As
universidades são instituições pluridisciplinares de ensino superior
responsáveis por preservar, produzir e transmitir conhecimentos culturais,
científicos e tecnológicos, bem como pela formação intelectual, técnica,
profissional e ética de seus discentes. Hoje,
a educação de nível superior e, em especial, o incentivo ao ensino, à pesquisa
e à extensão nos cursos de licenciatura, encontram-se regulamentados pela
Constituição Federal de 1998 (CF/88) e pela Lei nº 9.394 – a chamada Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Dessa forma, faz-se necessário a
utilização do indissociável tripé ensino, pesquisa e extensão, tendo em vista
que o ensino, quando associado à pesquisa e à extensão, provê um suporte
intrínseco para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do país.
Durante
o período da XV SEMANA ACADÊMICA DO CAMPUS X, será possível analisar a
importância de um ensino para além da sala de aula e dos muros da universidade,
isto é, que converse com a sociedade através das atividades de pesquisa, ensino
e extensão; bem como, de que maneira as universidades podem atuar para
atender às perspectivas elencadas na legislação que rege os cursos superiores
de licenciaturas. É certo que o trabalho mútuo entre o ensino, a pesquisa e a
extensão tem sido fundamental para formar profissionais com habilidades em
diferentes áreas de conhecimento e com uma visão mais crítica dos
acontecimentos em sua volta.
Encontramos
no Campus X estudantes engajados na graduação, que se dedicam não só às aulas,
mas também à monitoria, palestras, grupos de estudo e pesquisa, estágios, atividades
de campo (o que inclui visitas, entrevistas com profissionais formados, etc.),
oficinas, minicursos, cursos extras, isto é, são discentes que aproveitam em
sua totalidade a oferta disponibilizada pela Universidade. E esses mesmos
discentes, tendem a possuir um perfil profissional diferenciado e a se
destacarem na vida profissional.
Para Paulo
Freire, um dos educadores mais notáveis na história da educação, trazia em suas
obras a ideia da autonomia do ser educando. Compreende-se para efeitos atuais, como
a capacidade dos educandos de intervirem na sociedade, de pesquisar, de
comparar, de decidir, de romper, de realizar ações e dignificantes testemunhos.
Portanto, trabalhar com os estudantes para além dos limites da sala de aula e
dos muros da universidade, é trabalhar as possibilidades de uma formação mais
crítica e alinhada às diversas realidades fora das universidades. Para Freire
(1996, p. 77),
Somos os únicos seres
que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos
os únicos em que aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito
mais rico que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir,
reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à
aventura do espírito.
Diante
do exposto, vimos que referido educador, contribuiu para a educação de forma
significativa, expondo a ideia da indissociabilidade entre ensino e pesquisa,
de modo que quem ensina precisa pesquisar, e quem pesquisa precisa ensinar,
pois sem pesquisa não há ensino.
Nesse
sentido, buscaremos realizar por meio de palestras, mesas de debate, oficinas, apresentação
de banners, comunicação oral e apresentação de relato de experiência, ações
que venham favorecer a troca de conhecimentos por meio da socialização, e desse modo, mostrar como a extensão
universitária é um processo educativo, cultural e científico, que articulado com
a pesquisa, o ensino e a extensão de forma indissociável, viabiliza uma relação
transformadora entre a Universidade e sociedade.
