GT 1 - ACESSIBILIDADES PARA CONSTRUÇÃO DE
PRÁTICAS DECOLONIAIS E DE PERTENCIMENTO
Responsáveis: Clemencia Maria de Jesus Silva e Aparecida Dias Terras Gomes.
E-mail:
ufsbacessibilidadedecoloniais@gmail.com
Este Grupo de
Trabalho (GT) busca-se apresentar debates sobre acessibilidades para construção
de práticas decoloniais e de pertencimento acerca do direito educacional das pessoas
com deficiências físicas, sensoriais e transtornos globais. Esse é um tema
essencial para compreensão dos diversos impasses, conflitos e contradições de
enfrentamentos históricos das práticas educativas de inclusão sistêmica que os
estudantes com diversos tipos de deficiência são invisibilizados
hegemonicamente devido sua condição de atendimento educacional especial e
étnica no ingresso, continuação e finalização dos estudos na educação básica e
no ensino superior. O estudo que será apresentado reflete e aponta para
questões profundas da realidade social, possibilitando entender à efetivação do que seja inclusão no âmbito educacional
mediante as concepções construídas historicamente para uma sociedade, e a
cultura de cada espaço social. No Brasil, especialmente os cuidados com as
crianças especiais sempre foram delegados a iniciativas da sociedade civil, por
meio da concepção de estabelecimentos especializados nesse atendimento. No
entanto, com as mudanças ocorridas na sociedade, com o procedimento de
democratização das escolas, começa-se a refletir aprecisão de um fazer pedagógico inclusivo. Por outro lado,
as instituições especializadas demonstraram ao longo do tempo sua incapacidade
de proporcionar a integração desses indivíduos no seio da sociedade,
tornando-os produtivos. Nesse contexto surgem os termos: “Educação Inclusiva e
Atendimento Educacional Especializado”, que visam efetivar o atendimento dos
alunos especiais em suas diversas especificidades. Propomos através deste GT,
reunir algumas informações a respeito do tema
abordado, no sentido de problematizar e discutir as políticas educacionais de
inclusão, e como o poder público pode contribuir para que a escola garanta a
inserção de práticas pedagógicas decoloniais destes grupos minorizados na
escola regular, possibilitando a estes
estudantes o reconhecimento e a apropriação de valores e práticas indenitárias,
linguísticas de pertencimento da mesma
forma que e propõem aos demais estudantes. Isso justifica a necessidade de discutir
o tema, a fim de entender o processo de inclusão e acessibilidades em sua
perspectiva legal, pois se trata de um debate ainda carregado de discursos e
práticas capacitistas, que ainda carece de maior profundidade nas discussões e
visibilidade das lutas.
Palavras-chave: Práticas Decoloniais.
Deficiências. Acessibilidades,
Diversidades.
GT 2 - CULTURA CORPORAL E SAÚDE MENTAL DA
POPULAÇÃO NEGRA
Responsáveis: Carlos Elber
Ribeiro Machado e Mônica Rodrigues Miranda
E-mail:
culturacorporalnegra.vseminario@gmail.com
Este Grupo de Trabalho (GT) tem a proposta de
construir um debate a partir de uma perspectiva humana, com elaboração de
estratégias de enfrentamento ao racismo e destaque principal para as vivências
dos elementos da cultura corporal e cuidados necessários à promoção da saúde
mental da população negra. Esse GT compreende a necessidade de reconhecimento e
empoderamento dos negros perante aos direitos humanos e constitucionais como
necessidades básicas relacionadas ao bem estar e qualidade de vida. O horizonte
da proposta aponta para necessidade da
população negra acessar tempos/espaços que oportunize vivenciar de forma
consciente e sistematizada os elementos da cultura corporal como condição sine qua non de equilíbrio e harmonia da
inseparável relação corpo e mente. A
expectativa das produções prevê um GT com referenciado na
afroperspectiva e ancestralidade que fortalece e (re)afirma a identidade do
povo preto. Portanto este GT busca sobretudo reflexionar acerca do racismo
estrutural e como reverbera na saúde e na cultura corporal dos
negros , sobremaneira que a nossa luta deve ser
urgente e sempre em todos os âmbitos da
sociedade, confrontando desigualdades múltiplas e recorrentes contra essa
parcela da população onde a marcação ainda continua sendo a raça. Tais
vitupérios concernentes aos negros e às negras do nosso país são rasgos
latentes inseridos no sistema de saúde, degradante e excludente onde mais
sofremos, ainda existe ademais uma notória folclorização a tudo que diz
respeito aos corpos pretos, faz-se necessário ‘decolonizar’ esses espaços de
poder em detrimento de uma sociedade mais equânime e isonômica.
Palavras-chave: Cultura Corporal. População Negra.
Enfrentamento. Promoção de Saúde.
GT 3 - LITERATURA
NEGRA E INDÍGENA.
Responsáveis: Elisiane Lima Da Silva, Erika Brasil
Figueiredo e Fátima Vieira
Santos
E-mail:
gt.literaturaafroindigena@gmail.com
O Grupo de Trabalho “Literatura negra e indígena” busca fomentar
discussões e reflexões acerca das questões afro-brasileira e indígena,
consubstanciadas no âmbito da literatura, entendendo-a como ferramenta fundamental e imprescindível
para a Educação das Relações Étnico-Raciais com vistas à superação do racismo,
do preconceito e da intolerância em nossa sociedade. A estrutura colonialista e racista
historicamente presente no meio social relegou lugar de subalternidade e
inferioridade às populações negra e indígena, realidade essa presente nas diversas narrativas literárias, nos
personagens nelas contidos, nos conhecimentos e aspectos culturais nelas
privilegiados. Os conhecimentos e heranças culturais da População afro-brasileira e dos povos indígenas vêm sendo
sistematicamente aniquilados e inviabilizados pelas narrativas hegemônicas. A
presença da literatura afro-brasileira e indígena nos diversos espaços
educativos, possibilitada pelas discussões em torno das leis 10.639/2003 e
11.645/2008, vem contribuindo de forma significativa para a desconstrução de
estereótipos relacionados à identidade negra e indígena, com vistas ao
fortalecimento identitário desses sujeitos e valorização de suas heranças
culturais. Sendo assim, consideramos de grande relevância os trabalhos que
dialoguem com essas temáticas, privilegiando os saberes desses povos, suas
culturas e formas de ser e agir no mundo, com vistas a ampliar as discussões e ações
efetivas no interior dos diversos espaços educativos que instrumentalizam a
literatura em suas práticas pedagógicas.
Palavras-chave: Literatura Afro-brasileira.
Literatura Indígena. Educação Antirracista.
GT 4 - PEDAGOGIAS SUBVERSIVAS IDENTITÁRIAS
Responsáveis: Adriene Viana
Lima e Mara Felipe
E-mail : pedagogiasubversiva.vsregional@gmail.com
O grupo propõe mostrar experiências em que a educação é
subversiva e propicia uma revolução nos modos de pensar e agir. Sua principal
transgressão, do ponto de vista pedagógico, consiste no fato de se contrapor à
lógica fragmentada e cartesiana, oferecendo, como alternativa, uma perspectiva
mais plurisistêmica, multidisciplinar e interdependente. Por isso mesmo,
engajada com subjetivações identitárias e as performatividades nos diversos
espaços de educação — formal, informal e não-formal, produzindo reflexões em
diferentes perspectivas teóricas e metodológicas relacionadas a esse
fazer educativo. Assim, serão trabalhadas pedagogias subversivas, culturais, do
campo, de gênero, étnico-raciais, geracionais e inclusivas.
Palavras-chave: Pluridiversidade.
Multidisciplinariedade. Transgressão
GT 5 - GÊNERO,
DIFERENÇAS E LGBTQIAP+
Responsáveis: Jose Antonio Loyola
Fogueira, Lyn Diniz e Mauricio Dias
E-mail: generoediferenca.vsregional@gmail.com
Este grupo de trabalho visa promover um espaço de amplo
diálogo e troca de ideias como caminho a ampliação de horizontes e percepções
sobre as relações entre as questões de gênero, diferença/diversidade e
identidade sexual LGBTQIAP+, mas também propõe-se como um campo de formação
política frente ao avanço de discursos e agendas neoliberais/neoconservadoras/fundamentalistas
que corroem as estruturas do Estado Democrático de Direito e se interpõem entre
a adoção de políticas públicas efetivas e a ampliação da cidadania pautada nos
direitos humanos e pleno exercício de vivências que não estejam ancoradas nos
modelos dicotômicos e heteronormatizados. Entendendo como um processo
indissociável a construção de uma educação viva, onde sejam visibilizadas as
potencias contidas nas subjetividades de corpas, de negritudes empoderadas e
germinadas numa irmandade de luta na reexistencia.
Palavras-chave: Gênero. Diferenças. Diversidade
Sexual. Corpas. Negritudes.
GT 6 - MOVIMENTO E
QUESTÕES INDÍGENAS
Responsáveis: David
Rodrigues, Rosilene Souza de
Jesus e Valdenilson
Oliveira dos Santos,
E-mail: questoesindigenas.vseminario@gmail.com
O Grupo de Trabalho Movimentos e Questões Indígenas que
compõe esse seminário temático é um espaço de discussão que pretende não só
atualizar os temas e problemáticas em que se inserem os mais de 300 povos
indígenas de nosso país, mas também levantar propostas e soluções para as
sensíveis questões que afligem esse grupo humano que luta ainda (e sobretudo
hoje!), contra o racismo estrutural e as sistemáticas ameaças de genocídio, etnocídio e epistemicídio impostas pela colonização e pela
colonialidade, num modelo educacional excludente, caracteristicamente
embranquecido. Aqui, temos uma janela aberta para a reflexão e denúncias contra
a violência, o silenciamento e a homogeneização que se reproduzem e se agravam no sistema de ensino
de um Brasil governado por milícias raciais sustentadas por uma indústria e um
agronegócio erguidos sobre a terra sagrada e o sangue dos povos originários.
Povos que além de resistirem, lutam pela (re)existência em um intenso movimento
de retomadas culturais e territoriais em todas as regiões. Os trabalhos inscritos neste GT apresentam, não somente os
conflitos nas relações étnico-raciais e as dores dos indígenas, mas,
principalmente, a força de suas subjetividades e ancestralidade.
Palavras
chaves: Povos indígenas. Decolonialidade.
(Re)existência.