O que se inscreve quando escrevemos? Para quê e para quem escrevemos? O que carregamos e o que deixamos cair no ato de escrever?
Há um não-sabido diante da escrita que está fora do sentido. Um desenlace desconhecido por nós. Quando a impossibilidade comparece, escrevemos. Os encontros e desencontros com a memória, com o tempo e com o corpo, podem fazer daquele que escreve um navegante. Navegante palavra, letra?
Quando se embarca em uma nova cena, seja esta do inconsciente ou fora dele, a escrit(ato) pode evocar caminhos que se deslocam a criação e recriação de alguma Coisa.
Afinal, o que é isso que a escrita nos causa?



