Leitura Comentada: Cruzeiro do Sul, com Galciani Neves

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Sobre o evento

12/05/2023     |     das 14h00 às 15h30     |     Via Zoom     |     30 vagas


com Galciani Neves


Cruzeiro do Sul é o nome da menor constelação visível por seres humanos de que se tem registro. Suas 5 estrelas só podem ser vistas no Hemisfério Sul. Um dos mais importantes trabalhos da recente história da arte brasileira leva o nome dessa pequena constelação – um cubo de 9 mm³, feito de pinho e carvalho por Cildo Meireles e dedicado ao povo Tupi, para quem essas espécies de árvores são consideradas divindades sagradas. O trabalho foi exposto em 1970 na mostra “Information”, no MoMA, em Nova York. Nessa ocasião, Cildo escreveu um texto para o catálogo da mostra, no qual organizou sua estruturação poética e política, criticou as peripécias conceituais do sistema da arte e ainda desenhou a paisagem invisibilizada e marginalizada de “Abya Yala”, na língua do povo Kuna: ”Terra madura”, “Terra Viva” ou “Terra em florescimento” – expressão que vem sendo usada pelos povos originários do continente como sinônimo de “América”. Tanto tempo depois de sua primeira publicação, o seminal texto de Cildo segue apontando questões atuais e nos questionando: onde pisamos, onde estamos, com que terra nos relacionamos quando produzimos arte?


Público-alvo

As discussões suscitadas por esse texto podem interessar a profissionais da arte e da cultura que desejam pensar a respeito de seu terreno de ação, acerca de uma ecologia decolonial e sobre a produção artística que se desenvolve a partir de relações com o lugar.


Observações

O texto para leitura prévia será enviado aos participantes por e-mail.

Convidado(a)


Galciani Neves

É professora, curadora e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Autora do livro “Exercícios críticos: gestos e procedimentos de invenção” (EDUC, 2016, com auxílio FAPESP). Foi coordenadora da Escola Entrópica, do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Trabalhou em instituições como a Fundação Bienal de São Paulo, o Instituto Tomie Ohtake e o MuBE - Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia. Atualmente, é professora do Curso de Artes Visuais e da Pós-Graduação em Práticas artísticas contemporâneas na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP); coordenadora da Bolsa IAC de pesquisa do Instituto de Arte Contemporânea; e uma das consultoras-colaboradoras artístico-pedagógicas da Biblioteca-Floresta, trabalho sócio-artístico-ambiental de Simone Moraes, em Goiás.

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