Ciclo de palestras "Ainda o Regionalismo, nosso contemporâneo?"

Ciclo de palestras "Ainda o Regionalismo, nosso contemporâneo?"

online Este é um evento online

O evento já encerrou

Separamos alguns eventos que você irá gostar

Bridges 9 - Uniendo Personas Y Conocimiento

Sexta-Feira, 4 de Setembro

Bogotá,

III SIMPÓSIO NACIONAL DE METODOLOGIAS ATIVAS NA EPT - III SINMAEPT

Quinta-Feira, 27 de Agosto

Rio Branco, AC

Artmed Experience 2026

Quinta-Feira, 15 de Outubro

Sao Paulo, SP

16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology

Domingo, 19 de Julho

Porto Alegre, RS

Receba as melhores revistas da sua área

Receber revistas

Sobre o evento

Em reverberação ao Bicentenário da Independência Nacional, o Laboratório de Estudos do Horror e da Violência na Cultura (LEHViC/ UFMS), em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, propõe um espaço de debates relacionados a disputas em torno de narrativas e projetos de nação, com o intuito de contribuir com o impulsionamento de propostas comprometidas com a expansão de conceitos como "modernidade", "arte" e "identidade nacional". Sem deixar de reconhecer as contribuições árcades, românticas e modernistas para as renovações estéticas e temáticas da arte e do imaginário nacional, desenvolvemos aqui uma reflexão sobre algumas de suas lacunas. Se, a partir do arcadismo passamos a observar o engajamento de vozes intelectuais para formar uma literatura autenticamente brasileira e, a partir do modernismo, as culturas dos sujeitos negro, indígena e rural deixam de ser compreendidas, de acordo com Antonio Candido, como um defeito a ser superado e passam a ser objetos temáticos imprescindíveis para a atualização e internacionalização do projeto artístico nacional, defendemos aqui a necessidade de compreendermos esses sujeitos não mais como identidades a ser representadas, mas como intelectualidades que contribuem ativamente para a proposição de novos modelos de nação. Nesta perspectiva, convém considerarmos discursos e expressões artísticas – negras, rurais, urbanas, indígenas e não indígenas - advindos de regiões historicamente invisibilizadas, engajados com a defesa de novos códigos estéticos e saberes para a construção de um modelo de brasilidade livre da violência colonial outrora institucionalizada neste território nacional.


Por compreendermos a importância da arte e da literatura para a formação do imaginário de uma sociedade, propomos um revisionismo crítico e uma ampliação do que hoje é compreendido como cânone literário brasileiro. É preciso que propostas de autores advindos de regiões historicamente invisibilizadas em meio a debates acadêmicos e/ou midiáticos, realizados em um âmbito nacional, passem a circular e ser avaliadas de forma democrática em todo o país, assim como escritores de grandes centros urbanos circulam em currículos escolares e universitários das regiões interioranas do Brasil.  É preciso que estados como Mato Grosso do Sul, Acre, Tocantins, Roraima e Amapá passem a ser compreendidos como espaços que acolhem sujeitos produtores de conhecimento. Revindicamos, assim, a participação ativa e contínua destas vozes naquilo que é compreendido hoje como um mapa literário brasileiro, pois estar fora deste projeto, segundo Leandro Pasini, corresponderia a estar fora do tempo literário, da história literária viva, aprisionado em um tempo morto da repetição ou da permanência, que pouco ou nada significa a uma estrutura histórica em processo de consolidação. Ao pensarmos na circulação e na avaliação das produções literárias advindas destas regiões periféricas, propomos a efetivação do projeto modernista de horizontalizar e“postular uma reciprocidade de perspectivas em que cada um deles reflete sobre si mesmo e projeta uma imagem em um mapa literário descentralizado, configurado em prismas específicos e originais, que iluminam um circuito uno e desigual a partir de ângulos diferentes". 


Partindo dessas reflexões, propomos um ciclo de palestras online voltadas ao estudo de produções intelectuais indígenas, quilombolas, nortistas, africanas e femininas no decorrer de setembro de 2024. Esses encontros -  acolhidos pela Biblioteca Isaías Paim e ministrados por professores e acadêmicos de todo o Brasil -  são gratuitos, online e abertos à comunidade geral. 


**** Para ter direito a certificado, basta realizar sua inscrição no evento ****


Lembre-se, nossos encontros acontecerão sempre às segundas-feiras de setembro, a partir das 19h (horário de Mato Grosso do Sul).


Confira a programação:



2 de setembro, das 19h às 21h, palestra “Independências do Brasil: Artes, História e Literatura nas disputas em torno de projetos de nação”, proferida pelo Prof. Dr. Wellington Furtado Ramos (UFMS);


9 de setembro, das 19h às 21h, palestra “Identidade e resistência em Luandino Vieira”, proferida pela Prof.ª Dr.ª Carina Marques Duarte (UFMS);


16 de setembro, das 19h às 21h, palestra “A Origem do Fogo e da arte culinária na cultura Kaiowá”, proferida pela Prof.ª Drª Gabriela Barbosa Lima e Santos (UFMS);


23 de setembro, das 19h às 21h, palestra “Mundaú te lambeu: o Quilombo dos Palmares na história e na literatura”, proferida pelo Prof. Mestre José Minervino Neto (UFAL);


30 de setembro, das 19h às 21h, palestra “Mulheres no Brasil colônia e contemporâneo: estudo de imagens poéticas sobre sexualidade e trabalho”, proferida pela Prof.ª Drª Ângela Teodoro Grillo (UFPA).




Esta proposta, desenvolvida pelo  Laboratório de Estudos do Horror e da Violência na Cultura (LEHViC), em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, é um dos resultados parciais do projeto intitulado Ainda o Regionalismo, nosso contemporâneo?, que conta com apoio financeiro da Fundect/MS, por meio do Termo de Outorga n. 296/2022.



Atividades

{{item.titulo}}
{{item.horaInicio}}-{{item.horaFim}}
Calendar

Convidados

{{item.nome}} {{item.nome}}

{{item.nome}}

{{item.nome}} {{item.nome}}

{{item.nome}}



{{viewModel.evento.titulo}}

{{viewModel.evento.responsavelEvento}}