I CONFERÊNCIA ESTUDANTIL DO IFPA CAMPUS CASTANHAL

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presencial IFPA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, Campus Castanhal - Castanhal - Pará - Brasil

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Sobre o evento

Com o tema: “SuperAção – o desafio de ser estudante” a I CONFERÊNCIA ESTUDANTIL DO IFPA CAMPUS CASTANHAL surge em alusão ao dia do Estudante, comemorado no dia 11 de Agosto. Trazendo um dia com palestra, Oficina, Roda de Conversa, Torneio Esportivo e Noite cultural. Uma programação, que tem como objetivo valorizar os estudantes e abrir espaços de discussão e de valorização da cultura. Organização de Grêmio Estudantil Livre Edson Luis, Coletivo Juntos, Apoenas, Colégio leite Vestibular, Empresa Proagro e Direção Geral do Campus Castanhal do IFPA.

Inscrições

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Palestrantes

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Local do Evento

Edson Luiz Lima Souto - Memórias da ditadura

Episódio no Calabouço, no Rio, inflama manifestações de rua Fonte: Agência SenadoEpisódio no Calabouço, no Rio, inflama manifestações de rua — Senado  Notícias


O Calabouço era um bandejão perto do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, onde se alimentavam universitários e secundaristas. Embora a refeição custasse centavos, o lugar não agradava. Com frequência, havia protestos contra o galpão, caquético, e contra a comida, intragável.

Em 28 de março de 1968, um grupo discutia os preparativos de mais um ato contra as condições do Calabouço quando policiais invadiram o local para abortar o protesto. Os jovens reagiram com paus, pedras e bandejas. Na batalha, um estudante perdeu a vida na hora, com um tiro à queima-roupa no coração — Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, que deixara Belém para cursar o supletivo no Rio. Era o primeiro “morto público” da ditadura. A repercussão no Senado foi imediata.

— Em vez do diálogo, o governo manda a polícia e as Forças Armadas contra os estudantes. É uma saída que não desejamos, pois vai levar a um morticínio — afirmou Mário Martins (MDB-Guanabara). — É incrível que os homens de juízo hoje são os moços, e não os velhos do governo, que, aliás, não têm procuração para administrar o país.

Arthur Virgílio (MDB-AM) bateu na mesma tecla da prepotência do governo militar:

— Edson Luís morreu com 18 anos, a idade do meu filho mais novo. Busquemos o entendimento. Nós da oposição estamos dispostos a isso. Eu não gostaria de voltar a esta tribuna para, esmagado pela tristeza, lamentar outros Edson Luís tombados nas ruas pela falta de diálogo.

O Calabouço não era um mero bandejão. Logo no dia em que os militares assumiram o poder, em 1964, os militares incendiaram a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Flamengo. A entidade foi fechada e o movimento estudantil ganhou uma mordaça. A partir daí, o Calabouço virou um abrigo informal dos jovens que queriam discutir livremente os rumos do ensino público e da política.

Fonte: Agência Senado

Panfleto


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