“Psicologia branca para população negra? Uma discussão sobre psicologia racializada e seus desafios na prática” é o tema da mesa-redonda que propõe uma reflexão crítica e urgente sobre os limites e possibilidades da Psicologia frente às dinâmicas do racismo estrutural na sociedade brasileira.
A atividade convida à análise dos fundamentos epistemológicos e éticos da Psicologia, questionando como a profissão — historicamente construída a partir de referenciais brancos, eurocentrados e universalizantes — tem falhado em compreender e acolher as experiências subjetivas da população negra.
Na ocasião, serão debatidos os impactos do racismo estrutural, institucional e interpessoal sobre a saúde mental das pessoas negras, assim como os efeitos do epistemicídio — o apagamento e deslegitimação dos saberes produzidos por sujeitos racializados — nas práticas clínicas, acadêmicas e sociais. A proposta é evidenciar a necessidade de uma Psicologia comprometida com a justiça racial, sensível às singularidades históricas, culturais e sociais da população negra, e engajada na construção de um fazer psicológico ético e antirracista.
Com a presença das psicólogas Elaine Virgínia Silva e Natiene Ramos Ferreira da Silva, e da cientista social Vanessa Lopes da Silva, a mesa-redonda também se propõe a ser um espaço de letramento racial. O encontro convida profissionais, estudantes e sociedade a refletirem sobre os desafios e as potências de práticas antirracistas no campo da saúde mental, tanto no contexto clínico quanto no cotidiano acadêmico e institucional.