Simpósio em Neurodidática e formação de professores
Realizado desde 2006, consolidou-se como um espaço de diálogo entre pesquisadores, professores e estudantes, voltado à articulação entre Neurociências, Didática e Educação Básica. Nascido na Escola Normal Superior da UEA e expandido para diferentes instituições e programas de pós-graduação da Região Norte, o evento já promoveu a socialização de teses, dissertações e pesquisas de iniciação científica, além de conferências, palestras e atividades formativas que fortalecem a prática pedagógica e a formação docente. Entre 2006 e 2024, foram realizadas dez edições presenciais e online, superando os desafios da pandemia e mantendo seu compromisso com a divulgação científica. Atualmente, sob a coordenação do Laboratório de Formação de Professores para o Desenvolvimento Metacognitivo-Crítico (UFAM), o Simpósio reafirma sua relevância como espaço de encontro e construção coletiva, promovendo a reflexão crítica sobre os processos de ensino-aprendizagem, a formação de professores e o desenvolvimento humano. Em 2025, chega à sua XI edição, ampliando ainda mais seu alcance e impacto na comunidade acadêmica e escolar da Amazônia e do Brasil.
Enfatizamos que esta edição do simpósio é presencial com a possibilidade de apresentação de trabalhos de forma online.
Registros da X edição do Simpósio de Neurodidática e Formação de Professores – 2024

Reportagem da TV Encontro das Águas sobre o X Simpósio em Neurodidática e Formação de professores realizado no 2024
Serão aceitos trabalhos que dialoguem com os aspectos, conceitos e processos anunciados nas ementas das áreas temáticas 1, 2 e 3 do evento, bem como que interseccionem estes eixos com outras temáticas de cunho educacional/formativo, compreendendo as múltiplas relações dos eixos com a realidade educacional das escolas e espaços educacionais amazônicos. O evento será presencial, com comunicações orais possíveis nas modalidades presencial e online.
I. Processos cognitivos da linguagem, da criatividade da reflexão, da atenção no ensino-aprendizagem de conceitos científicos e sua interlocução com a Formação de Professores.
Este tema se propõe a análise dos processos cognitivos da linguagem, criatividade, atenção e reflexão no contexto do ensino-aprendizagem de conceitos científicos, articulando-os com as demandas da formação de professores. O tema parte da premissa de que tais processos são fundamentais para a construção significativa do conhecimento científico, especialmente em contextos educativos diversos. A linguagem é compreendida como mediadora da construção de sentidos; a criatividade, como promotora da resolução de problemas e da inovação didática; a atenção, como base para o engajamento e a retenção de informações; e a reflexão, como instrumento de análise crítica e autonomia intelectual. A interlocução com a formação docente revela a necessidade de práticas pedagógicas que reconheçam e estimulem esses processos, bem como de currículos formativos que integrem teoria, prática e sensibilidade cognitiva. No contexto do tema propõe-se que a valorização dos processos cognitivos na formação inicial e contínua de professores é essencial para promover uma educação científica humanizada, crítica e contextualizada.
II. Neurodidática e metacognição: aspectos cogno-políticos como contribuição à escola pública.
Este tema articula os fundamentos da neurodidática e da metacognição com os aspectos cogno-políticos que influenciam os processos de ensino-aprendizagem na escola pública. A neurodidática, enquanto interface entre neurociência e pedagogia, oferece subsídios para compreender o funcionamento cerebral dos estudantes e aprimorar práticas educativas com base em evidências cognitivas e científicas. A metacognição, por sua vez, envolve a capacidade de monitorar, regular e refletir sobre os próprios processos mentais, favorecendo a autonomia intelectual e o aprendizado significativo. Ao integrar essas abordagens, o tema propõe uma leitura cogno- política da educação, reconhecendo que os modos de aprender e ensinar estão atravessados por relações de poder, desigualdades sociais e disputas epistemológicas. A escola pública, nesse contexto, é entendida como espaço estratégico para democratizar o acesso ao conhecimento e promover práticas pedagógicas que respeitem a diversidade cognitiva dos sujeitos. Conclui-se que a articulação entre neurodidática, metacognição e cogno-política pode contribuir para uma formação docente crítica, sensível e comprometida com a justiça cognitiva e educacional.
III. Processos cognitivos no ensino-aprendizagem de conceitos científicos na Educação do Campo: Ribeirinha, Quilombola e Indígena e sua interlocução com a Formação de Professores.
Este tema analisa os processos cognitivos envolvidos no ensino-aprendizagem de conceitos científicos em contextos da Educação do Campo, com foco nas comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas, e sua interlocução com a formação de professores. Reconhecendo que a cognição é influenciada por fatores culturais, linguísticos e territoriais, o tema destaca a importância de práticas pedagógicas que respeitem os modos de pensar e aprender desses grupos. A linguagem, a atenção, a memória, a criatividade e a reflexão são abordadas como dimensões cognitivas fundamentais para a construção de saberes científicos, especialmente quando mediadas por experiências locais e saberes tradicionais. A formação docente, nesse contexto, deve ser orientada por princípios interculturais, epistemológicos e políticos, capazes de promover uma educação científica crítica, situada e dialógica. Propõe-se que a articulação entre processos cognitivos e formação de professores é essencial para garantir uma educação do campo que valorize a diversidade, promova justiça cognitiva e fortaleça o protagonismo das comunidades na construção do conhecimento.