do "outro".
5. Psicanálise, Inclusão e Políticas do Cuidado
Este eixo discute a dimensão ético-política da psicanálise e seu compromisso com a democratização do conhecimento e o acesso à saúde mental. Espera-se trabalhos que dialoguem com: tecnologias sociais inovadoras de cuidado; políticas públicas de inclusão; e a formação de pessoal de nível superior voltada para a equidade e sustentabilidade social.
6. Racismo, Desigualdade e Processos de Subjetivação
Focado nas marcas da história colonial brasileira e como o racismo estrutural molda a psique e as relações sociais. Espera-se trabalhos que dialoguem com: o enfrentamento das heranças coloniais na clínica; o impacto da desigualdade racial na constituição do sujeito e a produção de uma psicanálise implicada com a questão étnico-racial.
EDITAL DE PARTICIPAÇÃO E SUBMISSÃO DOS TRABALHOS