IX Simpósio de História Regional e Local (PPGHIS)/ I Semana de História. (Col. His) UNEB - DCH-V. Fronteiras Conectadas, Histórias Cruzadas.

presencial UNEB Campus V (Departamento de Ciências Humanas) - Santo Antônio de Jesus - Bahia - Brasil

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Fronteiras Conectadas, Histórias Cruzadas: enfrentamentos da História no Ensino e na Pesquisa.

A Universidade do Estado da Bahia/Departamento de Ciências Humanas (DCH-Campus V)/Pós-Graduação em História Regional e Local (PPGHIS)/Colegiado de História têm a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores e demais interessados para o IX Simpósio de História Regional e Local /  I Semana de História com a temática Fronteiras conectadas, Histórias Cruzadas: enfrentamentos da História no Ensino e na Pesquisa, evento que ocorrerá de 14 a 16 de outubro de 2025 na UNEB/DCH-Campus V, em Santo Antônio de Jesus-Bahia.

IX Simpósio de História Regional e Local/ I Semana de História tem o objetivo de ampliar espaços de debates e interlocução entre professores-pesquisadores, estudantes de graduação e Pós-Graduação, professores do ensino básico e comunidade interessada nos âmbitos nacional, regional e local, ao reunir estudos e pesquisas para a promoção e difusão do conhecimento científico, através de apresentação de trabalhos inéditos e inovadores que envolvem temáticas da história social, cultural, política e econômica, com base na produção local, regional, brasileira e internacional. A temática desta edição está associada ao ano de celebração dos 18 anos do PPGHIS, de forma a evidenciar o significado da história regional e local e seus resultados historiográficos produzidos a partir da ampliação das correntes teóricas e metodológicas experimentadas por estudiosos/as no Brasil e em outros países, considerando as diversas temáticas que se cruzam em diferentes temporalidades e espaços históricos. Para a historiografia, torna-se um tema de relevância, especialmente por garantir outras perspectivas de análise, tendo o local, regional, nacional e mundo como espaços conectados onde trajetórias individuais e coletivas, política, sociedade, economia, cultura, integram o roteiro dos debates acadêmicos de ontem e de hoje.

Este evento reunirá professores, historiadores/as e demais pesquisadores das áreas das Ciências Humanas e afins das diversas universidades da Bahia e de outros Estados brasileiros, além de universidades estrangeiras, bem como de um público diversificado envolvido com a educação, os movimentos sociais e culturais da região. Trata de um importante espaço acadêmico, onde estudantes de graduação e pós-graduação, docentes de diversas instituições de ensino do município e região próxima, bem como de todo o estado da Bahia, têm a oportunidade de acessar e estabelecer trocas de conhecimentos sobre temas variados de interesse nacional e regional, através das atividades programadas.

Inscrições

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Convidados

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Minicurso "Fontes e Historiografias: dominando documentos escritos."

Ministrantes: Profa. Dra. Adriana Reis (UEFS) e Profa. Dra. Suzana Severs (UNEB)

 

Fontes e Historiografias: dominando documentos manuscritos (20 vagas)

Proponentes: Profª Drª Adriana Dantas Reis (UEFS; LECADIA/UEFS)

                        Profª Drª Suzana Maria de Sousa Santos Severs (UNEB; NIEMBA/UNEB; Grupo de Pesquisa História da América portuguesa)


Inscrições até 10/10: Clique aqui para se inscrever

 

Ementa: para construção da história acadêmica sobre o período em que os territórios dos povos originários estavam sob o domínio da coroa portuguesa é imprescindível a leitura de manuscritos. Os manuscritos são textos escritos à mão de caráter oficial, político ou privado, constituindo uma das fontes mais utilizadas pelas/os historiadoras/es para acessar testemunhos e vestígios desse passado longínquo, mas que de nós se aproxima pelo tempo histórico da longa duração.

Inúmeros arquivos públicos e privados espalhados pelos continentes preservam manuscritos que interessam à História do Brasil. Neste minicurso apresentamos alguns documentos que tratam das diversas dimensões da história da América portuguesa seja no âmbito da sociedade e seu cotidiano, da política e administração públicas, da economia... e que estão sob guarda dos três principais arquivos públicos para a história do Atlântico, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e o Arquivo Histórico Ultramarino, situados em Lisboa. No primeiro preservam-se, dentre outros, a documentação produzida pelo Tribunal da Inquisição durante os três séculos de sua atuação; no segundo disponibiliza-se vasta documentação política e oficial como cartas, solicitações, registros de patentes, processos de perfilhação, etc.; e o Arquivo Público do Estado da Bahia, um dos maiores arquivos da América Latina, sediado em Salvador, com vasta documentação desde escrituras públicas a processos cíveis e crimes, além dos testamentos e inventários.

 

Desenvolvimento do curso: as aulas desenvolver-se-ão com exposição participativa, quando cada inscrita/o poderá trazer suas experiências e/ou documentos para serem discutidos além, obvio, de fomentar o debate do tema apresentado. Utilizar-se-á diversos recursos didático-tecnológicos como imagens digitalizadas de manuscritos exibidas em aplicativos, trechos de documentários e filmes, material impresso; dentre os demais recursos básicos de uma sala de aula (computador/notebook, projetor/datashow, lousa – com apagadores e pincéis...)

Objetivos: a) estimular o interesse pela pesquisa em fontes manuscritas sobre a história da América portuguesa e nela, sobre a capitania da Bahia onde se encontrava a capital desta colônia portuguesa a qual se tornou, no século XVIII, a segunda maior cidade do império marítimo luso; b) capacitar o/a jovem investigador/a a ler manuscritos dos séculos XVI ao XIX; c) instrui-los a interrogar tais documentos históricos com maior domínio de suas natureza e conteúdo; d) apresentar as possibilidades de pesquisas com fontes manuscritas; e) apresentar o projeto Niemba (Col. Hist. DCH-5).

 

Programa:

Data

Conteúdo

15/10/25 – 9:00 – 11:40.

1 – Como pesquisar em arquivos públicos

2 – Características e tipologias do documento manuscrito

3 – A leitura crítica do documento

16/10/25 - 9:00 – 11:40.

3 – Oficina de leitura

Documentação inquisitorial

Livro de Notas

Testamentos de mulheres libertas na Bahia (s. XVIII-XIX)

 

 

Equipamentos necessários: a) computador ou notebook com, pelo menos duas saídas de USB;

b) projetor de datashow;

c) tela para projeção;

d) caixa de som

e) ar-condicionado

f) sala em andar térreo, professora com impossibilidade de subir escadas

 

Bibliografia:

 

Bloch, Marc. Apologia da História ou O ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001

Borges, Eduardo José S. O Antigo Regime no Brasil colonial. Elites e poder na Bahia do século XVIII. São Paulo: Alameda, 2017.

Boschi, Caio C. O Brasil-colônia os arquivos históricos de Portugal. Roteiro sumário. São Paulo: Alameda, 2011.

Faria, Sheila de Castro; Reis, Adriana Dantas (org.). Mulheres negras em perspectiva: identidades e experiências de escravidão e liberdade no espaço atlântico (séculos XVII-XIX). Feira de Santana: UEFS Editora; Cantagalo, 2021.

Flexor, Maria Helena O. Abreviaturas: manuscritos dos séculos XVI ao XIX. 3. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2008

Le Goff, Jacques. Documento/Monumento. In: História e memória. Campinas, SP.: Editora Unicamp, 2003.

Nunes, Eduardo Borges. Abreviaturas paleográficas portuguesas. 3 ed. Lisboa, 1981.

Reis, Adriana D.; Adan, Caio F. (org). Estudos em História colonial. A Baía de Todos os Santos e outros espaços luso-americanos. Feira de Santana, Ba.: UEFS, 2018

Samara, Eni de Mesquita; TUPY, Ismênia Spíndola S. T. História & documento e método de pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

Severs, Suzana M. S. Santos. Além da exclusão: a convivência entre cristãos-novos e cristãos-velhos na Bahia setecentista. Salvador: Eduneb, 2016

Apresentação de Trabalho em Seminário Temático

ATENÇÃO: AS INSCRIÇÕES OCORRERÃO APENAS PELO EMAIL eventounebcampusv@gmail.com

No assunto do email, o/a proponente deverá detalhar sua opção preferencial de Seminário Temático que deseja se inscrever. E no corpo do email, deverá haver a indicação de outros dois Seminários Temáticos como opções alternativas de apresentação.

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 29/09

Após avaliação e aprovação, o participante enviará o texto completo (10 a 15 páginas) que será publicado nos anais do evento. Nas apresentações orais, os/as expositores/as terão de 15 a 20 minutos para realizar a sua comunicação, que serão encerradas com a análise e avaliação do/a coordenador/a do Seminário Temático, que procederá o debate.


Para a apresentação de trabalho nos Seminários Temáticos, o/a proponente deverá ser, no mínimo, graduando com trabalho de conclusão de curso em andamento ou concluído, e/ou estar vinculado a projetos de iniciação científica, monitoria, extensão, PIBID, PIBIC, PET ou similares.

Proposta:

- Exige-se, no mínimo ser graduando/a.

- No momento da inscrição, deverão ser indicados três Seminários Temáticos, na ordem de sua preferência. Caso não seja aceita no primeiro, a comunicação será submetida à avaliação da opção seguinte.

- Além do título e do resumo expandido (título: 200 caracteres / resumo: entre 2200 e 2.800 caracteres - com espaço), é importante, mas não obrigatório, enviar o texto completo.

- O texto completo poderá ser enviado até o dia 19 de dezembro de 2025.
 
Avaliação das propostas de Apresentação de Trabalho:

- A avaliação, o aceite ou a eliminação de trabalhos são da responsabilidade das coordenadoras e dos coordenadores de cada Seminário Temático.

Observações gerais:

- Caso o Seminário Temático seja cancelado, as inscritas e os inscritos terão seus trabalhos avaliados (e sujeitos à aprovação ou à eliminação) nas opções seguintes de sua escolha.

- O certificado de Apresentação de Trabalho em Seminário Temático somente será disponibilizado mediante a apresentação oral do trabalho. A inscrição, assim, não garante o certificado, nem a inclusão do texto nos Anais do Evento, mesmo que o texto completo tenha sido enviado no momento da inscrição.

Normas para Envio de Trabalhos Completos Apresentado nos Seminários Temáticos


Aqui encontram-se as informações para envio de Resumo e Texto Completo para publicação dos Anais do IX Simpósio de História Regional e Local/ I Semana de História.

Informações para a elaboração dos resumos:

Título do resumo em CAIXA ALTA e em negrito (máx 200 caracteres com espaço); fonte Times New Roman, tamanho 12; com nome do autor alinhado à direita e as seguintes informações abaixo: titulação, instituição e e-mail do autor.

Texto do resumo (para publicação nos Anais do Evento): fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples; mín. 2200 máx. 2800 caracteres com espaços. 
 
Instruções para a submissão dos trabalhos completos:

- Os arquivos devem ser em formato .doc (“documento de Word”) e enviados exclusivamente por meio da Área de Inscrição, aqui no site do IX SHRL/I Semana de História.

- O envio do texto completo para publicação nos anais deverá ocorrer até o dia 19 de dezembro de 2025.

Instruções sobre a forma do texto completo:

1.    Formato: A4;
2.    Fonte: Times New Roman;
3.    Tamanho: 12;
4.    Espaçamento: 1,5;
5.    Número máximo de 15 laudas e mínimo de 10 laudas, incluindo as referências;
6.    Margens: superior e inferior 2,5; esquerda e direita 3,0;
7.    Alinhamento: justificado;
8.    Título em maiúsculo, centralizado e em negrito;
9.    Nome da(a) autora(s) ou do(s) autor(es) alinhado à direita depois de uma linha de espaço do título;
10.    Vinculação institucional, logo abaixo da(a) autora(s) ou do(s) autor(es), também alinhado à direita;
11.    Endereço eletrônico logo abaixo da vinculação institucional;
12.    Citações com até 3 (três) linhas deverão vir no corpo do texto, sem itálico, com chamada autor-data entre parênteses. As citações com mais de 3 (três) linhas deverão vir fora do corpo do texto, tamanho 11, espaço simples, com recuo de 4 cm;
13.    Caso o trabalho contenha imagens, estas deverão estar em 300 dpi no formato TIF ou JPEG e colocadas no próprio texto.
14.    As indicações bibliográficas no corpo do texto, colocadas entre parênteses, deverão se resumir ao último sobrenome da autora ou do autor, à data de publicação da obra e à página, quando necessário (BURKE, 2005, p. 20). Se o nome da autora ou do autor estiver citado no corpo do texto, indicam-se, entre parênteses, apenas a data e a página. Notas de rodapé, apenas em caráter de explicação;
15.    As referências bibliográficas finais devem seguir as recomendações da ABNT
.



Seminário Temático 01: Mundos do trabalho: experiências de trabalhadores, identidades, associativismo, trabalho informal, sociabilidades e lutas por direitos

Dr. Edinaldo Antonio Oliveira Souza

Universidade do Estado da Bahia – UNEB

E-mail: edyaosouza@gmail.com

 

Dr. Hamilton Rodrigues dos Santos

Universidade do Estado da Bahia – UNEB

E-mail: hrsantos@uneb.br

 

Ementa:

Este simpósio temático pretende ser um espaço de interlocução e intercâmbio de novos estudos no campo da História Social do Trabalho, acolhendo pesquisas, concluídos e em andamento, cujas abordagens contemplem experiências de trabalhadores, suas diversidades e identidades, sociabilidades e práticas de associativismo, sistemas gerenciais, hierarquias funcionais, mediações legais e institucionais, lutas por direitos, culturas operárias, intersecção entre classe, gênero e raça, o trabalhador rural, trabalho informal e análogo à escravidão, uberização, biografias e trajetórias operárias, em diferentes temporalidades e espaços.   

Objetivos:

Proporcionar a interlocução entre novas pesquisas da História Social do Trabalho, viabilizando o intercâmbio de fontes, sujeitos, enfoques e abordagens;

Fomentar o debate em torno do processo de renovação teórica e metodológica experimentado pelo referido campo de estudos.        

Justificativa:

Desde os anos 1990, a História Social do Trabalho tem experimentado um importante processo de renovação teórica e metodológica. A ampliação do universo cronológico e geográfico, bem como, do leque de fontes têm permitido o surgimento de pesquisas inovadoras, diversificando e redimensionando temáticas, enfoques e perspectivas de abordagem. Os limites cronológicos tanto recuaram para o século XIX quanto avançaram para o tempo presente. O universo geográfico transcendeu os limites do Sudeste e expandiu-se para vários outros estados e regiões, além de incorporar a perspectiva transnacional. Aos poucos, a história do trabalho deixou de ser exclusivamente a história de uma classe operária branca, masculina, urbana e fabril e das suas organizações para incorporar as múltiplas experiências dos trabalhadores, suas diversidades e identidades, sociabilidades e práticas de associativismo, sistemas gerenciais, hierarquias funcionais, mediações legais e institucionais, estratégias de lutas por direitos nas instâncias públicas e privadas, culturas operárias, a intersecção entre classe, gênero e raça, o trabalhador rural, trabalho informal e análogo à escravidão, uberização, biografias e trajetórias operárias, em diferentes temporalidades e espaços. A realização desse Simpósio Temático justifica-se tanto por proporcionar a interlocução e o intercâmbio entre novos estudos da História Social do Trabalho, quanto por fomentar o debate acerca do processo de renovação teórica e metodológica e das abordagens experimentado nesse campo de estudos.

Palavras-chaves: Experiências de trabalhadores – associativismo – identidades – luta por direitos

Referências:

ANTUNES, Ricardo (Org.). Uberização, Trabalho Digital e Indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020.

 

BATALHA, Cláudio. “História do Trabalho: um olhar sobre os anos 1990”. São Paulo, Revista História, nº 21, 2002.

GOMES, Ângela C.; SILVA, Fernando T. (org.). A Justiça do Trabalho e sua história: os direitos dos trabalhadores no Brasil. Campinas, Unicamp, 2013.

SANTOS, Hamilton Rodrigues dos. Sementes do Tempo, Colheitas da Vida: cultura e trabalho de feirantes do Recôncavo Baiano – Santo Antônio de Jesus (1950-1970). Salvador: EDUNEB, 2924.

SOUZA, Edinaldo A. Oliveira. Trabalhadores, sindicalismo e democratização (Bahia, 1945-1950). Salvador: Sagga, 2024.

SOUZA, Edinaldo Antonio Oliveira. “Herdeiro das gloriosas tradições de luta dos homens e mulheres da sua raça”: trabalhadores, política, classe e raça na Bahia no pós-Segunda Guerra Mundial. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 15, 2023. 

Seminário Temático 02: A EXPANSÃO PORTUGUESA NO PERÍODO MODERNO: AGENTES, FONTES E INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS.

Dr. Leonardo Coutinho de Carvalho Rangel

SEC / BA

leocoutinho1987@gmail.com

 

Dr. Fabrício Lyrio Santos

UFRB

fabriciolyrio@gmail.com

 

Ms. Rafaela Almeida Leovegildo Franca

UFBA

 r.almeida.ag96@gmail.com

 

 

 

Palavras-chaves:

História Moderna – História do Brasil – Religiosidade

 

Ementa:

O Simpósio Temático “Religião e expansão portuguesa no período moderno: agentes, fontes e instituições”, pretende reunir trabalhos que abordem questões relacionadas à expansão portuguesa no mundo atlântico moderno, com ênfase para o papel da religião em sua interrelação com os desdobramentos políticos, econômicos, culturais e sociais da colonização. Partindo da multiplicidade de sujeitos participantes desses processos históricos, pretende-se destacar as fontes, agentes e instituições associadas às diversas formas de religiosidades e sociabilidades construídas no mundo português moderno, em especial a América Portuguesa, desde expressões de ortodoxia às formas de religiosidade marcadas pelas interconexões com as religiões de matrizes africana e indígena. O Catolicismo, legado pela colonização, marcado pelas contradições inerentes àquele processo, adentrou o século XIX se mantendo como uma dimensão importante das sociedades contemporâneas, a despeito do crescimento de outras denominações religiosas e da secularização. Sendo assim, também serão bem-vindos trabalhos que abordem os desdobramentos da colonização no campo religioso brasileiro contemporâneo, a exemplo dos estudos sobre a religiosidade popular e sobre a presença de outras expressões de fé no interior dos espaços dominados pelo Catolicismo.

 

 

 

Objetivos:

- Divulgar pesquisas dedicadas ao estudo da história moderna ibérica em seu processo de expansão e colonização de diferentes regiões ao redor do globo, mais especificamente, da América Portuguesa, tendo como elemento constitutivo deste processo o fenômeno da religião.

- Promover debates sobre a história atlântica e a construção de conhecimento entendendo os processos históricos de formação do Brasil como múltiplos e conectados.

- Conhecer pesquisas sobre os diversos agentes e instituições responsáveis por promover a expansão do catolicismo no período moderno e no início da modernidade, dedicadas a conhecer a sua atuação, interações e conflitos.

- Divulgar pesquisas sobre a presença de outras expressões de fé no interior dos espaços dominados pelo Catolicismo.

- Aprofundar o debate em torno dos conceitos de religião, confessionalização, disciplinamento social, intolerância religiosa, dentre outros.

 

Referências:

BETHENCOURT, Francisco. Racismos: Das Cruzadas ao século XX. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2018.

BOXER, C.R; CURTO, Diogo Ramada (co-ed.). O Império marítimo português: 1415-1825. Lisboa: Edições 70, 2013.

FEITLER, Bruno; SOUZA, Evergton Sales (org.). A Igreja no Brasil: normas e práticas durante a vigência das Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. São Paulo: Unifesp, 2011.

SANTANA, Tânia de; SANTOS, Fabrício; MACHADO, Emily. (Des)caminhos da fé: religiões e religiosidades no mundo Atlântico. Salvador: SAGGA, 2020.

MACHADO, Emily; SANTOS, Fabrício; Barreto, Gabriela, Santana, Tânia de. Fontes do viver religioso na Bahia (séc. XVI-XIX). Jundiaí: Paco Editorial, 2024. 

Seminário Temático 03: : História local, memória, ensino de História: desafios, possibilidades em tempos de negação e/ou relativização

Prof. Dr. Ary Albuquerque Jr. (UFMT)

ary.junior@ufmt.br

                             Profa. Dra. Sara Oliveira Farias (UNEB)

sfarias@uneb.br

 

 Ementa: Analisar/discutir aspectos da história local, da memória e do ensino de História em meio aos desafios no Brasil contemporâneo são mais que necessários. Os significados da História local, as produções de memória na pesquisa histórica revelam aspectos de uma história comprometida com as demandas do presente.  Além disso, buscamos articular as relações com o ensino de história, refletindo sobre como os discursos da sociedade e a escalada negacionista, atrelada ao liberalismo criam aspectos que pormenorizam temas e visões do passado. O presente simpósio agregará trabalhos que se proponham a refletir sobre as demandas contemporâneas da prática histórica, (re) pensando a história local e o uso da memória em suas múltiplas possibilidades. Nesse sentido, é fundamental também dialogar com as experiências em sala de aula e que de alguma forma se articulem com o tema do simpósio. Logo, pensar os usos públicos do passado como no caso da ditadura militar, nos temas sensíveis, nas diversas possibilidades do trabalho com a memória e a história local é demanda urgente do tempo presente.

Objetivos:

- Analisar as demandas do tempo presente e o lugar da História;

- Discutir o lugar da história local e da memória na prática do profissional de história;

-Ampliar o debate sobre os usos públicos do passado;

Dialogar com discentes e docentes sobre como o ensino de história vem sendo afetado pela escalada negacionista.

Bibliografia:

BARROS, José d’ Assunção. História, região e espacialidade. Revista de História Regional 10(1): 95-129, 2005.

CAIMI, Flávia. O que precisa saber um professor de história? História & Ensino, Londrina, n. 21, vol. 2, p. 105-124, 2015

CAVALCANTI, Erinaldo. A história encastelada e o ensino encurralado: reflexões sobre a formação docente dos professores de história. Educar em Revista, Curitiba, vol. 34, n. 72, p. 249-267, 2018. 

CAVALCANTI JUNIOR, Ary Albuquerque; LANGARO, Jiani Fernando. A ditadura militar e o ensino de história regional e local: entre dilemas e caminhos. Revista Trilhas da História, v. 13, n. 25, p. 371-395, 2023.

CAVALCANTI JUNIOR, Ary Albuquerque; BORGES, I. N. (Org.) . Ditadura militar e ensino de história: práticas, fontes, experiências e reflexões. 1. ed. Santa Maria: Arco Editores, 2023. v. 1. 365p .

CAVALCANTI JUNIOR, ARY ALBUQUERQUE. A Ditadura Militar no Brasil e o ensino de história: problemáticas e possibilidades frente ao negacionismo. In: Osvaldo Mariotto Cerezer; Osvaldo Rodrigues Junior; Renilson Rosa Ribeiro. (Org.). Os saberes para a vida a formação e os afazeres dos professores de História no Brasil contemporâneo. 1ed.Cuiabá: Paruna, 2023, v. 1, p. 29-42.

MONTEIRO, Ana Maria. Professores de história: entre saberes e práticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007.

NAZARÉ. Manuella Mirna Enéas de. Construindo uma Região: Imagem e Imaginário sobre o Nordeste brasileiro. Interfaces. Rio de Janeiro, n.29,vol.1, jan-jun, 2019.

NETO, Regina Beatriz Guimarães. História oral, tempo presente e narrativas de trabalhadoras e trabalhadores [recurso eletrônico]: diálogos intermitentes. Recife: Ed. UFPE, 2024.(Ars Historica)

FARIAS, Sara Oliveira. A Voz da História: memória, relatos orais e Tempo Presente. Cadernos do Tempo Presente, v. 1, p. 49-59, 2014.

_________________ Aprender a ler, para ensinar meus camaradas: A luta por Direitos dos Trabalhadores Rurais do Brasil Contemporâneo. In: LEAL, Maria das Graças Andrade; FARIAS, Sara Oliveira. (Org.). História regional e local IV: liberdades, democracia e direitos humanos: história e memória em tempos de incertezas. 1ed.Salvador: EDUNEB, 2024, v. 1, p. 119-139.

Seminário Temático 04: ENSINO DE HISTÓRIA E A LEI 10.639: PESQUISA, ENSINO E EXPERIMENTAÇÕES METODOLÓGICAS.

Prof. Dr. Geraldo Barbosa Neto

UNEB-Campus V

e-mail: geraldoneto@uneb.br

Prof.ª Ms. Silvia Karla Almeida dos Santos

UNEB – Campus V

skasantos@hotmail.com

Prof.ª Dra. Silene Arcanja Franco

UNEB – Campus V

e-mail:sfranco@uneb.br

 

EMENTA
O simpósio temático propõe-se a reunir pesquisas concluídas ou em andamento que problematizam o ensino de História a partir da Lei 10.639/2003, discutindo sua implementação nos currículos, as metodologias de ensino, as práticas escolares e a formação inicial e continuada de professores/as. Pretende-se refletir sobre os desafios e avanços na inserção da temática racial nos cursos de licenciatura em História, bem como, sobre as formas pelas quais o debate racial tem se configurado no cotidiano escolar. Além disso, busca-se discutir o papel das redes sociais na construção de narrativas sobre relações raciais, considerando tanto suas potencialidades pedagógicas quanto seus limites no enfrentamento do racismo. O simpósio é aberto a professores/as da educação básica e superior, estudantes de graduação e pós-graduação, além de integrantes de movimentos sociais, interessados/as em contribuir para uma educação antirracista.

Palavras – Chave: Ensino de História; Ensino de História e a Lei 10.639/03; Pesquisa e Ensino.

 

Objetivos:

  • Criar um espaço de debate e socialização de pesquisas e experiências sobre o ensino de História e a Lei 10.639/03.
  • Refletir sobre a formação de professores/as de História e os desafios para a efetiva implementação da Lei 10.639 na educação básica.
  • Discutir como a temática racial vem sendo abordada no ensino de História e nas práticas pedagógicas escolares.
  • Contribuir para a produção de conhecimentos que subsidiem práticas educativas comprometidas com a equidade racial.

 

Justificativa:
A Lei 10.639/2003 representa um marco fundamental no processo de construção de uma educação antirracista no Brasil, ao tornar obrigatória a inserção da história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. No entanto, passadas duas décadas de sua promulgação, persistem lacunas entre o prescrito legal e as práticas efetivas no ensino de História. A dificuldade de implementação da lei está associada a diferentes fatores: ausência ou insuficiência de abordagens nos cursos de licenciaturas, resistência institucional, materiais didáticos pouco divulgados ou ausentes nas escolas da educação básica e desafios metodológicos enfrentados por professores/as. Nesse cenário, as pesquisas sobre ensino de História, aliadas às experiências inovadoras de formação docente e as práticas pedagógicas em sala de aula, tornam-se essenciais para compreender as potencialidades e os entraves da aplicação da Lei 10.639. Além disso, o papel das redes sociais no debate público contemporâneo, seja potencializando discursos antirracistas ou reforçando práticas discriminatórias, abre novas dimensões de análise e ação pedagógica. Assim, a proposta deste simpósio insere-se no esforço de articular produção acadêmica, experiências formativas e práticas escolares em diálogo com as demandas sociais por uma educação comprometida com a justiça racial.

 

REFERÊNCIA

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

 MUNANGA, Kabengele. Superando o racismo na escola. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Fundamental, 2001

 QUEIROZ, Martha Rosa Figueira. Inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas Escolas Públicas de Salvador: relato de uma experiência. In: LIMA, Maria Nazaré Mota de. (org.). ESCOLA PLURAL: a diversidade está na sala: Formação de Professores em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. – São Paulo: Cortez; Brasília: UNICEF; Salvador, BA: CEAFRO, 2005. p. 77- 91. – (Série fazer valer os direitos; v. 3)

 SANTOS, Fabrício Lyrio; FILHO, Sérgio Armando Diniz Guerra. (org.) Ensinar história no século XXI: dilemas e perspectivas. Cruz das Almas/BA: UFRB. 2019.

 SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. O ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Brasília: MEC/SECAD, 2005.

Seminário Temático 05: SUJEITOS DA HISTÓRIA: POPULAÇÕES NEGRAS, RESISTÊNCIAS E DIREITOS (SÉCULOS XIX E XX)

Dra. Alaíze dos Santos Conceição

Secretaria de Educação da Bahia (SEC-Ba)

Email: alaizesantosconceicao@gmail.com  

 

Dr. Igor Fonseca de Oliveira

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)

Email: igoroliveira@unilab.edu.br

 

Dr. Jacó dos Santos Souza

Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Email: jacosouza@uneb.br  

 

 

EMENTA

O presente Simpósio Temático visa reunir pesquisadores/as interessados/as em compartilhar e debater suas experiências de pesquisa sobre a diáspora africana nas Américas, abordando os processos de emancipação e às lutas por liberdade e cidadania, nos séculos XIX e XX. Assim, a intenção é aprofundar discussões sobre os significados da liberdade, a formação de quilombos, os movimentos abolicionistas, as lutas por direitos e cidadania, os arranjos sociais protagonizados por negros/as no pós-abolição, evidenciando como as práticas culturais – música, religiosidade, festas, artes e tradições orais – constituíram-se em instrumentos de memória, coesão social e afirmação da dignidade negra.

Palavras-chave: Resistência. Emancipação. Cidadania. Cultura Negra.

 

OBJETIVOS

·         Discutir os diferentes processos de emancipação e as múltiplas dimensões da luta pela liberdade no Brasil e em regiões escravistas das Américas.

·         Analisar as múltiplas formas de resistência elaboradas por homens e mulheres negros/as escravizados/as e libertos/as, como, por exemplo, quilombos, irmandades religiosas, revoltas, fugas e ações jurídicas.

·         Examinar o papel dos movimentos abolicionistas e das articulações políticas na conquista da abolição e na luta por cidadania.

·         Compreender como, nos contextos abolicionista e no pós-emancipação, as populações negras organizaram arranjos sociais, associações e práticas comunitárias de apoio mútuo.

·         Promover o intercâmbio de experiências e perspectivas entre pesquisadores/as sobre diáspora africana, escravidão, pós-emancipação e cidadania.

 

JUSTIFICATIVA

A produção historiográfica sobre escravidão e pós-emancipação no Brasil tem se ampliado nos últimos anos, destacando trajetórias de luta e resistências das populações negras, fundamentais para a construção da sociedade brasileira. Longe de serem sujeitos passivos, homens e mulheres escravizados elaboraram diversas formas de resistência, desde o cotidiano das senzalas até a formação de quilombos, irmandades religiosas e associações de auxílio mútuo. A busca pela liberdade assumiu múltiplas dimensões: fugas, alforrias, ações jurídicas, participação em revoltas e articulações políticas que pressionaram pela abolição. O Simpósio Temático pretende, assim, refletir sobre a diversidade das experiências históricas que atravessam as vivências das pessoas negras, em distintos contextos, reconhecendo seus papéis ativos na construção da história do Brasil.

 

 

REFERÊNCIAS

ARRUTI, José Maurício. Mocambo: antropologia e história do processo de formação quilombola. Bauru, SP: EDUSC, 2006.

CONCEIÇÃO, Alaíze dos Santos. “Vai buscar no mato o que você enjeitou!": Práticas religiosas e devoções negras no Vale do Iguape – Recôncavo Sul da Bahia (c.1920-c.1980). [Tese de Doutorado]. Universidade do Estado da Bahia (UNIRIO), Rio de Janeiro, 2020.

FRAGA FILHO, Walter. Encruzilhadas da liberdade: histórias de escravos e libertos na Bahia (1870-1910). Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006.

OLIVERA, Igor Fonseca. Negros dos matos. História de comunidades quilombolas de Sergipe Del Rey (Séc. XIX). São Paulo: Alameda, 2024.

SOUZA, Jacó dos Santos. Outros Sujeitos da Abolição: itinerários de abolicionistas no Recôncavo da Bahia (Cachoeira, 1880-1891). [Tese de Doutorado]. Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador-BA, 2021.

Seminário Temático 06: Complexidades da Ditadura Militar: reflexões sobre o passado e usos no presente.

Profa. Drª Cristina Monteiro de Andrada Luna– UNEB

cluna@uneb.br

Prof. Dr. Ítalo Nelli Borges – UNEB

inborges@uneb.br


Ementa:

Considerando o intenso movimento da historiografia em relação à Ditadura Militar brasileira, este Simpósio Temático pretender reunir estudos que atravessam esta temática em seus mais variados aspectos. Portanto, pretende-se o diálogo tanto com pesquisas que realizam investigações sobre o próprio processo histórico ditatorial em questão abordando aspectos socioculturais e políticos do regime, quanto com aquelas que se propõem a refletir sobre os ecos desse processo na atualidade, sobretudo se considerarmos nos últimos anos os avanços de grupos saudosistas do período político vivido entre 1964 e 1985 e que nitidamente advogam o negacionismo da Ditadura Militar brasileira.

Objetivos:

·         Reunir pesquisas que investiguem os aspectos socioculturais, políticos e econômicos do regime militar

·         Fomentar o debate entre pesquisadoras/es da Ditadura Militar brasileira

·         Estimular análises críticas sobre os desdobramentos contemporâneos da Ditadura

·         Refletir sobre os usos públicos da memória da Ditadura na atualidade.

Justificativa:

Face ao esquecimento de grande parte da sociedade em relação ao passado recente de ditadura vivido no país, torna-se necessário a contínua discussão de questões ligadas ao período e ao uso distorcido do seu passado por parte de grupos políticos que negam o golpe de 1964 e a ditadura.

Referências:

DREIFUSS, René Armand. 1964:A Conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1981.

FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucília de Almeida Neves (orgs). O Brasil Republicano, volume 4. O Tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.  

MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados Presentes. O golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

STARLING, Heloisa M. M. A máquina do golpe: 1964: como foi desmontada a democracia no Brasil, volume 1: engrenagens militares e apoio externo. São Paulo: Todavia, 2024. 320 p

ZACHARIADES, Grimaldo Carneiro (org). Ditadura Militar na Bahia, volumes 1 e 2. Salvador: EDUFBA, 2009 e 2014.   

Seminário Temático 07: ESTUDOS AFRICANOS: Pesquisa, ensino, cooperação e perspectivas de consolidação

Prof.  Doutorando Denilson Lessa – UNEB

 denilsonsantos@uneb.br

Prof. Doutor Edmar Ferreira – UNEB

edferreira2@uneb.br

Prof. Doutor Wilson Mattos – UNEB

wmattos@uneb.br

Palavras-chave: Estudos Africanos, Pesquisa, Ensino

Ementa

Este Simpósio Temático pretende reunir investigações e práticas de ensino centradas nas experiências dos povos negros em contextos africanos e diaspóricos, adotando abordagens disciplinares e interdisciplinares para debater racismos, antirracismos, colonialismos, tradições críticas negras, produções artísticas e culturais, memórias, identidades, dinâmicas de poder e lutas de resistência. Busca socializar pesquisas e práticas pedagógicas — com particular interesse em mídias digitais e recursos virtuais —, fomentando o diálogo entre pesquisadores, docentes e extensionistas sobre metodologias, desafios e impactos na difusão do conhecimento histórico africano e afro-brasileiro. Reconhece o campo dos Estudos Africanos no Brasil em consolidação, pós-Lei 10.639/03, e propõe superar paradigmas eurocêntricos para conferir voz ativa aos sujeitos historicamente subalternizados. Aborda desigualdades, produções culturais materiais e imateriais, modos de vida em territórios negros, estruturas identitárias e formas de resistência políticas, culturais e religiosas, almejando fortalecer a área de Estudos Africanos Interdisciplinares com inovação acadêmica e parcerias institucionais que impulsionem políticas de desenvolvimento desse campo no país.

 

Objetivos específicos

a)      Consolidar redes de cooperação entre pesquisadores(as), docentes e instituições que atuam nos Estudos Africanos, fortalecendo a produção acadêmica e a articulação com movimentos sociais e culturais.

b)     Compartilhar estudos, iniciativas e projetos que utilizam mídias digitais para acessar documentos ou para documentar experiências históricas, iconografias e patrimônio imaterial.

c)      Fomentar debates interdisciplinares sobre pesquisas, metodologias, epistemologias e narrativas africanas e afro-diaspóricas, destacando críticas ao eurocentrismo e valorizando saberes produzidos pelos povos negros, considerando experiências pedagógicas em torno da Lei 10693/2023

 

Justificativa

Os Estudos Africanos configuram-se hoje como um campo interdisciplinar de reflexão, produção de conhecimento e formação acadêmica cujos contornos, no Brasil, ainda estão em fase de consolidação diante das crescentes demandas acadêmicas e políticas, especialmente após a promulgação da Lei Federal nº 10.639/03. No âmbito da pesquisa, observa-se um notável avanço: há um crescente número de programas de pós-graduação nas áreas de humanidades que dão origem a teses e dissertações dedicadas a diferentes aspectos dos países africanos. Contudo, os estudos “clássicos” sobre a África já não bastam para abarcar a complexidade das múltiplas configurações histórico-sociais do continente. Seus paradigmas epistemológicos, conceituais e temáticos, herdeiros de uma tradição eurocêntrica, têm sido amplamente questionados nas últimas décadas, na medida em que se faz urgente conferir voz e legitimidade aos povos historicamente subalternizados — não apenas como objetos de estudo, mas como sujeitos ativos na produção de culturas, histórias, memórias e saberes. Dessa forma, também, serão abordadas as desigualdades que marcam as trajetórias dos povos africanos, por meio de diálogos interdisciplinares nas ciências humanas e sociais, problematizando conceitos e demais suportes de produção de saber que fundamentam as interpretações acerca da estruturação e manutenção dos poderes raciais e coloniais em suas múltiplas escalas.

 

Bibliografia:  

BIKO, Steve. Escrevo o que eu quero. São Paulo: Ática, 1990.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Ministério da Educação, Brasília, 2004..

FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. 2ªed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1979.

HOUNTONDJI, Paulin. J. Conhecimento de África, conhecimento de africanos: duas perspectivas sobre estudos africanos. In: Revista Crítica de Ciências Sociais n.80, Março de 2008. Coimbra – Portugal.

KI-ZERBO, Joseph. História Geral da África I – Metodologia e Pré-História da África. 2ªed. rev. Brasília: UNESCO, 2010.

MAMA, Amina. Será ético estudar a África? Considerações preliminares sobre pesquisa acadêmica e liberdade. In Boaventura de Sousa Santos & Maria Paula Meneses (Org.) Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010.

MATTOS, Wilson Roberto de & GOMES, Flavio dos Santos. Em torno de Áfricas no Brasil: bibliografias, políticas públicas e formas de ensino de História. In: FEITOSA, Lourdes Conde. et al. (orgs.) As veias negras do Brasil: conexões brasileiras com a África. Bauru: EDUSC, 2012.

MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Lisboa: Antígona Editores, 2014.

MUDIMBE, Valentim Yves. A invenção da África: gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Petrópolis, Vozes, 2019.

OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática. Estudos Afro-Asiáticos, ano 25, n0 3, pp.421-461, 2003.

SOUZA, Ana Lucia. História digital em espaços de memória afro-brasileira. Revista História & Computação, v. 12, 2019.

Seminário Temático 08: Das margens: gênero, feminismos, interseccionalidade e decolonialidade

  Edinélia Maria Oliveira Souza

UNEB-Campus I

emosouza@uneb.br

 Tânia Mara Pereira Vasconcelos

UNEB-Campus V

tvasconcelos@uneb.br

                                                                                                                     Vânia Nara Pereira Vasconcelos

UNEB-Campus V

vaniauneb5@gmail.com

 

Ementa:

Este ST pretende agregar pesquisas que tematizem as relações de gênero e suas intersecções com as variantes de raça/etnia, classe, geração, sexualidade e territorialidade. A partir de uma perspectiva feminista, se propõe a estabelecer diálogos com as teorias decoloniais, queer e outros saberes subalternizados, priorizando sujeitxs em situação de margem. Busca-se escapar das linhas centrais de teorias eurocêntricas, embora estabeleça contatos e fricções no acionar de conceitos e teorias transnacionais e transdisciplinares. Além disso, buscamos ampliar o escopo da discussão ao considerar as possibilidades trazidas pelas interseccionalidades como teoria social crítica, experiências vividas, práticas de resistência e as teorias de gênero em uma abordagem interdisciplinar. Partimos de epistemologias feministas, periféricas e interseccionais, que dialogam com teorias pós/decoloniais, para produzir reflexões que incorporam o afeto em suas práticas e enfrentam a hegemonias dos olhares eurocentrados e imperialistas. Serão bem-vindas e acolhidas neste simpósio pesquisas sobre mulheres, gênero, feminismos, masculinidades, pessoas LGBTQIAPN+, com foco em sujeitas/os/es cuja existências e re-existências se dão em territórios ou situações consideradas periféricas.

 

Objetivos:

- Articular estudos que problematizem gênero e suas intersecções com raça/etnia, classe, sexualidade e territorialidade, com destaque para saberes, afetos e práticas dissidentes como partes da produção de conhecimento científico;

- Acolher trabalhos que problematizem as interseccionalidades e enfatizem saberes, e práticas dissidentes como partes da produção do conhecimento científico,

- Pensar localização e visibilidade como elementos que definem a relevância de sujeitos(as) em termos sócio-históricos e políticos.

 

Referências bibliograficas:

 BANDEIRA, Andrea; VEIGAAna Maria; VASCONCELOS, Vania N. P. (orgs). Das Margens: lugares de rebeldias, saberes e afetos. Salvador: EDUFBA. 2022.

 CRENSHAW, Kimberle. A Intersecionalidade na Discriminação de Raça e Gênero. VV. AA. Cruzamento: raça e gênero. Brasília: Unifem, p. 7-16, 2004. 

 GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 92, n. 93, p. 69-82, 1988.

 HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

 HOOKS, bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2000.

 MACHADO, Flávia P. Trajetividades de mulheres sem terra nas margens: rebeldias feministas debaixo da lona em Goiás. Teresina: Cancioneiro, 2024.

 

SOUZA, Edinelia Maria Oliveira. Questões de gênero, racialização e cultura política na desventurada República: Santo Antônio de Jesus (Bahia). História, Histórias, Brasília, DF, v. 4, p. 189-202, 2016.

SOUZA, Edinelia Maria Oliveira. Proximidade e distância do centro: gênero, raça e classe no pioneirismo das vozes femininas de Maria Firmina dos Reis e Juana Paula Manso. In: FREITAS, Lorena Rodrigues Tavares de; SOUZA, Lívia Santos de. Feminismo e Resistência: ressonâncias na literatura latino-americana e caribenha. 1ª ed., São Paulo: Pimenta Cultural, 2023, p. 229-255.

 SOUZAEdinelia Maria Oliveira. Memórias de mundos infames: subalternidades e (re)existências negras no Recôncavo Sul da Bahia. Salvador: EDUFBA, 2024.

 VASCONCELOS, Tânia M. P. Sertanejas defloradas e Don Juans julgados: relações sexoafetivas de mulheres pobres no sertão da Bahia (1942-1959). Salvador: EDUFBA/EDUNEB, 2020.

 VASCONCELOS. Tânia Mara Pereira. Sertão das “muié séria”? Convenções de gênero e rebeldia feminina em processos judiciais em Jacobina (BA). SÆCULUM - Revista de História [v. 24, n. 41]. João Pessoa, p. 01-09, jul./dez. 2019.

 VASCONCELOS, Vânia Nara Pereira. “É um romance minha vida” D. Farailda uma "casamenteira" no sertão baiano. Salvador: EDUFBA, 2017.

 VEIGA, A. M. Uma virada epistêmica feminista (negra): conceitos e debates. Tempo e Argumento. Florianópolis, v. 12, n. 29, p. 1-32, 2020. Disponível em:

Acesso em dez 2020.

 VERGÉ. F. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora, 2020.

 

 

 

Lançamento de livros.

Os lançamentos de livros constituem-se em importante atividade do IX Simpósio de História Regional e Local/ I Semana de História por promoverem bate papos com autoras/es, espaço de cerca de um hora, em um dia, em que o/a autor/a apresentará seu livro aos presentes, sobre os percursos da pesquisa, a escrita, sua experiência editorial, etc., seguida de autógrafos.

O prazo para inscrições de lançamento de livros será até 03/10

O lançamento de livros será realizado no dia 15/10 das 18h às 19h.

Instruções gerais:

Para inscrever-se basta apenas enviar um e-mail para eventounebcampusv@gmail.com com o assunto Lançamento de livro e contendo os seguintes dados:

  • Nome da(s) autoras e/ou do(s) autores, ou organizadoras e organizadores e filiação institucional;
  • Título do livro;
  • Editora;
  • Ano de publicação;
  • Foto legível da capa.

Recomendamos que as/os autoras/es forneçam desconto na venda de seu livro no momento do lançamento. A responsabilidade pelo transporte, venda e recolhimento após a sessão de autógrafos será de inteira responsabilidade da(s) autoras e/ou do(s) autores.


    A estrutura fornecida pela organização do evento será: mesa, cadeiras e divulgação no site. 


    A relação de livros a serem lançados estará disponível neste espaço no dia 03 de outubro de 2025. Nos dias posteriores, serão feitas divulgações neste site e nas redes sociais.


    Não serão aceitos lançamentos de livros que o(s) autor(es) não esteja(m) presente(s). Para tal, existirá o espaço da Feira de Livros.


    O limite de inscrições será de 10 autores, com no máximo 2 livros.



    Normas para submissão de Minicursos

    Prazo de submissão até 22/09 apenas via email eventounebcampusv@gmail.com

    Proposta de Minicurso


    Os Minicursos são espaços de atualização para os profissionais de História, destinados, especialmente, para professoras e professores do Ensino Fundamental e Médio, alunas e alunos de graduação e pós-graduação. Devem desenvolver temas relevantes para o conhecimento histórico.

    Proposta:

    - o Minicurso poderá ser proposto por 1 ou 2 ministrantes; 

    - No caso de serem 2 ministrantes, cada uma ou cada um deverá realizar a inscrição individualmente no sistema. 

    - O procedimento é necessário para o sistema gerar duas formas independentes de acesso à Área de Inscrição.  

    As propostas de Minicurso deverão indicar: 

    • Título; 
    • Nome(s) da(s) ou do(s) proponente(s); 
    • Titulação (mínima de mestre) e vínculo institucional da(s) ou do(s) proponente(s); 
    • Ementa, forma de desenvolvimento do curso, objetivos, programa e bibliografia; 
    • Indicação de equipamentos necessários para o adequado funcionamento do curso (sujeito à confirmação de disponibilidade). 
    Avaliação das Propostas de Minicurso: 

    - As propostas serão analisadas pela Comissão Científica, considerando os critérios de qualidade e relevância acadêmica da proposta e experiência profissional das/dos proponentes;

    Número de inscritos e tempo do minicurso: 

    - O minicurso terá duração total de seis horas-aula, distribuídas em duas sessões de três horas, no período da manhã, nos dias 15 e 16  de outubro de 2025. 

    - O número mínimo de participantes inscritos para que o Minicurso possa se efetivar será de 8. Para cada minicurso serão abertas 30 vagas que poderão ser ampliadas, havendo comum acordo entre a Comissão Organizadora e a Coordenação do Minicurso.

    Observações gerais: 

    - As/Os ministrantes devem indicar os equipamentos necessários para a sua disponibilização durante a realização do minicurso.

    - As/Os ministrantes devem zelar pela lista de presença, passando-a em sala para a assinatura das/dos participantes todos os dias em que houver sessão. As/Os participantes só receberão o certificado caso tenham assinado as 2 sessões de Minicurso. 

    - A divulgação dos minicursos aprovados será feita até 01/09

    Edital de inscrição para monitoria.

    EDITAL DE SELEÇÃO DE MONITORIA (2025)

     

     

    Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de Monitoria voluntária no IX Simpósio de História Regional e Local / I Semana de História (2025), que acontecerá no período de 14 a 16 de outubro de 2025.

     

    1. VAGAS

    São 40 vagas para Monitoria, destinadas a graduandos e pós-graduandos, devidamente matriculados na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus V. Os/as interessados/as devem entregar o Formulário de Inscrição preenchido ao Colegiado de História ou ao Colegiado do Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local (PPGHIS).

     

    2. REQUISITOS

     

    2.1. O(a) candidato(a) deve:

    ·         Inscrever-se no evento;

    ·         Ter conhecimentos básicos de informática e de equipamentos audiovisuais;

    ·         Disponibilidade de 30 horas para treinamento e atividades de monitoria durante o evento.

     

    3. INSCRIÇÕES

    A inscrição deve ser presencial no período de 15/08 a 22/09/2025, no Colegiado de História (14:00 às 17:00 e 18:00 às 20:00) ou no Colegiado do PPGHIS (9:00 às 11:00 e 14:00 às 17:00) de segunda a sexta-feira. Para fazer a inscrição, o(a) aluno(a), devidamente matriculado, deve preencher formulário contendo, entre outras informações, nome, curso, número de matrícula, e-mail e contato telefônico.

     

    4. SELEÇÃO

    ·         O processo seletivo constará das seguintes etapas: inscrição, entrevista e treinamento.

    ·         O período para realização da entrevista será de 17 a 19/09. Cada candidato/a será informado por e-mail convocatório, discriminando o dia, local e horário da entrevista.

    ·         A não participação dos candidatos em qualquer uma das fases do processo implicará em sua automática eliminação.

    ·         O/a candidato/a deve ficar atento/a ao seu e-mail, o qual será nosso meio de comunicação e chamada para a entrevista e treinamento.

     

    5. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

    O/A candidato/a deve apresentar, no momento da entrevista, uma cópia do comprovante de Matrícula 2025.2 e RG (ou outro documento válido com foto).

     

    6. DA ATRIBUIÇÃO DOS MONITORES

     

    6.1. Caberá ao Monitor:

    a)    Participar do treinamento;

    b)    Atender às demandas do evento, sob a orientação do(a) Coordenador(a) da Comissão da qual fará parte, nos horários determinados.

     

    6.2. Aos monitores serão concedidos:

    a)    Certificados inerentes às suas funções no evento;

    b)    Lanche no turno de sua atuação;

    c)    Camiseta que deverá usar durante sua atuação de monitoria.

     

    7. DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO

    O resultado da seleção será divulgado no site do evento, após a realização das entrevistas, no dia 22/09/2025.

     

    8. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

    Os casos omissos neste Edital serão avaliados pela Comissão Organizadora do Evento, sendo o resultado divulgado posteriormente.

    Local do Evento

    Comissão Organizadora

    Todas/os docentes do Colegiado de História do Departamento de Ciências Humanas da UNEB - Campus V

    Profa. Dra. Angela Cristina Guimarães Santos.

    Profa. Dra. Cristina Monteiro de Andrada Luna.
    Prof. Dr. Edmar Ferreira Santos

    Prof. Dr. Hamilton Rodrigues dos Santos.

    Prof. Dr. Ítalo Nelli Borges.

    Profa. Dra. Maria das Graças de Andrade Leal.

    Profa. Dra. Tânia Mara Pereira Vasconcelos.

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