Por que os judeus, considerados no século XIX o arquétipo do "semita" – categoria usada para excluí-los da Europa –, são hoje frequentemente descritos como "não-autenticamente semitas" nos debates sobre Israel-Palestina?
Este curso oferece uma arqueologia do conceito "semita", mostrando como um termo bíblico neutro transformou-se em arma política no século XIX e persiste hoje disfarçado de ciência. Através da história conceitual, analisamos como a busca por "autenticidade" racial – seja para afirmá-la ou negá-la – perpetua a mesma lógica que deveria ser superada. O curso culmina examinando as batalhas acadêmicas atuais sobre as definições de antissemitismo, demonstrando que as palavras que usamos para nomear o ódio têm consequências políticas reais.
Docente: Yoel Schvartz (Historiador especialista em História Judaica, Holocausto e análise política do Oriente Médio, é professor no Yad Vashem)
Datas: 23 e 30 de abril e 07 de maio (quintas-feiras)
Horário: 13h às 14h30
Conteúdo programado:
Aula 1 – A invenção do "semita": Da Bíblia à ciência racial
Aula 2 – Do antijudaísmo ao antissemitismo contemporâneo: Persistências e transformações
Aula 3 – A batalha pelas definições: Controvérsias acadêmicas sobre o antissemitismo contemporâneo
As aulas acontecerão ao vivo. As gravações ficarão disponíveis para aqueles que não puderem assistir ao vivo. Haverá emissão de certificado.