Poucos meses antes de sua morte, Machado de Assis autorizou a publicação de suas cartas, mas advertiu que talvez fosse melhor deixá-las “esquecidas e caladas”. E pediu para que destruíssem toda a correspondência trocada com sua esposa, Carolina. Essa atitude fez com que muitas pessoas questionassem o motivo por trás desse pedido. O que levaria Machado a eliminar os vestígios mais íntimos de sua própria vida? Será que estava sendo apenas modesto ou sabia exatamente o que essas cartas poderiam revelar?
É sobre
essa temática que o escritor, jornalista, pesquisador e editor,
dedicado a recuperar histórias silenciadas pelo discurso oficial, C.
S. Soares, irá se debruçar na terça-feira, 1º de setembro, às
16h, na abertura do ciclo “Cartas na Mesa”.
A entrada é franca e a coordenação é do Acadêmico Antônio Torres.
Criador de um dos maiores acervos digitais sobre Machado de Assis, o jornalista transforma esse enigma numa investigação conduzida documento a documento, que traz à tona uma reflexão: quem escreve essas cartas, o homem ou o personagem?