Em geral, o programa de pesquisa da
Inteligência Artificial (IA) pode ser definido como a busca pela criação de
agentes computacionais capazes de simular aspectos da inteligência ou cognição humana
utilizando-se de métodos que incluem a modelagem computacional baseada em
regras sobre representações simbólicas. A partir dessa premissa, tornou-se popular
a hipótese de que um computador devidamente programado seria capaz de
compreender como nós, humanos, compreendemos e, ainda, seria capaz de ter
estados cognitivos.
O fato é que a IA e a Ciência Cognitiva tornaram-se duas faces do mesmo problema, particularmente porque são os avanços mútuos em áreas como aprendizagem, percepção, raciocínio e tomada de decisão que permitiriam a compreensão e, consequentemente, a manipulação da inteligência em suas diversas formas. Soma-se, ainda, o debate de que não deveríamos usar o termo “IA”, pois isso implicaria a existência de reivindicações mais profundas que não poderiam ser atribuídas às máquinas. Por isso, seria mais adequado o uso de termos como “aprendizado da máquina”, “máquinas de suporte à decisão” ou apenas “automações”. Mas o que seria, então, a “inteligência” para que se possa falar de uma possível atribuição às máquinas?
O evento Imaginários da IA explora as fronteiras entre tecnologia e criatividade, reunindo especialistas para discutir o impacto e as infinitas possibilidades da inteligência artificial na imaginação coletiva e em diversas áreas do conhecimento.