O Laboratório de Crítica em Arquitetura, Urbanismo e
Urbanização [LoCAU], vinculado ao Programa de Pós-graduação em Arquitetura e
Urbanismo e Design [PPGAU+D] da Universidade Federal do Ceará [UFC], promoverá,
em formato presencial, o I Seminário Arquiteturas Contemporâneas no Brasil [arq.con.br],
com o tema FRONTEIRAS HÍBRIDAS, a
ser realizado de 01 a 04 de abril de 2025.
Essa primeira edição do evento surgiu do envolvimento de uma rede de
professores[as]/pesquisadores[as] em torno do tema da arquitetura contemporânea
no Brasil, que já resultaram, coletivamente e individualmente, em publicações
em periódicos, anais, livros e participação em fóruns e debates. A rede agrega
pesquisadores[as] nacionais, provenientes de Universidades das cinco regiões do
Brasil [UFC, UFMG, UFRN, UFPB, UFPE, UFAL, UFAM, UnB, USP e UFRGS], que têm se
dedicado, à luz de uma perspectiva teórica, histórica e crítica, mas sobretudo da
prática projetual, à pesquisa e produção de conhecimento sobre a diversidade
das manifestações da arquitetura contemporânea.
A
discussão sobre as arquiteturas contemporâneas no Brasil tem se revelado ainda
de modo disperso: no ensino da arquitetura [disciplinas de graduação e pós-graduação],
em pesquisas [teses, dissertações, monografias], em exposições, em periódicos e
magazines, em escassos eventos e, de forma mais rarefeita, nos meios de
comunicação de massa. É patente a criação de fóruns de discussão que busquem
criar, agregar e sistematizar possíveis chaves de interpretação sobre o
assunto, face à sua abrangência e complexidade.
Assim, pretende-se que o I Seminário[arq.con.br] seja pioneiro
e atue como lócus privilegiado para o debate acadêmico e profissional,
estabelecendo uma agenda permanente sobre as arquiteturas contemporâneas no
Brasil, com perspectivas de acolher ensaios e pesquisas, mas também Experiências
Projetuais|Obras.
A relevância social do seminário consiste na oportunidade de discussão e
de apresentação de ideias, pesquisas, análises críticas de intervenções e Experiências
Projetuais|Obras que têm como ponto de interseção a heterogeneidade da
arquitetura contemporânea no Brasil, atentando para a importância e a valorização
da dimensão sociocultural da Arquitetura e Urbanismo, tanto como campo disciplinar,
como práxis.
Público-alvo: professores, estudantes, estudiosos, pesquisadores e
profissionais de Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional e
áreas afins.
O I Seminário Arquiteturas Contemporâneas no Brasil [arq.con.br]
tem como objetivo discutir e avançar na produção de conhecimento sobre as
distintas manifestações da arquitetura contemporânea no Brasil, estabelecendo
como temática principal FRONTEIRAS HÍBRIDAS,
nomeadamente as fronteiras temporais, as fronteiras espaciais, as fronteiras
tecnológicas e, até mesmo, a ausência de fronteiras.
TEMÁTICA
O
conceito deFRONTEIRAS HÍBRIDAS como temática para o I Seminário[arq.con.br]
preconiza a necessidade de considerar a existência de contornos complexos para
balizar o debate sobre a cultura arquitetônica contemporânea no Brasil,
apontando e discutindo suas contradições e implicações no tempo e no espaço, evitando
visões binárias.
A
palavra híbrido[a] descende do grego hybris, que originalmente
significava mistura e miscigenação. Superada essa ideia de híbrido[a] como algo
anômalo, o termo é apropriado para qualificar aquilo que é complexo, composto
da mistura de coisas distintas, mas que tem potência para gerar outras coisas.
Assim, FRONTEIRAS HÍBRIDAS
é um enunciado que remete à essa ideia de ultrapassar, cruzar, misturar e
problematizar os limites de interpretação sobre as arquiteturas contemporâneas
no Brasil.
Diante
desse panorama diverso e multifacetado, o I Seminário[arq.con.br] convida
professores[as], pesquisadores[as], profissionais e estudantes a contribuírem
com o debate proposto, submetendo Artigos Completos para apresentação em
sessões de comunicação ou Experiências Projetuais|Obras na forma de pôsteres nos
seguintes eixos:
1.Fronteiras temporais
Este
eixo abriga estudos que tratam da dimensão temporal como mecanismo para
compreender a diversidade da arquitetura contemporânea, considerando novas
interpretações sobre as durações históricas e periodizações. Assim, as fronteiras
temporais se referem às revisões conceituais, críticas, históricas e
historiográficas sobre os limites híbridos entre a arquitetura moderna, pós‐moderna e contemporânea, bem como as intervenções contemporâneas em
preexistências históricas.
2.Fronteiras espaciais
Este eixo acolhe trabalhos que abordem realidades espaciais e
geográficas híbridas [locais, regionais, nacionais, latino-americanas, globais],
para fomentar a discussão sobre possíveis interseções, afetações, aproximações
e/ou diferenças no âmbito da arquitetura contemporânea. Ademais, as fronteiras
espaciais se referem ainda à questão de ultrapassar e/ou integrar as escalas sociais
da paisagem, do ambiente natural e construído, da cidade e do edifício, mas
também dos objetos do cotidiano (design).
3.Fronteiras tecnológicas
Esse
eixo recebe trabalhos que tenham como foco central a discussão sobre o impacto
do paradigma tecnológico na produção da arquitetura contemporânea, incluindo as
repercussões no projeto, na representação e na construção. As fronteiras
tecnológicas se referem a hibridez entre sistemas tecnológicos [ferramentas,
recursos materiais, construtivos e estruturais] antigos e novos, o real e o
virtual, o material e o imaterial, o analógico e o digital, entre outros.
4.Sem Fronteiras
Este
eixo temático acolhe trabalhos que discutam temas emergentes sobre a
arquitetura contemporânea que incorporam fundamentos conceituais e empíricos
que são intra e transdisciplinares ao campo da Arquitetura e Urbanismo, –
inclusive, conforme destaca Brandão [2008][1] , aquilo que é
indisciplinado, ou seja, que é alheio às disciplinas. A hibridez temática se
refere, mas não necessariamente, às relações de poder subjacentes à produção da
arquitetura contemporânea, enfatizando as contradições inerentes ao papel dos
agentes hegemônicos e contra hegemônicos, bem como às assimetrias de poder no
campo teórico e prático da arquitetura. Portanto, são bem-vindos trabalhos que
redefinam as fronteiras políticas de práticas e experiências, autorias e
práticas participativas, sujeitos[as] e objetos [projetos e obras], abordando e
valorizando as questões de gênero, raça, identidades, migração, divisão
socioespacial do trabalho e inclusão social.
[1] BRANDÃO, C. A. L.
Introdução à Transdisciplinaridade. In: PAULA, João Antônio de. (Org.). A
Transdisciplinaridade e os desafios contemporâneos. 1ed. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2008, v. 1, p. 17-39
PRIMERA CONVOCATORIA DE TRABAJOS - ESPAÑOL
PRIMERA CONVOCATORIA DE TRABAJOS - ESPAÑOL [PULSE AQUÍ]